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Intervenção militar, Exército dos Estados Unidos na Amazônia, Escassez de alimentos… É o Brasil!

16 de novembro de 2017 1 comentário


Aqui no Brasil, enquanto a mídia se divide entre a manifestação de racismo do Jornalista William Waack (e seu afastamento da Globo) e a notícia veiculada pelo R7 “Michel Temer dará início à reforma ministerial que vai até dezembro” e que “o Presidente aceitou pedido de demissão do ministro das Cidades”, o público também se divide: muitos se posicionam ainda preocupados com o homem nu em meio a uma conturbada exposição de Arte e outros comentam sobre o novo namorado de Fátima Bernardes. Não bastasse tudo isso, ainda me enviaram um vídeo de um ator supostamente disléxico zombando da dislexia e dos tratamentos arcaicos. Esta questão da Dislexia satirizada, eu comentarei em breve, mas…

Em meio a estas e outras notícias alienadas, a empresa Igarashi que produz alimentos como batata, cenoura, feijão, tomate, alho, cebola e outros, abastecendo todo o estado da Bahia e região nordeste teve suas instalações invadidas por cerca de 500 pessoas, na maioria pecuaristas e agricultores da região, que, protestando contra o novo sistema de irrigação da Igarashi, atearam fogo nas instalações, destruíram todo o sistema de energia e diversos maquinários e até causaram ferimentos em um dos colaboradores da empresa. Reportagem do Correio da Bahia afirma que o prejuízo da Igarashi é de, ao menos, dez milhões. E que a empresa também atua em pecuária. E cita que, “de acordo com o site Matutar, que atua na defesa da Bacia do Rio Corrente, a Igarashi possui a outorga da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) desde 2015 para irrigar 2.530 hectares com 180 mil metros cúbicos de água por dia”. A intenção foi boa, mas a forma como foi realizado o protesto caracterizou vandalismo, causou extremo prejuízo e não resolveu a questão do uso excessivo das águas do Arrojado.

Em paralelo, no Rio Grande do Sul, devido a fortes chuvas, houve uma queda brusca na semeadura de arroz e outros grãos. Segundo informação do site Federarroz, “devido à previsão de condições climáticas não favoráveis e à descapitalização dos produtores, o cultivo de arroz no Brasil não está sendo rentável. E com a forte queda dos preços em plena entressafra, a redução de área poderá ser ainda maior, isto porque em regiões onde é fácil a troca por outra cultura mais rentável, poderá ocorrer maior migração”, observou o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, que compara a situação brasileira com a do Paraguai que, segundo ele, segue aumentando a sua área”.

Há quem afirme que, também nesta região (Rio Grande do Sul), fazendas de arroz estão sendo invadidas e queimadas. Porém, não se encontra nenhuma reportagem a este respeito e os informantes, até o momento, não enviaram nenhuma prova, por isso, não se pode afirmar, com certeza, que estas invasões seguidas de incêndios estejam ocorrendo no RS. Sendo ou não verídica esta notícia das invasões no RS, tudo isso comprometerá o abastecimento de alimentos ao povo brasileiro. Isso é preocupante para todos que se alimentam, especialmente, os vegetarianos e veganos que se alimentam de grãos, legumes e outros frutos da terra.

Enquanto isso, países de idioma espanhol, especialmente Venezuela, noticiam “ No Brasil, pela primeira vez na História, militares dos EUA intervém na Amazônia” “Começaram manobras militares entre EUA, Brasil, Colômbia e Peru na Amazônia”.

