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Harvard: palestrar ou não, eis a questão!

18 de junho de 2018 2 comentários

Neste artigo eu relato o convite que recebi para palestrar (porter presentation) em Congresso em Harvard, as dificuldades e falhas para se conseguir um visto americano. Leia com atenção, até o final, e fique à vontade para comentar.

Desde que apresentei meus temas no Congresso Psicólogos Clínicos Globais Video presentation na Malaysia, recebi muitos outros convites para palestrar em eventos internacionais. Isso é gratificante! 

No final de 2017, recebi um convite para palestrar em um Congresso Médico autofinanciado em Harvard. Eu nem acreditei, até contatei o organizador para perguntar se estava mesmo me convidando a palestrar ou era só pra assistir ao evento. Ele respondeu: “Off course” (claro!) eu estava convidada para palestrar. Empolguei-me e enviei dois temas para eles escolherem qual dos dois mais interessava ao evento. Me surpreendi quando recebi a resposta: Eles tinham aceitado meus dois temas para poster presentation. 

Próximo passo foi correr a uma escola de Inglês e me empenhar, pela centésima vez, a recordar o idioma. Já falei sobre isso, devido ao meu afogamento na adolescência, eu perdi a capacidade de me expressar em Inglês e Francês. De tempos em tempos, eu me matriculo em escolas, faço cursos e até relembro o básico, posso até chegar a ter fluência, mas, de repente, apaga tudo de novo. Bem, eu estava disposta a reverter esta limitação e brilhar neste Congresso.

Com este pensamento, matriculei-me em mais um curso de Inglês e paguei minha inscrição no Congresso. Tudo foi bem no início, eu até consegui relembrar o Inglês e ter certa fluência até o dia em que tudo apagou, eu nem lembrava a conjugação do verto “To be” e o professor pensou que eu estava brincando, mas era sério.

Mas este não foi o problema principal, eu estava empolgada até que bateu a dúvida, sou vegana restrita, não vou encontrar comida com facilidade, a viagem dura 14 horas, no mínimo, pode chegar a 32 horas dependendo da conexão. E esta limitação com o Inglês, se eu esquecer até meu nome, como vou me explicar, como vou descer e subir de aviões, sem entender o que anunciam, como vou passar pela vistoria tudo sozinha, afinal, nunca viajei tão longe sozinha… Decidi deixar o acaso, ou melhor, o Eterno definir e assim o tempo foi passando.

Há uma semana eu acessei o site do Congresso e, quando li meu nome entre os Speakers em dois temas, eu não resisti. Eu decidi participar. Foi ai que comecei a perceber o quanto os norte-americanos podem ser rudes com brasileiros. Estava acostumada com os ingleses que são extremamente educados e me surpreendi negativamente com os procedimentos para visto americano. De início, já li as regras e, entre elas, está bem frisado que o visto não garante a entrada nos Estados Unidos, só dá o direito de viajar até lá e pedir autorização para entrar no país. Procurei sobre as vantagens de ter um visto americano, são poucas, basicamente, poder entrar nos Estados Unidos e fazer compras lá e os sites que divulgam as vantagens anunciam como se fosse o máximo, mas o mínimo que se espera de uma viagem, é entrar no lugar de destino e fazer alguma compra, incluindo alimentos, não é?

O site do Consulado fechava a página periodicamente e tinha que recarregá-la a todo momento e recomeçar preenchimento. Diante de algumas dúvidas, achei que precisaria de assessoria para este preenchimento.

Procurei um despachante, mas achei caro demais, ele cobrava metade do valor da taxa de visto (que, por sinal, é a mais cara de todos os vistos para outros países) apenas para preencher o formulário e agendar entrevistas, as quais eu deveria ir pessoalmente. Procurei a Câmara de Comércio, expliquei meu caso, frisei que estava levando minhas técnicas ao país deles, ensinando de graça num congresso autofinanciado. Um passou pro outro que passou pro outro que me compreendeu perfeitamente e disse que fariam tudo pra me ajudar. Que bom, enfim, um pouco de respeito!

