Arquivo

Posts Tagged ‘gatos’

Vitório, o gatinho vegetariano que deixou saudades!

23 de dezembro de 2017 Deixe um comentário

Hoje o céu dos gatinhos recebe nosso lutador Vitório.

Ele foi encontrado pelo meu irmão Erasmo, em uma cidade do interior de São Paulo. Ele era bebê, deveria ter um ou dois meses, no máximo. Ele tinha sido abandonado em um local com uma fonte de água e com muitas gramas e árvores, por isso, ele acostumou-se a beber água na fonte e comer graminhas. Foi assim que ele sobreviveu até ser encontrado pelo meu irmão.


Olha o tamanho dele, quando foi encontrado. As patinhas dele estavam queimadas e ele tinha falhas nos pelos. Foi acolhido e tratado com muito carinho. Recebeu o nome de Vitório por ser um vencedor, por ter sobrevivido sozinho em meio ao mato e sem ajuda de ninguém… Até ser resgatado pelo meu irmão…

Vitório gostava de tomar água na torneira, lembrando-se da fonte onde bebia água quando bebê. Ele também gostava de legumes e verduras e sua verdura preferida era couve... Era o gatinho vegetariano… E, talvez por isso, era o que tinha o pelo mais bonito e parecia o mais saudável de todos. Tornou-se um gato forte e lindo e viveu bem e saudável por anos. Mas, como todos os seres vivos que passam por este planeta, ele teve seu tempo de vida e, nesta madrugada, ele dormiu sem acordar…

A dor e as lágrimas são intensas e é até difícil digitar, mas penso que ele cumpriu seu tempo e agora deve estar em paz. Nós que ficamos, sentimos muita dor porque gostaríamos que ele continuasse conosco. Como sempre digo, quando alguém que amamos se vai, nossos sentimentos egoístas nos fazem chorar e desejar que este ser continue conosco, mas é preciso entender que cada um tem seu tempo e sua missão neste planeta. Depois que cumpre seu tempo, se reintegra ao Universo e precisamos saber aceitar isso como uma evolução para quem se foi, não uma perda para quem fica, por mais que sintamos falta…

Perguntem aos gatos!

11 de junho de 2017 Deixe um comentário

Diante da polêmica que se instalou em relação aos gatos abandonados em parques públicos, não só estou me empenhando (junto ao DEPAVE e Secretaria)  em ajudar a solucionar como estou escrevendo alguns artigos no sentido de educar a população para eliminar o abandono de animais domésticos. Esta semana publiquei: Por que adotar um animal? (para ler, clique aqui) E estou divulgando meu artigo com bases em muitos anos de estudos comprovando que os gatos são os melhores companheiros para crianças autistas. (para ler, clique aqui). Também escrevi um resumo do que foi a região (onde hoje está um desses parques com gatos abandonados) desde a chegada de meus pais (fundadores da região) em 1951 e o que é hoje. (para ler, clique aqui).

Quanto a polêmica em si, de um lado pessoas reclamam do mau cheiro e sujeira que os gatos contribuem para causar, das doenças que podem transmitir e de afastarem animais silvestres que habitavam o local, de outro lado administradores e responsáveis preocupados, buscam diversas soluções sem, no entanto, conseguirem conciliar opiniões e ações. E de outro lado, protetores e simpatizantes se desesperam ao saber da possibilidade dos gatos serem encaminhados para tratamentos e adoção, alegam inclusive que alguns são ferais, por isso, seria impossível coloca-los em “gaiolas” ou “domestica-los”.

Porém como estudiosa da mente humana e animal, entendo que eles não são ferais, eles ESTÃO ferais justamente pelas condições de privação em que vivem. Lembrando que gatos costumam dormir muito, cerca de dezesseis horas por dia. Num parque, precisam estar em estado de alerta, tem seu sono interrompido. Esta pode ser uma das causas de alguns parecerem “ferais”. Outros fatores que contribuem para a agressividade de alguns deles podem ser  maus-tratos (cães que avançam neles, pessoas que jogam-lhes pedras, etc.), escassez de comida, de água, disputa por território, entre outros.  Penso que o termo ideal para classifica-los seja que “estão ferozes/agressivos”, já que feral se refere a fúnebre e, em linguagem popular, ao animal que originariamente era selvagem, foi domesticado e voltou à vida selvagem. Não é o caso dos gatos que foram domesticados há quase dez mil anos no Oriente Médio e atualmente são animais domésticos e adaptam-se ao ambiente de acordo com seus recursos.  E foram abandonados nos parques, por imposição humana e não por opção. 