Antes de continuar estas notícias, é preciso explicar, ainda que de forma simples o que significa esta intervenção e o que está em contraponto. De um lado, o FSP (Foro de São Paulo) que teve início em 1990 em uma conferência de partidos políticos e organizações de “esquerda” e foi promovida pelo PT (Partido dos Trabalhadores) – (há quem cite este início como uma união maligna entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro, tendo ainda Hugo Chávez e José Dirceu como participantes). com objetivo de discutir alternativas às políticas dominantes na região (chamadas de neoliberais) e promover a integração latino-americana no âmbito econômico, político e cultural. Atualmente participam destes encontros mais de 100 partidos e organizações políticas de diversos países. E tem sido, com frequência, alvo de críticas e acusações que vão desde falta de transparência das atividades do grupo, visando o controle supranacional da política, ferindo a soberania dos países e integrando a América Latina numa ideologia socialista, até ligações com grupos terroristas como FARC e com o narcotráfico. (Fonte Wikipedia)

Em aversão a este poder, surge então a intervenção militar e ai começa um equivoco,pq me parece que estão confundindo um suposto treinamento dos militares dos EUA na Amazônia com o movimento que uma parte da população brasileira está propondo pela intervenção militar no Brasil. Há quem afirme que este exercício dos EUA na Amazônia seja uma espécie de preparação para a intervenção final que devolveria a soberania ao país, livrando seus cidadãos do caos em que se encontram agora.

O que muita gente não percebe é que, mesmo que a intervenção militar seja desejada por muitos, há 2 questões importantes:

Art. 142 da Constituição Federal de 88 cita o seguinte:

Art. 142.As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Em resumo, os militares necessitam da autorização do presidente da república para uma intervenção…. Acho que não precisa explicar mais, ne?

Ainda há outro agravante, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante-geral do Exército, é um dos responsáveis por assegurar a defesa do país. Teria, teoricamente, poder de decisão, mas ele enfrenta uma doença neuromotora degenerativa não especificada em artigo e, recentemente, ele declarou “  que a própria sociedade brasileira é capaz de encontrar uma solução para a crise sem que isso ocorra. “O Brasil tem um sistema que dispensa a sociedade de ser tutelada”,

Em resumo, o general afirmou “Virem-se sozinhos!”

Verificando outras informações, percebe-se que um dos poucos que apoiam a intervenção militar, o general Antonio Hamilton Martins Mourão é apontado como desequilibrado e ridicularizado pela mídia. Aliás, a mídia atualmente, tem informado tudo às avessas, então se falam bem de alguém, entenda o contrário, se falam mal dê uma chance ao criticado. Eu falo isso porque sou também Jornalista, fui inclusive freela do Aqui Agora e sei bem como funcionam as notícias especialmente na atualidade…

Enfim, o apoio dos militares restringe-se a poucos generais, o General Mourão, para avançar e intervir como muitos pedem, teria que passar por cima da autoridade do comandante do Exército e do Presidente da República…

Enquanto isso, um grande grupo de pessoas deslocou-se à Brasília hoje, dia 15 de novembro de 2017, algumas viajaram por dois a três dias para participarem do protesto que pede a intervenção militar. Há informações de que, em diversos pontos do país, pessoas estão também protestando e pedindo a intervenção militar.

A única notícia (até a publicação deste artigo) sobre esta série de protestos é desencontrada, de um site considerado de notícias fake e os principais canais que são Globo, UOL, Exame, Veja etc estampam manchetes sobre intervenção militar no Zimbábue. Parece piada, mas não é!

Tudo isso e muito mais acontecendo no Brasil e as principais Manchetes da mídia brasileira não apontam nada disso… Mas vamos voltar ao assunto. Neste ponto, há quem confunda esta possível intervenção militar com o exercício dos Estados Unidos na Amazônia… Ai entra as diversas manchetes e notícias espalhadas pela Venezuela…

Por ser um assunto muito complexo e nada noticiado por aqui, fica meio difícil explicar, mas penso ter resumido de forma compreensível a grande batalha que se inicia. São muitos os comentários e manchetes especialmente na Venezuela, onde a preocupação se mostra não só com a manobra em si, mas com o descaso da mídia brasileira. Uma das Jornalistas comenta “Uma região estratégica, rica em biodiversidade, rica em minerais, rica sobretudo em água, por isso a gravidade do que o EUA esteja presente nesta região”, “Esta intervenção EUA parece estar mirando para a Fronteira Brasil/Venezuela, a partir da instalação militar poderia justificar uma possível intervenção em território venezuelano, não como invasão dos EUA mas como ação de forças combinadas de exércitos da região argumentando uma ameaça à segurança hemisférica”. “É urgente começar com tudo isso, porque os meios de comunicação no Brasil não estão dando nenhuma cobertura a este importante ato (exercício)”. Fonte Televisión del Sur (Telesur ou teleSUR)