Ao ler o e-mail do bom moço, percebi que isso me custaria o mesmo valor cobrado pelo despachante… Percebi que a Câmara de Comércio não estava se importando com meu altruísmo nem com meu ego inflado. Nem respondi, acessei novamente o site do cadastro, decidida a preencher tudo sozinha e consegui. Inclusive consegui responder as mais de vinte perguntas sobre pedofilia e terrorismo do tipo “- Já acolheu terroristas?” – “Já fez terrorismo?” e por ai vai…

Confesso que me senti extremamente mal com este interrogatório cibernético. Não te dão nem o benefício da dúvida, nem te conhecem e já despejam este interrogatório insano… Tudo bem, preenchi tudo e fui tentar agendar a entrevista. Outro problema, não aparecia nenhuma data disponível para biometria. Liguei para diversos fones e só caia em secretária eletrônica, digite 2, digite 1, digite 4 e vá digitando números até que caia de novo no início que te diz que se quer viajar aos Estados Unidos, você precisa de um visto… Não diga! Eu não sabia…

E ai comece a digitar tudo outra vez até que a secretária eletrônica diz que seu tempo expirou e desliga… Isso ocorreu diversas vezes até que eu liguei para Brasília, até que enfim, uma humana me atendeu, expliquei tudo e ela disse que me transferiria ao setor responsável. E me transferiu, adivinhe para onde? Para o mesmo fone que eu estava ligando e só caia em secretária eletrônica. Liguei de novo para Brasília, já estava nervosa, mesmo assim, expliquei tudo novamente, finalmente me transferiram para outra voz humana que, de forma bem fria, agendou duas datas, uma para biometria (que eu pude escolher o horário embora fosse no meu dia de rodízio) e outra para entrevista, no dia e horário que eles decidem, não importa se eu poderia ou não comparecer.

Fui para a biometria, parei no estacionamento do local, rapazes simpáticos, ao menos isso, me atenderam no estacionamento e até me deram umas dicas. Estava preocupada porque cheguei uma hora antes, (com medo de pegar rodízio na volta, sai bem cedo). No estacionamento me orientaram a ir ao prédio, pois me atenderiam uma hora antes mesmo, por causa do jogo. Ai percebi que, se eu tivesse cumprido o horário estipulado, correria o risco de chegar lá e não ter ninguém, pois sairiam antes para assistirem ao jogo da copa.. Muita consideração, né?

Na porta o segurança já diz:

– Vai onde?

– Boa tarde, vou fazer biometria.

– Tira o óculos escuro e vai ali pra vistoria.

Na vistoria, a mulher também mal-educada, repete:

– Tira o óculos senão não entra.

– Eu tenho fotopsia, não posso tirar os óculos no claro. Se me deixar entrar, eu tiro…

Depois de um impasse e de me passar um detector de metais, a mulher deixa eu entrar só no saguão e depois tirar os óculos.

No balcão, fico sabendo que todos os documentos que me mandaram levar não seriam necessários para a biometria, mas no aviso estava frisado para levá-los… Mais falta de educação:

– Só precisa levar esses documentos na entrevista. Siga a linha verde, primeiro andar…

Fila grande, gente carrancuda, chegou minha vez e tive que lutar pra deixar minhas orelhas à mostra, pois meu cabelo armado, sempre a cobre. Eles inventaram que as fotos devem mostrar as orelhas para um possível reconhecimento ser necessário… Essa, pra mim, foi nova, se vão fazer reconhecimento pela orelha, então para quê fazer biometria de impressão digital? Fiz biometria e me dispensaram com um “pode ir”.

Não tem “boa tarde”, “bom dia”, “por favor”, “obrigada”, “com licença”… Como já disse, me acostumei com os ingleses. Cumprimentos como “good morning”, “good afternoon”, ao chegar, “sorry”, “please”, “excuse me” or thanks se ouve com frequência ao conversar com um inglês… Os americanos não agem assim. Sem cumprimentos, sem sorriso, só ordens que devem ser cumpridas pelos solicitantes de vistos. Pior são os brasileiros que trabalham nestes locais tão mal-educados quanto seus empregadores… Pior ainda são os inúmeros brasileiros que já devem ter passado por este tratamento e não reclamaram. Acham normal passar por maus-tratos. 