É um círculo vicioso, já que permanecendo nos parques estão mais sujeitos a maus-tratos e privações, além de condenados a solidão. Pois famintos e descuidados, raramente recebem carinho, o mais comum é serem enxotados. E isso os torna mais agressivos. E, por fome, acabam perseguindo os pássaros que ou são devorados ou fogem assustados desencadeando também situação de estresse a eles (pássaros).

Estive no parque Nabuco (situado na região fundada por meus pais, na zona sul de São Paulo – SP – Brasil) e verifiquei que muitos dos gatos se aproximam miando muito e pedindo ajuda. Percebe-se em seus olhos e atitudes que não pedem apenas comida e água, eles pedem atenção, carinho, alívio de suas privações… Alguns, simplesmente param de miar e entregam-se ao carinho… Acariciei e me comuniquei com alguns deles, são dóceis, estão assustados e buscam proteção e atenção, cuidados que uma família poderia dar. Se, em meio a eles há alguns mais agressivos, são casos a resolver em separado, mas não se pode generalizar como se todos fossem feras que não merecem sequer a chance de tentar uma adoção.

As noites tem sido muito frias aqui em São Paulo – SP – Brasil, em média seis graus. Fico pensando nestes inúmeros gatos abandonados em diversos parques. Eles tem pelos, mas não são suficientes para conter este frio intenso. Como devem sofrer a noite, quando não há ninguém nos parques, só frio e escuridão…

Cada gato tem características próprias, mas de forma geral, eles se alimentam três vezes ao dia, alguns comem em pequenas quantidades diversas vezes ao dia. Isso quando estão cuidados por uma família. Nos parques, acabam se alimentando apenas uma vez ao dia, às vezes nem isso, dependendo das pessoas que levam comida/ração a eles. Tudo isso deve ser analisado antes das pessoas julgarem, ainda mais as que estão de longe,  julgando pelo que acham e não pelo que é na realidade. 

É preciso pensar no que é melhor para os gatos e para todos os animais que habitam o local. E que seja bom para a população que o frequenta, também, ou seja, é um assunto delicado que necessita muita reflexão para uma decisão acertada.

Mas para resolver de vez esta polêmica, tenho uma sugestão. Antes de decidir o que é melhor para eles, perguntem aos gatos. Se eles querem continuar nos parques, sujeitos a tantos contratempos ou se querem dormir numa caminha quentinha, bem alimentados e ao lado de uma família carinhosa e acolhedora…E isso não é uma piada. Eles se comunicam pelo olhar, pelos gestos e será fácil entender a preferência deles. Até porque, quem tem amor no coração, consegue se comunicar até com as árvores e vegetais… Ainda mais com os gatos que são seres tão comunicativos!

By Lou de Olivier

Lou de Olivier – Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira e da Música mundial. Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, dois contendo romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas e tendo duas de suas dezoito peças teatrais já encenadas em todo o Brasil e em Portugal.

Lou de Olivier é vegana (defende TODOS os animais), ajuda a manter com recursos próprios 17 (dezessete) gatos acolhidos das ruas, diversos projetos de ajuda a humanos e animais. Há muitos anos estuda o comportamento dos gatos, desenvolveu a Terapia Integrativa Humanos e Animais e o Projeto dançando com animais.  Lou é Pacifista socio-ambiental/animal e segue a filantropia anônima e desvinculada de política ou religião implantada por seus pais há quase oitenta anos.