São tantas as manchetes e comentários venezuelanos que fica difícil transcrever tudo, mas a essência é que, de um lado está o socialismo que, teoricamente, pretende diminuir a distância entre ricos e pobres. Porém, levando em consideração que, para isso, o Estado deveria ser forte o suficiente para acabar com a propriedade privada e com a divisão dos meios de produção e ainda controlar a renda, o comércio e a indústria. E, diante da incapacidade de controlar a si próprio (Governo) e menos ainda a todo o país, este sistema já se perde de início. Isso gera insegurança, desemprego, caos e tudo isso que o Brasil vivencia sem nem precisar enumerar.

De outro lado está a necessidade de intervenção, de neutralização do caos instalado e ai entra a intervenção militar (dos Estados Unidos?) que busca devolver ao povo a segurança e a dignidade perdidas. Porém, esta intervenção militar, da mesma forma que foi na década de 1960, é uma intervenção civil e militar, já que o comando vem de forças civis e militares, cabendo aos militares a ação. Expliquei bem?

O principal nisso tudo é entender que toda guerra é bancada por um único sistema, os envolvidos funcionam mais como marionetes do que como peças chavez (gostou do trocadilho? Quem não entendeu, eu citei Hugo Chávez). Enfim, tanto faz um caos tentando caminhar para o socialismo ou um movimento de intervenção que mais parece invasão dos EUA. É aproximadamente como um jogo de xadrez. Apesar de não entender muito deste jogo, arrisco-me a explicar o básico:

São dois participantes jogando num tabuleiro com 64 casas. São 16 peças brancas e 16 pretas, num total de 32 peças. São 2 Torres, 2 Cavalos, 2 Bispos, 1 Dama, 1 Rei e 8 Peões de cada cor. O principal objetivo deste jogo é impor o xeque-mate ao adversário ou o seu rendimento. É isso que está ocorrendo com o Brasil e ocorre sempre que há uma disputa ou guerra, o povo fica em xeque-mate, tanto faz o lado que vencer, o povo sempre perde… porque os senhores da guerra bancam os dois lados, nunca há um real vencedor, ou melhor, não importa quem ganhe ou perca a guerra, quem ganha é sempre o sistema que bancou a disputa…

Se você entendeu meu raciocínio, que bom! Te convido a ler meu novo romance, se der tempo de ler em meio a este clima todo, sei que gostará, clique aqui.

Se não entendeu, comece desde já a escrever sua cartinha para o Papai Noel porque com este clima sem opção, o natal este ano vai ser intragável… Por outro lado, você também pode assistir a novela das oito, torcer pelo mocinho ou até suspirar pelo novo namorado da Fátima Bernardes. Pode também ridicularizar a Dislexia como muitos estão fazendo. (E isso eu comentarei no próximo vídeo/artigo).

Afinal, é isso mesmo que a Rede Bobo quer, que você durma a sono solto enquanto o Brasil…

Ah, o Brasil tem samba/carnaval e futebol… Já tá bom, né?

Assista em vídeo (caso o som esteja muito baixo, é só clicar em qualquer ponto do vídeo e apertar a seta para cima do teclado do computador até atingir a altura desejada).

Leia na íntegra:

Bahia, clique aqui e aqui

Operação EEUU Amazonia,  clique aqui  e aqui vídeo em: 

https://youtu.be/uDALgvTXdXs

Rio Grande do Sul, clique aqui

Foro de São Paulo, clique aqui Wikipedia

Convite para bate-papo ao vivo sobre Dislexia, desfazendo mitos, com Anna Lou Olivier. Assista ao vídeo e saiba como se inscrever. No mesmo vídeo, Anna Lou fala um pouco sobre seu novo romance que aborda Física Quântica, Universos Paralelos, Teorias de Conspiração e até romance entre uma androide e um humano. Confira neste vídeo:

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