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Democracia ou Ditadura? Eis a questão!

24 de outubro de 2018 1 comentário

Em primeiro lugar, se a população acessasse o site do TSE e lesse, além de entender bem, os planos de governo (PGs) dos candidatos, não seria necessário nenhum artigo ou explicação. Acontece que, uma parte, felizmente, uma minoria, além de desconhecer os PGs, segue acreditando em vídeos editados estrategicamente e notícias propagadas por uma mídia corrompida. Com isso, acaba aterrorizada, percebendo ameaça onde só existe boa intenção. Neste artigo, mostro estes equívocos e respondo a pergunta: Afinal, o que é melhor, democracia ou ditadura?

O que você entende por democracia? Pela definição Democracia é um sistema político no qual todos os cidadãos elegíveis podem participar de forma igual seja direta ou por intermédio de seus representantes eleitos propondo e desenvolvendo as Leis. Uma democracia deve abranger as condições sociais, econômicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política. Considera-se que a democracia ateniense, cujo pai é Clístenes, foi o início do que se acredita ser a democracia atual. A democracia ateniense caracterizava-se por:

1- Seleção aleatória de cidadãos comuns para preencher os poucos cargos administrativos e judiciais existentes no governo;

2- Assembleia legislativa composta por todos os cidadãos atenienses. Ou seja, todos os cidadãos elegíveis eram autorizados a falar e votar na assembleia, que estabelecia as leis da Cidade-Estado. Porém, a cidadania ateniense excluía mulheres, escravos, estrangeiros, os pobres que não possuíam terras e os homens com menos de 20 anos de idade.

Por ai já se percebe que não eram “todos” que podiam participar… Mas a questão é que a democracia deve permitir a TODOS os cidadãos a participação em elaboração de Leis e até prestação de contas dos gastos envolvendo o dinheiro público (como se usa o dinheiro arrecadado com pagamento de impostos, por exemplo).

Então eu pergunto: Alguma vez você que lê este artigo foi chamado para opinar ou lhe prestaram conta dos gastos do dinheiro público? Então você concorda que já podemos descartar a ilusão de estarmos vivendo uma “democracia”?

Outra pergunta importante: Você sabe o que é DITADURA DO PROLETARIADO?

Ditadura do proletariado é condição na qual a classe trabalhadora ou proletariado sobe ao poder. É uma espécie de luta contra a chamada Ditadura Burguesa em que se valoriza só os direitos da classe trabalhadora, os empregadores são vistos como “inimigos”,  condenados a pagar altos impostos. Isso quase sempre quebra empresas e acaba desempregando os operários. Em resumo, é um tiro no pé. Atribui-se a criação do termo “ditadura do proletariado” ao jornalista comunista Joseph Weydemeyer, porém o termo passou a ser adotado por muitos autores, entre eles, Karl Marx que, em sua teoria, define que a ditadura do proletariado se coloca entre o capitalismo e o comunismo, caracterizado pela existência de organismos de governo de classe. Marx definiu que “toda forma de governo é uma ditadura de uma classe sobre a outra”. Obvio, não é? Mas tem gente que acha que ele descobriu a roda ao definir isso. Na verdade, Marx citou pouco a ditadura do proletariado, exceto em “Crítica ao Programa de Gotha (Kritik des Gothaer Programms)”, documento baseado numa carta escrita por Karl Marx em 1875 ao grupo Social-democracia alemã em Eisenach, em que ele (Marx) pronuncia-se em detalhes sobre assuntos revolucionários, incluindo a revolução socialista, a “ditadura do proletariado”. Quem mais se pronunciou a respeito foi Joseph Weydemeyer que, inclusive, publicou um artigo intitulado “Ditadura do Proletariado” no jornal Turn-Zeitung (alemão), Neste artigo, ele escreveu é bem claro que não pode haver aqui qualquer duvida sobre transições pacíficas graduais”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Já percebeu como se pretendia, desde aquela época alcançar esta ditadura?