Conheça o Portal Lou de Olivier (Saúde, Educação, Artes, Pacifismo): http://www.loudeolivier.com

A Importância do Animal de Estimação por Lou de Olivier

1 de março de 2017 Deixe um comentário

Atenção: Este artigo foi escrito em 2003 (quando eu não era vegana) especialmente para a Revista Mãe Moderna. Além da publicação nesta revista impressa, foi publicado em diversos blogs e portais e ficou anos disponível para leitura gratuita. Diante de muitos artigos escritos por desconhecidos e usando todas as informações aqui contidas sem sequer citarem minha autoria, menos ainda a publicação na revista, resolvi republicá-lo aqui no blog.   dancando-com-os-animais-by-lou-de-olivier

Os animais domésticos são, sem dúvida, grandes companheiros e fazem muito bem a todos (crianças e adultos). Para os adultos, especialmente os que vivem sozinhos, os animais são como um membro da família, suprindo as necessidades de afeto e atenção que os animais sabem nos dar como ninguém. Para as crianças, então, além de companheiros de todas as horas, os animais ainda servem de aprendizado, pois mostram de forma acelerada as fases principais da vida (nascer, crescer, adoecer, sofrer acidentes “se não se cuidar”, morrer). Enfim, estas fases são mais aceleradas nos animais e a criança acaba conhecendo-as através deles. Além disso, os animais tornam seus donos mais responsáveis, visto que precisam de constantes cuidados e isso desenvolve a responsabilidade.

Mas nem tudo é alegria. Há uns fatores que devem ser analisados antes de adquirir ou, preferencialmente, adotar um animal de estimação. O primeiro fator a ser considerado é se há alguém na família que tenha alergia (rinite, asma, bronquite). Para os alérgicos é impossível conviver com um gato, cachorro ou mesmo passarinho, pois pelos e penas irão provocar-lhe crises. Então, neste caso, a pessoa poderá manter um aquário com peixinhos ou uma tartaruga ou qualquer outro animal que não lhe dê alergia.


Outro fator importante é a idade das crianças que conviverão com o animal. Claro que cada criança tem seu tempo e amadurece numa fase só sua, mas a idade considerada ideal para ganhar seu primeiro bichinho de estimação é entre os seis e sete anos. Nesta idade, a criança já está familiarizada com a escola, já é mais sociável, já pode entender suas responsabilidades em relação ao presente que está ganhando, tem condições de entender que não poderá maltratar o bichinho nem apertá-lo muito num carinho sufocante (e isso é próprio das crianças e até de alguns adultos que excedem na força de seus carinhos), e também da responsabilidade com a higiene e alimentação do animal. Também nesta idade será fácil para ela entender que deverá cuidar-se para evitar que o bichinho, sem querer, a machuque, principalmente no caso de gatos e cachorros que, envolvidos em brincadeiras acabam mordendo ou arranhando seus donos.

Se um casal já tem um animal de estimação, e a mulher engravida deverá haver um trabalho de adaptação do animal com a gravidez e, posteriormente, com a chegada do bebê, porque os animais também tem reações diante da rejeição, da divisão de atenção, etc. Após o nascimento da criança, então deverá haver uma fase de “apresentações” do bebê ao animal e vice-versa. E, a partir daí, deverá haver sempre um adulto supervisionando as brincadeiras, pois, como já foi dito, há perigo de mordidas, arranhões, principalmente quando a criança começa a engatinhar/andar. Também há risco da criança machucar o animal por ainda não ter maturidade para lidar com ele.


Os cães são muito brincalhões e adaptam-se facilmente às crianças. Mas precisam tomar um banho por semana e sair para passear, por mais curta que seja a caminhada, ao menos uma vez ao dia. Então, deve-se pensar se a(s) pessoa(s) que cuidará(ão) do cão terá(ão) tempo para cuidar direitinho dele.

Os gatos são mais limpos, independentes, saem sozinhos, aprendem sozinhos a usar seu banheiro de areia higiênica, banham-se diariamente com a língua e isso faz com que precisem de menos banhos, apenas um a cada vinte ou vinte e cinco dias, ocasião onde também deverão ser cortadas e lixadas suas unhas. E ai vai uma dica especial, leve o gato ao veterinário para cortar as unhas, pois há um limite de corte que, se ultrapassado, faz com que ele sangre muito.

