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Veganismo, entre críticas e falências, tenta sobreviver…

18 de maio de 2018 Deixe um comentário

Há tempos não escrevo nada sobre veganismo, ou melhor, sobre uma consciência que nos faz perceber a dor dos animais, a necessidade de preservar o planeta como um todo e também maior preocupação com o que ingerimos e resgate às origens. Aliás, nem poderia classificar como veganismo o que eu divulgo, pois o foco principal do veganismo são os Direitos dos animais e eu penso que há necessidade de entender e preservar os Direitos dos animais, mas também os Direitos da Terra, do Planeta, dos humanos e um resgate às origens da Criação. Tudo isso com apenas algumas mudanças nos hábitos alimentares e de vida…

Mas deixando as definições e classificações de lado, o que eu quero frisar é o fato do veganismo estar sempre criticando fatos, empresas e pessoas que não se enquadram no “padrão” vegano. Uma coisa é divulgar o veganismo, ensinar outros meios de se alimentar e viver, outra coisa é criticar sem aceitar que cada um tem um entendimento, um aprendizado e um tempo para entender qualquer assunto, isso inclui o entendimento do Veganismo.

Foto do site Dreamstime

A crítica atual gira em torno dos lançamentos de congelados da empresa brasileira Superbom, bem conhecida do público vegano. Das onze opções de congelados, apenas três são veganas. Os outros oito produtos contêm ovos e leite em sua composição. Embora os comentários sejam de espanto e os mais radicais estejam promovendo um “boicote” aos produtos da empresa, é preciso lembrar que é uma empresa Adventista, pertence à denominação (Igreja) Adventista e seu foco NÃO é o veganismo. Os Adventistas seguem o raciocínio do início da Criação, quando Deus estipulou um cardápio composto basicamente de frutas e produtos da Terra. Este também é o raciocínio de alguns segmentos do Judaísmo e do Cristianismo. Em comum, estes segmentos se alimentam de forma a agradar a Deus.

Em geral incluem ovos, leite e mel na alimentação por entenderem que, para ingerir estes alimentos, não promovem morte nem sofrimento. É bom lembrar que há outras religiões, em geral, orientais em que os adeptos não se alimentam de carne porque acreditam que a “alma”, dos parentes/antepassados pode ser transferida para os outros animais. Ao matar e ingerir um animal, corre-se

Foto do site Ana Vegana

o risco de matar um parente ou um antepassado. E isso, pasmem os leitores, faz sentido sim. Não entrarei em detalhes para não tornar muito longo este artigo. Quem se interessar por este tema, pode ler os links que indico no final deste artigo.

 

O resumo é que a grande maioria ou mesmo todas as religiões que pregam a alimentação vegetariana, o fazem por razões espirituais de elevação e conexão com Deus. Este é o foco. E suas respectivas empresas atuam no mesmo foco. Por isso, as críticas dos veganos não mudam nada no entendimento dos seguidores destas religiões. Eu, particularmente, sinto falta de uma empresa que produza alimentos naturais, de qualidade e sem dogmas ou rituais. Que apenas produza alimentos para serem ingeridos por veganos e não sejam apenas extensões de rituais religiosos. Temperos específicos, também se prendem a um número, no meu entendimento, restrito já que cada um tem um paladar e uma forma de sentir os gostos dos alimentos.

Finalizando, penso que não cabe a ninguém julgar o que é correto ou não em empresas que produzem alimentos ou outros itens veganos, seria bem mais útil orientar, difundir de forma pacífica como eu tenho feito com o Vampirinho Vegano que, por sinal, em duas promoções consecutivas, não vendeu NADA, em consequência, mais uma vez, tive que tirar de outras fontes para alimentar os animais que recolhemos das ruas e fiquei sem poder ajudar a outros que tanto precisam. E penso, seriamente, em parar de divulgar o projeto, afinal, o dinheiro gasto nas divulgações pode ser empregado no auxílio aos animais. A Lush, empresa de cosméticos praticamente vegana (80% da linha é vegana e 20% é vegetariana) está deixando o Brasil, pela segunda vez. E, desta vez, parece ser definitiva a saída, fechando suas quatro lojas e a fábrica, desempregando inúmeras pessoas e deixando de produzir cosméticos de qualidade no país. Assim, de parada em parada, vamos deixando de produzir o que é vegano, desanimados e cansados enquanto os Veganos estão preocupadíssimos em criticar empresas que nem sequer se intitulam (nem pretendem ser) veganas. Se os veganos apoiassem projetos como o Vampirinho Vegano ou empresas que produzem algo vegano de fato, talvez os resultados fossem bem melhores, não haveria tantos fechamentos ou falências. E as empresas (e pessoas) veganas por questões religiosas poderiam também viver em paz. Afinal, o motivo principal do veganismo é secundário, o que vale é o resultado. Ao se deixar de ingerir produtos de origem animal, salva-se os animais, o planeta e a própria saúde. Quem não entende isso e segue discutindo apenas pela ética, pelos direitos, não está defendendo nenhum animal, está apenas inflando seu ego numa discussão que nunca terá fim. Direitos, todos tem, de fazer tudo o que bem querem, direito é questão de argumentos, veganismo deve ser questão de salvar vidas de animais, de humanos e do planeta como um todo!

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