Foi assim que este ideal de levar o proletariado ao poder chegou ao Brasil. A implantação em 1950 do sistema televisivo feito pelos Estados Unidos não só no Brasil mas em outros países e a construção de Brasília (1960) que custou aos cofres públicos uma fortuna, jamais calculada, aliados a outros fatores deram início a uma divisão de ideias e ideais, já no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, que por sinal, era Médico oficial da Polícia Militar. Esta divisão de ideias e ideais seguiu e tornou-se latente quando Jânio Quadros foi eleito presidente em 3 de outubro de 1960, obtendo a maior votação até o momento (5,6 milhões de votos). Porém houve um contratempo, naquela época se votava de forma separada para eleger Presidente e Vice. E o vice de Jânio, Mílton Campos, não foi eleito. João Goulart foi o escolhido pelo povo e formaram a chapa apelidada como “chapa Jan-Jan”. O mandato seria de 1961 a 1965, porém Jânio renunciou bem antes.

Janio_Guevara_Gazeta_do_povo

Em seus sete meses de mandato, Jânio fez alguns atos ousados como aquele em que homenageou Ernesto Che Guevara (guerrilheiro/terrorista argentino que fora um dos líderes da revolução cubana e era ministro daquele país) com a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul. Esta condecoração ocorreu em 19 de agosto de 1961, em agradecimento por Guevara ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba, que estavam condenados ao fuzilamento, exilando-os na Espanha. Outro ato considerado subversivo ocorreu em uma reunião em Brasília (com o agente da KGB Alexander Alexeyev) em 5 de maio de 1961 em que Jânio se comprometeu a restabelecer relações Brasil-URSS. Estes e outros atos de Jânio desagradaram a grande parte da sociedade que temia o terrorismo e a espionagem no Brasil. A sociedade começou a questionar se havia desperdiçado seu voto com Jânio. Além disso, Carlos Lacerda que era governador do estado de Guanabara, colocou-se como porta-voz da campanha contra o presidente (da mesma forma como havia agido contra Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek). Porém, ao contrário dos dois acusados anteriormente como corruptos, era impossível acusar Jânio de corrupto, então Lacerda passou a acusá-lo de “golpista”. Neste clima, Jânio deixou uma carta em que se lia: “Ao Congresso Nacional. Nesta data, e por este instrumento, deixando com o Ministro da Justiça, as razões de meu ato, renuncio ao mandato de Presidente da República. Brasília, 25.8.61.” Seu vice, João Goulart (Jango), que estava na China, voltou e assumiu a Presidência, mesmo contrariando a muitos setores que o classificavam como comunista e temiam pelo Brasil, que já estava a caminho do comunismo declarado. Jango passou a tomar uma série de medidas que desagradavam a grande parte da população. Uma delas, o Plano Trienal, proposto por Celso Furtado, então Ministro do Planejamento: Reforma agrária, propunha desapropriação de terras com pagamento de indenização em títulos da dívida pública. Isso levaria muitos proprietários à ruína, visto que perderiam seus bens e seriam pagos com títulos e não com dinheiro. Reforma educacional que propunha abolir a cátedra e implantar o método freire, retirando o poder de decisão dos pais de alunos que se veriam obrigados a aceitar o novo método como padrão. Reforma fiscal que aumentaria o poder de arrecadação do Estado e limitaria remessas de lucros para o exterior. Reforma eleitoral que estendia direito de voto a militares de baixa patente e a analfabetos, mas também legalizaria o Partido comunista Brasileiro. Além de Reforma urbana e bancária, nacionalização de vários setores industriais (energia elétrica, refino de petróleo, químico-farmacêutico). Os congressistas não aprovaram a proposta, porém mesmo não aprovada esta informação vazou e a sociedade passou a repudiar Jango. Além disso, em 13/03/1964, Jango assinou dois decretos, que permitiam a desapropriação de terras numa faixa de dez quilômetros às margens de rodovias, ferrovias e barragens e transferia para a União, o controle de cinco refinarias de petróleo que operavam no país. Para completar, prometeu que realizaria as medidas que a sociedade rejeitava, ou seja, as reformas de base com mudanças administrativas, agrárias, financeiras e tributárias. Em paralelo, preços de mantimentos e diversos produtos subiam constantemente e a crise era tanta que o Banco do Brasil chegou a pedir falência.  