Também, no caso de gatos, fala-se em toxoplasmose, uma doença que pode levar a mulher grávida ao aborto ou gerar crianças com graves comprometimentos no sistema nervoso central e muitas complicações. Particularmente, acho uma injustiça, pois a informação que tenho é de que os parasitas causadores da doença (mais precisamente um protozoário chamado Toxoplasma gondii) podem ser encontrados em verduras, legumes, carnes cruas ou mal cozidas e até em frutas mal lavadas. Então, há muitas formas de se contrair a doença, além do contato com as fezes de alguns gatos, pois nem todos os gatinhos estão contaminados… (gatos que bebem leite não fervido ou comem carne crua ou ainda caçam ratos estão sujeitos a esta doença). Para não correr riscos, a gestante deve evitar lidar com fezes do bichano durante a gravidez (pode pedir a alguém que limpe sua caixa de areia durante o período, por exemplo), mas jamais deve pensar em se livrar dele, afinal, como já foi explicado, não há riscos. Porém, se nunca teve um gato, certamente não será boa ideia comprar ou recolher algum gato órfão enquanto estiver grávida. Melhor adiar para depois do bebê nascer.

Esses são os dois tipos de animais que tive a vida toda e, por isso, conheço bem como cuidar deles, quanto aos outros (pássaros, tartarugas, peixes, hamsters, etc.) não tenho muitas informações. Ideal será procurar um veterinário e pedir dicas antes de adquirir um animal.


Para finalizar, leve em conta também que o animal necessita de vacinas e visitas ao veterinário periodicamente. Os gatos, neste caso, precisam de mais vacinas do que os cães. Também é preciso pensar na alimentação dos bichos que não deve ser a mesma dos seres humanos. Os bichos têm necessidades diferentes das nossas e precisam de rações que lhes supram essas necessidades. Aliás, isso lembra-me uma curiosidade sobre um gato de uma amiga minha que, sempre que come uma azeitona, age como se estivesse drogado. Não sei se isso se deve ao sal contido na azeitona que, provavelmente altera sua pressão ou se é algum outro componente. Isso necessitaria de muita pesquisa para uma resposta mais concreta. Mas esse caso ilustra bem o que estou dizendo. Uma inocente azeitona pode ser uma espécie de alucinógeno para um bichano que gosta de roubar um pedaço de pizza da mesa do seu dono. Então, todo cuidado é pouco, ao alimentar-se um animal de estimação.

Bem, analisando-se todos esses fatores, resta concluir que, apesar do trabalho e da constante atenção que os animais nos exigem, eles retribuem nossa atenção como ninguém e são, sem dúvida, nossos melhores amigos, companheiros nos momentos de alegria, solidários nas horas difíceis, sempre dispostos a nos acolher e dividir conosco todos os momentos.

Cada animal que passa por nossa vida nos traz um conhecimento, um ensinamento e nos faz crescer. Aprendemos muito com eles. E, neste aprendizado, fica sempre uma boa lição. Meu último gatinho, por exemplo, ensinou-me a escolher melhor meus amigos… Ironicamente, ele ensinou-me em seus nove meses de vida, muito mais do que aprendi a vida toda em relação aos amigos. Então, se prestarmos atenção, veremos que os animais de estimação são, além de companheiros, excelentes professores da matéria vida!

Dra. Lou de Olivier – Psicopedagoga e Multiterapeuta

Revista Mãe Moderna – ano 1 – edição 03, ano 2003 – pgs. 30 e 31 –
Editora Cusman – São Paulo – SP – Brasil

Assista entrevista resumida de Lou de Olivier concedida ao Programa Ultracão TV Gazeta abordando a importância  dos animais na vida da criança, os cuidados que se devem ter com as crianças e com os animais, o projeto dançando com animais e outros temas resumidos.

Assista a entrevista completa abordando relacionamento crianças e animais, como lidar com animais que se sentem solitários ou precisam ficar sozinhos grande parte do dia, dançando com animais (gatos) e outros detalhes importantes.

Os gatos e o Autismo – Ótimo artigo sobre o tema.

20 de janeiro de 2017 Deixe um comentário

Este artigo traz informação a respeito da semelhança e identificação das crianças autistas com os gatos e vice-versa. E explica em linguagem simples como funciona esta identificação. no mesmo artigo,ao final,, são indicadas leituras complementares Vale a pena conferir acessando este link:  http://multiterapia.loudeolivier.com/Gatos-e-o-Autismo.php

%d blogueiros gostam disto: