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Em entrevista ao TV Tudo, Anna Lou fala sobre Bolsonaro,Eleições, Ditadura, Mídia e muito mais

5 de outubro de 2018 1 comentário

Neste momento delicado vivido por todos os brasileiros em busca de um caminho renovado, uma nova esperança para o Brasil, todos se voltam para a política. Em vista disso, Anna Lou Olivier compareceu ao Programa TV Tudo, comandado por Darci Martins, e abordou muitos temas importantes. Alguns deles foram Eleições 2018, Bolsonaro e o atentado sofrido por ele, a insegurança pública, regime militar, os muitos fatos que não são divulgados pela mídia, a campanha contra Bolsonaro, o que está por trás disso. E, entre outros temas, Anna Lou falou de seu pioneirismo na TV brasileira,na música mundial, sua música censurada e muito mais. Vale a pena assistir aos vídeos a seguir.

 

1º Bloco: Anna Lou fala um pouco sobre sua experiência em política, em apuração de votos, em Pesquisa Científica, palestras internacionais e,entre outros temas, o atentado sofrido pelo candidato Jair Messias Bolsonaro. Confira.

2 Bloco: Anna Lou aborda militarismo, voto útil, analisa a situação política atual, como Bolsonaro tem sido entendido por uma grande parcela da população e rejeitado por alguns. Este e outros temas neste bloco. Confira!

Em breve, o terceiro bloco aqui.

 

Leia também:

A eleição do “ele sim”, “ele não”, clique aqui 

Um homem sem máscara lutando contra o sistema, clique aqui

A criança subversiva, clique aqui

A celebridade que o mundo não conheceu

28 de fevereiro de 2018 2 comentários

Hoje, 28/02/2018, seria aniversário do meu pai. Pioneiro da TV Brasileira. Poliglota, falava oito idiomas além do Português. Foi um grande empreendedor, fundador e mantenedor de três bairros em São Paulo e um em Santos-SP – Brasil. Filantropo, sustentou inúmeras famílias carentes e recolheu inúmeros animais abandonados durante sua existência. Estudou Medicina (completo) e Direito (incompleto), mas não exerceu comercialmente, atendia gratuitamente. Dançava tango e bolero com perfeição e estava sempre bem-humorado, não importavam os acontecimentos, ele sempre tinha uma observação altruísta e incentivadora. Por todos os seus atos, virou nome de praça em um dos bairros que fundou, Jardim Jabaquara- SP – Brasil.

Tudo o que fez foi com recursos próprios, ele nunca pediu donativos, ele nunca se candidatou a nenhum cargo político, ele nunca abriu uma ONG e nunca divulgou nenhum dos seus feitos, alguns heroicos por sinal. Nem em família ele comentava. Nós ficávamos sabendo por outras pessoas, especialmente por meu tio Oliveiros que apelidamos, carinhosamente, de Ademar. Ele sempre nos contava sobre a infância, adolescência e sobre muitos atos de meu pai que poderiam ser condecorados, se divulgados, mas meu pai não se importava em ser condecorado, ele buscava ser amado e isso, infelizmente, não conseguiu. Por isso me identifiquei tanto com a história de Jerry Lewis, por ser parecida com a de meu pai, ao menos nos sentimentos, não nos atos pois, apesar de tudo que enfrentou, meu pai manteve-se fiel a um único casamento a vida toda…

Uma das poucas fotos que registram o pioneirismo na TV brasileira, Lou de Olivier recebe seu primeiro troféu com apenas quatro anos de idade .Nesta foto, Nardino estava atrás das câmeras. O troféu foi entregue por Canarinho.

Infelizmente, não guardei nenhuma foto dele (nem da minha família, dos bairros fundados e nem dos nossos tempos de TV em que atuamos juntos), todos os documentos e fotos foram perdidos em diversas turbulências que enfrentei em tempos de nômade, mas guardo na memória e no coração todo o bom exemplo que ele nos deu, tudo de bom que nos proporcionou. E o Universo guarda seus feitos em prol de todos. Eu te convido a ler crônicas, decreto oficial da praça em nome dele e início de romance que escrevi sobre ele.

Decreto e fotos da Praça Nardino Francisco de Oliveira, clique aqui

A dramática, mas empreendedora infância de meu pai, clique aqui

Pequena biografia e a crônica “Pai Herói” podem ser lidas aqui, clique aqui

Leia mais sobre pioneirismo na TV e sobre troféus e relíquias que Lou de Olivier doou ao Museu PróTV,  clique aqui

Ouça uma das faixas do meu primeiro vinil, gravado aos dois anos e nove meses e lançado quando completei 3 anos de idade:

 

A média na mídia!

11 de março de 2017 Deixe um comentário
Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Apesar de ser pioneira da TV brasileira, ser a primeira criança no mundo a gravar um vinil com dois anos e nove meses e lançá-lo aos três anos de idade e, na fase adulta ter me tornado muito conhecida como Multiterapeuta e Dramaturga, ainda assim, enfrento diariamente uma grande luta para conseguir divulgar um release ou alguma nota, geralmente de utilidade pública em emissoras de TV, rádio e/ou jornais/revistas. Principalmente quando o tema vai de encontro a uma série de mentiras que são plantadas com “jabás”.

Para quem não sabe, jabá é uma abreviação de jabaculê. Iniciou-se na indústria da música denominando uma espécie de suborno que as gravadoras pagavam aos programas de rádio para executarem determinadas músicas. Há muitos anos passou a designar uma “exposição na mídia em troca de dinheiro” ou até mesmo uma definição de “suborno”. E, pasmem os leitores, isso não ocorre somente no meio artístico, isso ocorre em diversas áreas até mesmo em publicações científicas.

Por isso, é tão raro ver algo meu publicado e, quando isso ocorre, podem ter certeza de que foi publicado gratuitamente e contém verdades que não se compram nem se vendem. Porque não aceito pagar para publicar o que quer que seja.

E me espanto com a rapidez com que a Internet consegue “plantar” mentiras e equívocos que, antes demoravam um bom tempo para virem à tona, já que tudo deveria passar por um “processo de publicação”. Hoje qualquer pessoa pode criar uma conta grátis de e-mail, criar um site ou blog também grátis e sair atirando a todos os lados e publicando o que lhe vem à cabeça sem censura e sem medida do que está fazendo. Especialmente aqui no Brasil isso é cada vez mais comum. Nem tanto na Europa que não tem nada grátis, apesar de Bruxelas já estar prometendo Wi-Fi grátis a partir de 2020 e existirem “chips” pré pagos que mantém viajantes conectados em toda a Europa, a grande maioria dos usuários paga muito alto para estar conectado, por isso, há um filtro natural. Afinal, ninguém vai pagar uma pequena fortuna para plantar mentiras ou disseminar boatos, embora haja gente assim, são mais raras quando precisam pagar caro por isso… Já no Brasil…

No mercado dos livros então, desde que surgiram os e-books, qualquer pessoa pode escrever, formatar e sair vendendo seu próprio livro, independente da quantidade de abobrinhas que tenha a dizer (ou escrever). E isso ocorre em nível mundial, já que publicar e-books grátis está ao alcance de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Neste ponto sou obrigada a assumir minha responsabilidade não só por ter sido pioneira da Internet no Brasil, mas por ter, em parceria com meu irmão, inventado o “livro virtual”, ainda na década de oitenta/noventa. Nós tivemos a brilhante ideia de gravar histórias, artigos e até mesmo um livro (de nossa autoria, fique bem frisado) em disquetes e vender os disquetes como “livros virtuais”. Imediatamente fizemos um magnífico release e saímos divulgando aos quatro cantos do mundo. O símbolo da campanha era uma barata roendo um livro de papel e nossos argumentos eram fortes, afinal, um livro virtual nunca seria “roído”, era o futuro da Literatura…

Mal sabíamos nós que seríamos literalmente roubados em nossas ideias, e que estávamos iniciando uma verdadeira febre de escrita que passou a ser publicada em apenas alguns cliques. Como nunca registramos nossas ideias, ficamos sempre só com a lembrança de ter feito algo com ótima intenção e que, quase sempre, acaba sendo usado de forma errada ou até mesmo malintencionada por pessoas que não tem outro objetivo que não seja ganhar dinheiro ou fama (ou os dois, porque não?).

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Ainda sobre a Internet, não demorou para surgirem os vídeos, clipes, os “vídeos-clips” e uma grande quantidade de gravações e filmagens “extraoficiais” que “fabricam” , diariamente, novos “astros” , “estrelas”, “celebridades”. Isso me lembra um acontecimento quando resolvi usar meu canal do YouTube (que antes era usado só para armazenar minhas entrevistas e participações em TV) para gravar vídeos independentes. Assisti a alguns vídeos do tipo, “como trazer público para seu canal” e, ao comentar um vídeo que gostei, recebi a resposta “Que bom que gostou, fico muito feliz em ter sido assistido por uma apresentadora de verdade”… Ué, pensei eu, os vídeos do YouTube são criados por “apresentadores de mentira?”… 

Em meio a tudo isso, diariamente surgem “celebridades” que se misturam aos “BBB” da vida e ninguém mais sabe quem é quem. Estou afastada dos eventos artísticos, mas quando raramente vou a um, noto a grande quantidade de “ninguéns” sendo tratados como celebridades porque apareceram em algum vídeo viral ou algo assim… Aliás, o próprio termo “celebridade” já é questionável, afinal, a definição é “uma pessoa amplamente reconhecida pela sociedade. A palavra deriva-se do latim celebritas, sendo também um adjetivo para célebre, que quer dizer famoso, celebrado“. Ai vem a questão, celebrado por quê? Encontrou a suposta cura do câncer? Mudou o rumo da humanidade com suas descobertas? Fez um vídeo viral sobre o desprezo que sua avó me deu? Ou será que pagou um grande jabá para “plantar” uma série de “feitos” que não fez de verdade? Ou para martelar uma sofrida música ou uma interpretação irrisória (ou qualquer ato sem relevância) até todos começarem a julgá-la o máximo?

Isso tem ocorrido no veganismo, por exemplo, inúmeras “celebridades” se apresentando como “veganas” quando sabemos que não o são. Apenas perceberam o grande “ibope” que conseguem ao se declararem “veganas”. Aqui entram também pessoas comerciantes que perceberam, no veganismo, uma ótima fonte de renda e passaram a vender alimentos e produtos veganos, sem sequer serem veganos. Recentemente, li um depoimento de um rapaz que dizia ter trabalhado em restaurantes veganos cujos donos são carnistas,… Mas como assim? Confesso que me espantei com esta informação. Isso tem sido comum dentro do veganismo. Posicionar-se como vegano apenas em busca de fama ou dinheiro. (ou os dois, porque não?). A repetição deste questionamento foi proposital.

Aliás, o veganismo está tão enraizado no ego (ísmo) que nem dá para continuar pregando a paz entre todos os seres em meio a isso. Há alguns dias eu já declarei que estou modificando minha forma de me posicionar e, como sempre digo que sou “vegana ao cubo” nem posso mesmo me considerar vegana, já que não uso nem me alimento com praticamente nada do que se ingere no veganismo. Hoje posso me definir como uma herbívora naturalista que também é pacifista e busca a paz entre todos os seres. E lamento, profundamente, a competição que se instalou no veganismo. Na ânsia em ser o primeiro, todos empatam em último lugar…

Da mesma forma como o veganismo tem sido mostrado e assimilado de forma equivocada, há os que repassam fotos da China como se fossem de algum mosteiro italiano, crianças deformadas necessitando de donativos, mas verificando bem, percebe-se que essas crianças nem existem ou já faleceram. Animais abandonados necessitando de cuidados ou donativos e que também não existem ou já foram adotados ou já morreram. E muitas outras mensagens e posts e artigos de algum “guru” ou pensamentos e reflexões atribuídas a grandes pensadores, mas que não o são…

Dificilmente isso mudará para melhor, a tendência, é aparecer mais gente cada vez mais deturpando as notícias até que algum “magnata” resolva desligar tudo e recolher a “bola” do jogo. E até que isso ocorra, só posso usar a frase famosa “me inclua fora disso”. Se não me falha a memória, essa frase foi criada pelos locutores do “Balancê”, um programa da Rádio Excelsior, criado pelo Osmar Santos na década de 80 para falar de esportes e que acabou sendo um humorístico onde atuou Fausto Silva (hoje conhecido como Faustão). Participei com meu irmão algumas vezes deste hilário programa, falando sobre nossa produtora a Manhattam Masana. Nosso slogan na nossa produtora era “Gente séria fazendo arte”… Bons tempos em que a criatividade era mais importante do que um alto cachê…

Consultarei meu departamento de assuntos aleatórios para confirmar se foi mesmo no Balancê que surgiu esta frase e confirmarei (ou não) aqui. O que precisa ser frisado é que esta frase não iniciou em nenhuma novela da Rede Bobo… Aliás, quase nada se iniciou em programas da Rede Bobo… Se insistem em afirmar isso, se deve a “dobradinha” povo com graves falhas de memória + muito jabá na mídia… Dá nisso!

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