Manifestantes na Marcha da Família com Deus pela Liberdade em 19 de março de 1964 na Praça da Sé, em São Paulo. Fonte: Arquivo Nacional/Correio da Manhã.

A desaprovação da sociedade a estas propostas/medidas de Jango e a insegurança financeira que assombrava a todos iniciou uma fase de protestos, inclusive um temido golpe apoiado por militares de baixa patente como sargentos, cabos, soldados, além dos riscos do terrorismo que se implantara no país, cujo objetivo era não só aterrorizar, roubar e matar, mas implantar a “Ditadura do Proletariado” como um todo. Em outubro de 63, de novo, Carlos Lacerda ataca a Presidência, desta vez, na pessoa de Jango. Em entrevista ao LA Times, Lacerda atacou violentamente Jango e criticou os chefes militares. Ministros militares queriam que se declarasse estado de sítio, mas o Congresso Nacional, não foi receptivo. A partir dai, os oficiais, até então neutros, passaram a apoiar a conspiração golpista. Em paralelo, iniciado em 19 de março de 1964, aconteceu a marcha da família com Deus pela LIBERDADE. O povo está cansado das mentiras e das promessas de reformas demagógicas. Reformas sim, nós a faremos, a começar pela reforma da nossa atitude. De hoje em diante os comunistas e seus aliados encontrarão o povo de pé. […] Com Deus, pela Liberdade, marcharemos para a Salvação da Pátria!” Texto do Manifesto ao Povo do Brasil

Alguma semelhança com a realidade que vivemos hoje?

Setores como indústria/empresariado, clero e diversos setores políticos se organizaram em marchas, levando às ruas, num mesmo dia, mais de um milhão de pessoas com o intuito de derrubar o governo Goulart. Destes movimentos surgiu um confronto entre policiais que se intitulou “polícia contra polícia”. Já expliquei em outro artigo. O resumo é que um único comandante resolveu este confronto, restabelecendo ordem entre os militares. Este ato, assim como muitos atos dos militares não foi registrado pela história adulterada. Depois de todos estes movimentos, Jango foi deposto em 1º de abril de 1964.

Como a imprensa reagiu ao “Golpe Militar”?

Os “Diários Associados” (compostos por revistas, rádios, jornais e emissoras de TV, como O Globo, Rede Globo, Correio da Manhã, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil) festejaram a queda de Jango e a atitude dos militares que, frise-se bem, foram à frente representando o desejo de, praticamente, toda a sociedade. Note as manchetes e notas em 1 e 2 de abril de 1964:

O Estado de São Paulo: Minas desta vez está conosco (…) dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.”

Jornal do Brasil: “Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas” (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)

O Globo de 2 de abril de 1964: “Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos“. (O Globo – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

Estado de Minas:Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade” (O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)

 O Estado de Minas  edição de 4 de abril: “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem“.

O Dia A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento(O Dia – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

O Globo: “Ressurge a Democracia ! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições” “Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada(O Globo – Rio de Janeiro – 4 de Abril de 1964)

Tribuna da Imprensa: Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu” (Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

O Povo: “A paz alcançada! A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil(Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

Jornal do Brasil:Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”. (Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

Segundo a Fundação Getúlio Vargas,(…) o golpe militar foi saudado por importantes setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da Imprensa, dos proprietários rurais, da Igreja Católica, vários governadores de estados importantes (como Carlos Lacerda, da Guanabara, Magalhães Pinto, de Minas Gerais e Ademar de Barros de São Paulo) e amplos setores de classe média pediram e estimularam a intervenção militar, como forma de pôr fim à ameaça de esquerdização do governo e de controlar a crise econômica.

Jornal do Brasil em 1973: Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 31 de Março de 1973)

Estas manchetes estão em PDF, ao final deste artigo.

As perguntas que ficam são: Se os militares foram à frente atendendo a um pedido quase unânime da sociedade brasileira, porque a história ao longo dos anos foi sendo alterada colocando-os como “monstros”? Por que reportagens feitas em que os terroristas assumem que roubavam armas e fardas dos quartéis, praticavam crimes hediondos e culpavam os militares não foram ao ar? Por que a mesma mídia que aplaudiu tanto a bravura dos militares salvando o Brasil em 1964, hoje se volta contra eles completamente vendida aos subornos da esquerda comunista? Por que, depois da suposta liberdade, o povo pede novamente pela Intervenção Militar?

