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Gato arranhador e cachorro mordedor: como lidar com animais peraltas

11 de junho de 2018 Deixe um comentário

Periodicamente surge um amigo ou amiga desesperado(a) porque adotou um cãozinho que está mordendo seus sapatos ou um gatinho que está arranhando seu sofá. Então resolvi escrever este pequeno artigo para ensinar uma fácil solução. Antes de citar a solução para esta questão, quero explicar o seguinte:

Muitos anos cuidando e estudando os animais, me fizeram entender como eles pensam e como devemos agir com eles. Gatinhos são ótimos companheiros, divertidos, amorosos e até ajudam no tratamento de autistas. Cãezinhos também são ótimos companheiros, amorosos, ajudam em terapias diversas e até servem como babás de crianças pequenas. É só saber educá-los… E, antes que me acusem de incentivar a exploração animal, já friso que estou citando casos que vivi (ou cuidei) pessoalmente e os animais se apegaram a mim ou aos cuidadores e tornaram-se voluntariamente ajudantes nas terapias. E também, quando eu era bebê, a partir dos seis meses de idade, a melhor babá que tive foi um *Labrador Retriever. E esta história merece ser citada, ainda que resumidamente.

Morávamos numa casa muito grande (três andares), não existia sistema de câmeras na época e era difícil acompanhar todos os atos da babá recém-contratada. Era a quarta babá em menos de dois meses, essa foi trazida da cidade da minha mãe e deveria ser de total confiança. Acontece que eu comecei a emagrecer muito, vivia chorando e minha mãe, desconfiada, resolveu espiar pelo vão da porta. Foi quando ela percebeu que a babá me oferecia a papinha, levava a colher até perto da minha boca e, quando eu abria a boca para comer, ela dizia “não te dou!” e comia. Eu começava a chorar e ela já arrematava: – “se chorar, eu te bato, hein?!.”.

Nem preciso dizer que minha mãe fez um escândalo bem “italiano” e chamou meu pai para levar a garota de volta. Mas, antes de sair, a babá ainda prendeu meu dedo com um pregador de roupas. Como já disse, a casa era muito grande e até minha mãe me encontrar, eu já estava sem fôlego de tanto chorar e com o dedinho todo roxo. Não sei não, acho que esta babá não gostava muito de mim…

Próxima ao aeroporto (onde meu pai levou a babá e a “despachou” de volta para a cidade dela), havia uma loja que comercializava cães de raça. Meu pai era contra o comércio de animais, ele adotava inúmeros animais recolhidos das ruas, chegou a ter quatrocentos cachorros e inúmeros gatos, todos adotados. Mas, ao passar pela loja de cães, meu pai se encantou com um *Labrador Retriever, cor de caramelo (amarelo), já adulto e foi até ele. Em poucos minutos pareciam amigos de longa data. Ele pertencia ao dono da loja e não estava à venda, mas meu pai negociou até que conseguiu comprar o cachorro. A intenção era só tê-lo como companhia, mas assim que chegou em nossa casa, o cachorro se apegou a mim de forma espontânea e protetora. Seu nome era Ganga, mas quando aprendi a falar, eu o chamava Kanka, não conseguia falar “Ganga”. Assim, ele passou a ser chamado por todos como Kanka. Ele foi minha “Babá” (e Segurança) dos meus seis meses até sete anos quando ele, infelizmente, faleceu. Ele já era um cão de idade avançada quando chegou à nossa casa. Mas ele foi a melhor Babá e o melhor Segurança que tive. Ele me tratava com muito cuidado, fazia “carinho” com a pata virada para não me machucar. Ninguém se aproximava de mim, sem que ele rosnasse e avançasse. Até meus próprios pais precisavam pedir licença ao Kanka para me pegar no colo. E estranhos não se aproximavam nem pedindo licença, o Kanka avançava e mordia sem piedade. Assim, minha mãe podia cuidar tranquilamente de suas pinturas e outros trabalhos manuais que gostava de fazer por hobby enquanto eu estava protegida pelo Kanka por onde eu fosse. Até hoje me emociono ao lembrar dele…

Mas enfim, deixando as recordações e lágrimas de lado, só citei esta pequena história para ilustrar minha afirmação de que cães podem ser ótimas babás e os gatinhos, como já expliquei em detalhes em artigo anterior, além de companheiros amorosos, podem até ajudar em terapias com autistas. Então, já que estes amiguinhos de quatro patas são tão importantes em nossas vidas, que tal ensinarmos a eles, com muito carinho, algumas boas maneiras para que suas manias de morder ou arranhar não sejam impedimentos para uma longa e feliz amizade?

Quando o gatinho arranha sofás e outros móveis:

Parece o fim do mundo, mas é muito fácil lidar com isso: É só cortar as unhas periodicamente (cuidado para cortar no limite certo e não ferir o gatinho, se não tiver habilidade para isso, leve ao Veterinário para cortar as unhas do seu amigo), comprar um arranhador e ensinar o bichano a arranhar só no arranhador. Se for filhote, é mais fácil ensinar, mas adulto também aprende fácil. Para agilizar o aprendizado, há dois procedimentos básicos. Você precisará de 1 arranhador, petiscos, uma latinha com tampa, onde você colocará algumas pedrinhas e muito carinho. O treinamento é fácil: Você pode oferecer petiscos quando o gatinho acertar, ou seja, quando usar o arranhador. E, quando ele arranhar algum móvel, você deve sacudir a latinha. Ele parará na hora porque não gosta deste barulho. Os gatos aprendem rápido. Algumas vezes que você fizer isso, ele já entenderá que não deve arranhar os móveis. O mesmo com os petiscos, depois de ganhar dois ou três ele já entenderá que usar o arranhador é permitido e até proporciona ganhar petiscos e arranhar móveis é proibido e atrai um som muito ruim. Simples assim. Depois dele assimilar o aprendizado, não esqueça de dar um petisco, de vez em quando, ao perceber que ele usou o arranhador. Não precisa ser rotina, mas de vez em quando é bom receber um mimo, quem não gosta não é?

Quando o cãozinho gosta de morder sapatos e outros objetos:

Se a questão é o cãozinho roedor de sapatos e outros pertences, o procedimento é um pouco diferente. Você deve falar com ele de forma firme, não precisa gritar nem inspirar medo, é só dizer firmemente que não gosta de sua atitude roedora. Em paralelo, comprar brinquedos para que o cão possa roer é uma boa ideia. Há uma grande variedade de brinquedos específicos para serem mordidos e, assim, o cãozinho nem perceberá os sapatos e outros objetos que ele morderia se não tivesse os brinquedos. Outra atitude que o cuidador deve ter é passear, diariamente, com o cão. Além de ser um ótimo exercício tanto para o cão quanto para o cuidador, isso fará o cão desestressar, gastando energia nesta atividade e deixando de roer objetos. Com o cão também funciona oferecer um petisco sempre que ele usar um brinquedo para morder. Assim, ele entenderá que morder os brinquedos próprios para isso gera um elogio e um bom petisco.

Neste link tem estas e outras importantes dicas para entender e lidar melhor com seu amiguinho de quatro patas. https://anavegana.loudeolivier.com/Curiosidades-e-cuidados-animais.php

 *Labrador Retriever, este nome significa que é um cão originário de Labrador no Canadá e é um cão de caça.

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