Você reconhece aqui o que estamos de fato vivendo?

Ainda acha que estamos numa democracia?

Democracia? Hoje crianças são treinadas pelo MST para serem “invasoras mirins”, crianças de seis anos são expostas à erotização em escolas e em programação de TV, 14 milhões de desempregados, 80% do comércio nacional fechado, empresas estrangeiras deixam o país, a imprensa só divulga o que é pago ou alienante. Democracia sem verdade não é democracia! E Democracia é bem diferente deste caos que se instalou no Brasil

Assista alguns vídeos e entenda melhor a verdadeira História.

A verdade sobre o Regime Militar Documentário na voz de Cid Moreira, transmitido pela TV Globo em 1975, sobre os acontecimentos no país nos últimos 11 anos, desde a Intervenção Militar de 64 até 1975.  Como o país saiu do caos e se recuperou no governo militar. Incluindo também projeção do que seria feito até 1980. Confira!

Verdades sobre Dilma, Lula e outros políticos brasileiros. Resumo de diversos documentários

A verdade sobre o Regime Militar e o Terrorismo – Canal Pátria Amada. Acesse o canal, clique aqui

Lula confessa o que fez e o que pretende fazer contra o Brasil, se for “candidato”

Dilma cita que “o Brasil” investiu 802 milhões de dólares (BNDES) em Cuba e, na sequência, investiria mais 290 milhões de dólares. Faz sentido, o Brasil não tem desempregados, tem um sistema de saúde perfeito, educação de primeiro mundo. Já que sobra tanto dinheiro, vamos investir em Cuba.

 

O que é fascismo? Vídeo explica muito bem – Canal Eguinorante. Acesse o canal, clique aqui

Historiador e Professor Wander Pugliese relata em entrevista toda a sua experiência e pesquisas sobre a intervenção militar e os governos militares no Brasil

Como foi a Ditadura, contada por quem viveu a época – Canal E-Guinorante

 

Vídeo gravado em novembro de 2017, ocasião do início do Amazonlog Seventeen (exercício dos Estados Unidos na Amazônia), o pedido do povo pela Intervenção Militar, invasões em fazendas agrícolas, além de outros temas que não foram noticiados pela “grande mídia”

A verdade sufocada. Resenha de um livro que mostra o outro lado do Regime Militar e da trajetória política do Brasil  

Saiba mais: Manchetes e capas de jornais, 19_capas_1964_imprensa_apoiou_golpe

Informações diversas e complementares: clique aqui, clique aqui, clique aqui, clique aqui, clique aqui

Livros:

PINHEIRO, Luis Adolfo. JK, Jânio, Jango: três jotas que abalaram o Brasil.

Kit Gay, fim do 13º, Ditadura… é fake news ou existe mesmo?

15 de outubro de 2018 6 comentários

Este artigo foi escrito durante a campanha eleitoral 2018. Agora que a campanha se encerrou, atualizamos o artigo para facilitar a leitura e entendimento do tema.

Esta campanha presidencial foi a mais conturbada de todos os tempos. Tanto que um único candidato acabou concorrendo com ele mesmo. Depois da campanha do “ele sim”, “elenão”, as pessoas se dividiram entre as que o apoiam porque entenderam suas boas intenções e as que preferiram votar num candidato que responde a 32 processos (desde maus tratos a animais até lavagem de dinheiro), foi o pior prefeito que São Paulo já teve e, como Ministro de Educação, também foi péssimo, do que votar no que lhes parece um monstro.

Com uma acirrada campanha da mídia contrária a ele (até porque ele ameaçou que, ao ser eleito, cortará a verba que a mídia recebe do governo para desinformar a população, em outro vídeo, ele diz que pagará só o justo e não as fortunas que a mídia recebe), conseguiu-se criar uma figura odiosa, asquerosa, que ameaça tomar o 13º salário, ameaça tirar as pensões, acabar com a democracia (como se estivéssemos numa democracia!), acabar com os índios, as mulheres, negros, gays e torturar de todas as formas o povo brasileiro.

Ocorre que, se alguém de fato quisesse fazer tudo isso (e acredite, há quem queira), não falaria de forma tão óbvia, certamente, colocaria com belas palavras, numa fala mansa, os planos  de terror. Então, de imediato, quem consegue raciocinar isento do bombardeio midiático e dos partidos políticos,  já percebe que o candidato (agora eleito Presidente) apontado como ameaça é nada menos do que o reflexo do outro (ex) candidato. O outro, com mestrado, doutorado, terninho, viajando de jatinho e andando num carro mais caro do que a casa de muitos dos seus eleitores, fala mansinho, tão mansinho que muitas pessoas não percebem que quem orientou este candidato é um campeão de corrupção, tendo se tornado riquíssimo às custas da ilusão do povo, o Lula que, no momento, está preso, mas a principal meta da quadrilha foi (e ainda é) solta-lo, assim como grande parte dos presos para “aliviar a superpopulação carcerária. O Plano de Governo de Haddad foi o mais assustador que já li. No entanto,  descrito com palavras tão “meigas”, é preciso ter muita experiência em política para entender o quanto é maligno. Publiquei uma comparação de planos neste mesmo blog, clique aqui.

Mas vamos à  polêmica sobre sexualidade. No meu entendimento, deveriam nomeá-lo “Kit estimulação precoce de sexualidade”, seria melhor entendido pela maioria. Porém, o nome que mais se propagou foi “Kit Gay” e acabou sendo visto por parte da sociedade como preconceito  de evangélicos e outros religiosos, mas a verdade é que o  tal “Kit Gay” que, graças a manobra da mídia e dos concorrentes,  pareceu apenas um devaneio do pobre candidato, agora eleito Presidente (que já foi até esfaqueado e ninguém da concorrência respeitou isso). Acontece que este kit (independente de chamá-lo Kit Gay ou qualquer outro nome) não só existiu, como ainda existe em diversas escolas. E mais, não é só o material sobre sexualidade (homo e hétero), há também um livro que ensina até a fazer penetração e outro com um conto de fadas em que a menina é pedida em casamento pelo próprio pai. Ao ser recusado, ele prende a filha num castelo. Quando ele resolve tirá-la de lá, é tarde, ela já está morta. Tudo isso voltado ao alunos a partir dos seis anos, em sua maioria dos seis aos dez anos, sendo que os vídeos, ao que se saiba, foram exibidos a pré adolescentes e adolescentes, entre onze e quinze anos.

Todo este maravilhoso e educativo material foi criado e editado pelo MEC e autorizado pelo ministro da educação, Haddad, este mesmo que agora é o (ex) candidato santinho. Sem mais delongas, assista aos diversos vídeos do “Kit Gay e Cia”. Em 2011 houve uma suposta proibição da distribuição, mas este material já estava em diversas escolas e bibliotecas. Há relatos de professores que sobre isso. E até hoje, 2018, há professores afirmando que ainda se encontra este material em suas escolas.  Assista aos vídeos complementares e tire suas conclusões.

Reportagem  Jornal da record

Outra reportagem sob outro ângulo

Como o tema foi discutido no Congresso Nacional (você se surpreenderá com esta discussão) 

Ex professor comenta de forma aprofundada sobre o kit e sua distribuição nas escolas

Conto de fadas macabro, completa o kit

Bolsonaro demonstra um dos livros do kit

Mais uma comprovação da comercialização do polêmico livro (enviado via facebook)

Vídeo sobre o livro Aparelho sexual e Cia e a polêmica capa com um garotinho de cinco anos vestido de princesa

A média na mídia!

11 de março de 2017 Deixe um comentário
Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Apesar de ser pioneira da TV brasileira, ser a primeira criança no mundo a gravar um vinil com dois anos e nove meses e lançá-lo aos três anos de idade e, na fase adulta ter me tornado muito conhecida como Multiterapeuta e Dramaturga, ainda assim, enfrento diariamente uma grande luta para conseguir divulgar um release ou alguma nota, geralmente de utilidade pública em emissoras de TV, rádio e/ou jornais/revistas. Principalmente quando o tema vai de encontro a uma série de mentiras que são plantadas com “jabás”.

Para quem não sabe, jabá é uma abreviação de jabaculê. Iniciou-se na indústria da música denominando uma espécie de suborno que as gravadoras pagavam aos programas de rádio para executarem determinadas músicas. Há muitos anos passou a designar uma “exposição na mídia em troca de dinheiro” ou até mesmo uma definição de “suborno”. E, pasmem os leitores, isso não ocorre somente no meio artístico, isso ocorre em diversas áreas até mesmo em publicações científicas.

Por isso, é tão raro ver algo meu publicado e, quando isso ocorre, podem ter certeza de que foi publicado gratuitamente e contém verdades que não se compram nem se vendem. Porque não aceito pagar para publicar o que quer que seja.

E me espanto com a rapidez com que a Internet consegue “plantar” mentiras e equívocos que, antes demoravam um bom tempo para virem à tona, já que tudo deveria passar por um “processo de publicação”. Hoje qualquer pessoa pode criar uma conta grátis de e-mail, criar um site ou blog também grátis e sair atirando a todos os lados e publicando o que lhe vem à cabeça sem censura e sem medida do que está fazendo. Especialmente aqui no Brasil isso é cada vez mais comum. Nem tanto na Europa que não tem nada grátis, apesar de Bruxelas já estar prometendo Wi-Fi grátis a partir de 2020 e existirem “chips” pré pagos que mantém viajantes conectados em toda a Europa, a grande maioria dos usuários paga muito alto para estar conectado, por isso, há um filtro natural. Afinal, ninguém vai pagar uma pequena fortuna para plantar mentiras ou disseminar boatos, embora haja gente assim, são mais raras quando precisam pagar caro por isso… Já no Brasil…

No mercado dos livros então, desde que surgiram os e-books, qualquer pessoa pode escrever, formatar e sair vendendo seu próprio livro, independente da quantidade de abobrinhas que tenha a dizer (ou escrever). E isso ocorre em nível mundial, já que publicar e-books grátis está ao alcance de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Neste ponto sou obrigada a assumir minha responsabilidade não só por ter sido pioneira da Internet no Brasil, mas por ter, em parceria com meu irmão, inventado o “livro virtual”, ainda na década de oitenta/noventa. Nós tivemos a brilhante ideia de gravar histórias, artigos e até mesmo um livro (de nossa autoria, fique bem frisado) em disquetes e vender os disquetes como “livros virtuais”. Imediatamente fizemos um magnífico release e saímos divulgando aos quatro cantos do mundo. O símbolo da campanha era uma barata roendo um livro de papel e nossos argumentos eram fortes, afinal, um livro virtual nunca seria “roído”, era o futuro da Literatura…

Mal sabíamos nós que seríamos literalmente roubados em nossas ideias, e que estávamos iniciando uma verdadeira febre de escrita que passou a ser publicada em apenas alguns cliques. Como nunca registramos nossas ideias, ficamos sempre só com a lembrança de ter feito algo com ótima intenção e que, quase sempre, acaba sendo usado de forma errada ou até mesmo malintencionada por pessoas que não tem outro objetivo que não seja ganhar dinheiro ou fama (ou os dois, porque não?).

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Ainda sobre a Internet, não demorou para surgirem os vídeos, clipes, os “vídeos-clips” e uma grande quantidade de gravações e filmagens “extraoficiais” que “fabricam” , diariamente, novos “astros” , “estrelas”, “celebridades”. Isso me lembra um acontecimento quando resolvi usar meu canal do YouTube (que antes era usado só para armazenar minhas entrevistas e participações em TV) para gravar vídeos independentes. Assisti a alguns vídeos do tipo, “como trazer público para seu canal” e, ao comentar um vídeo que gostei, recebi a resposta “Que bom que gostou, fico muito feliz em ter sido assistido por uma apresentadora de verdade”… Ué, pensei eu, os vídeos do YouTube são criados por “apresentadores de mentira?”… 

Em meio a tudo isso, diariamente surgem “celebridades” que se misturam aos “BBB” da vida e ninguém mais sabe quem é quem. Estou afastada dos eventos artísticos, mas quando raramente vou a um, noto a grande quantidade de “ninguéns” sendo tratados como celebridades porque apareceram em algum vídeo viral ou algo assim… Aliás, o próprio termo “celebridade” já é questionável, afinal, a definição é “uma pessoa amplamente reconhecida pela sociedade. A palavra deriva-se do latim celebritas, sendo também um adjetivo para célebre, que quer dizer famoso, celebrado“. Ai vem a questão, celebrado por quê? Encontrou a suposta cura do câncer? Mudou o rumo da humanidade com suas descobertas? Fez um vídeo viral sobre o desprezo que sua avó me deu? Ou será que pagou um grande jabá para “plantar” uma série de “feitos” que não fez de verdade? Ou para martelar uma sofrida música ou uma interpretação irrisória (ou qualquer ato sem relevância) até todos começarem a julgá-la o máximo?

Isso tem ocorrido no veganismo, por exemplo, inúmeras “celebridades” se apresentando como “veganas” quando sabemos que não o são. Apenas perceberam o grande “ibope” que conseguem ao se declararem “veganas”. Aqui entram também pessoas comerciantes que perceberam, no veganismo, uma ótima fonte de renda e passaram a vender alimentos e produtos veganos, sem sequer serem veganos. Recentemente, li um depoimento de um rapaz que dizia ter trabalhado em restaurantes veganos cujos donos são carnistas,… Mas como assim? Confesso que me espantei com esta informação. Isso tem sido comum dentro do veganismo. Posicionar-se como vegano apenas em busca de fama ou dinheiro. (ou os dois, porque não?). A repetição deste questionamento foi proposital.

Aliás, o veganismo está tão enraizado no ego (ísmo) que nem dá para continuar pregando a paz entre todos os seres em meio a isso. Há alguns dias eu já declarei que estou modificando minha forma de me posicionar e, como sempre digo que sou “vegana ao cubo” nem posso mesmo me considerar vegana, já que não uso nem me alimento com praticamente nada do que se ingere no veganismo. Hoje posso me definir como uma herbívora naturalista que também é pacifista e busca a paz entre todos os seres. E lamento, profundamente, a competição que se instalou no veganismo. Na ânsia em ser o primeiro, todos empatam em último lugar…

Da mesma forma como o veganismo tem sido mostrado e assimilado de forma equivocada, há os que repassam fotos da China como se fossem de algum mosteiro italiano, crianças deformadas necessitando de donativos, mas verificando bem, percebe-se que essas crianças nem existem ou já faleceram. Animais abandonados necessitando de cuidados ou donativos e que também não existem ou já foram adotados ou já morreram. E muitas outras mensagens e posts e artigos de algum “guru” ou pensamentos e reflexões atribuídas a grandes pensadores, mas que não o são…

Dificilmente isso mudará para melhor, a tendência, é aparecer mais gente cada vez mais deturpando as notícias até que algum “magnata” resolva desligar tudo e recolher a “bola” do jogo. E até que isso ocorra, só posso usar a frase famosa “me inclua fora disso”. Se não me falha a memória, essa frase foi criada pelos locutores do “Balancê”, um programa da Rádio Excelsior, criado pelo Osmar Santos na década de 80 para falar de esportes e que acabou sendo um humorístico onde atuou Fausto Silva (hoje conhecido como Faustão). Participei com meu irmão algumas vezes deste hilário programa, falando sobre nossa produtora a Manhattam Masana. Nosso slogan na nossa produtora era “Gente séria fazendo arte”… Bons tempos em que a criatividade era mais importante do que um alto cachê…

Consultarei meu departamento de assuntos aleatórios para confirmar se foi mesmo no Balancê que surgiu esta frase e confirmarei (ou não) aqui. O que precisa ser frisado é que esta frase não iniciou em nenhuma novela da Rede Bobo… Aliás, quase nada se iniciou em programas da Rede Bobo… Se insistem em afirmar isso, se deve a “dobradinha” povo com graves falhas de memória + muito jabá na mídia… Dá nisso!

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