Ao sair, ainda tive problemas no estacionamento. Apesar de ter três pessoas atendendo, o rapaz que manobra carros, me deixou esperando mais de dez minutos, com o carro ligado e pedindo desbloqueio, pois eu estava no rodízio. Invés de tirar o único carro que me impedia de sair, ele preferiu manobrar diversos outros carros de outra fila, recepcionar quem chegava e só depois resolveu me liberar… Detalhe, estacionamento (caro) pago, nada é de graça!

Ao conseguir sair de lá, perguntei para mim mesma:

– O que eu estou fazendo? Porque estou me sujeitando a tudo isso?

Isso é uma pequena mostra do que posso enfrentar em “território americano”. Se, dentro do meu país, sou tratada assim por eles, imagine estando em local considerado deles? Há diversos vídeos e artigos de “experts”  ensinando como se comportar para passar na vistoria e entrar nos Estados Unidos, sem ser levado(a) à temida “salinha”. Entre as “atitudes consideradas suspeitas” estão: contar piadas, conversar com seus parentes e, se por acaso, abrirem sua mala e despejarem tudo, é só manter a calma, esperar eles terminarem, recolocar tudo na mala, fechá-la e ir “curtir”. Mas curtir o quê, depois de passar por tanta humilhação?

 Penso que agem assim porque a grande maioria dos pedidos de visto é de pessoas que querem usufruir de algo dos Estados Unidos. Muitos querem até ficar por lá. Aliás, eles tem um medo doentio de alguém ir para lá como turista e ficar de forma clandestina. Exigem mil comprovações, desconfiam de tudo. Mas quem em sã consciência, vai deixar tudo que tem de bom aqui pra ir sofrer lá? Eu não mesmo! Acho que nunca pensaram que poderia haver uma otária capaz de bancar altas despesas de viagem, estadia e participação num evento, para ensinar gratuitamente suas técnicas. Ao menos, era isso que eu pretendia até passar por esse tratamento “VIP” (neste caso não é Very important person e sim Very insignificant person).

E uma dúvida que se instalou, diante desta maratona: Os americanos exigem muito para me dar um visto, mas que garantias eles me dão de que, se eu viajar sozinha até lá, eu serei bem tratada, terei facilidade em encontrar meus alimentos veganos restritos, estarei em segurança e voltarei ao Brasil tão bem quanto sai? É bom que comecem a pensar que nem todos estão desesperados para ir ao país deles ou usufruir do que eles tem. Alguns como eu, estão levando algo útil a eles e merecem ser tratados com dignidade!

Entrevista no Consulado: É um local onde não se pode levar celular, câmeras, nada que possa filmar, ou seja, não se pode provar nada do que acontece ali. Em vista disso, muitas pessoas se aproveitam para cobrar bem caro pela guarda de celulares e outros objetos, em média R$ 20,00. Eu encontrei um estacionamento que também lava o carro e aproveitei para dar um bom banho no meu carro. Na portaria, o atendente me indicou ir até a “revista” e, pasmem, disse obrigado. Foi a primeira vez que ouvi um “obrigado”. Na sequência, uma mulher vestida com algo parecido com uma farda (não era uma farda oficial, que eu saiba) já disse:

– Chega aqui e abre a bolsa. (abri a bolsa e ela foi vasculhá-la, soltei a bolsa na mão dela e ela disse, de forma estúpida) – pode segurar! E me encarou com ódio, eu a encarei também e, logo, uma outra vestida como ela, se aproximou já com a mão no revólver. Deve ter percebido que sou muito perigosa, tenho inteligência e posso raciocinar sobre o absurdo que é este tratamento. Eu ia retrucar, mas me calei. A mulher vestida de policial disse de forma brusca para eu seguir até uma mesa onde, também de forma rude, a atendente me indicou pegar uma das aproximadamente 8 filas paralelas. Não sei quanto tempo fiquei nesta fila, havia muita gente aguardando e não tem como verificar horas. Bem, enfim, fui chamada, novamente passei por uma atendente, depois segui para outra revista, desta vez eletrônica. Antes o policial, (este estava com uma farda mais próxima do real) disse, também rude, para todos tirarem casacos, relógios, esvaziarem bolsos e insistiu para eu esvaziar meus bolsos.

Eu sorri e disse:

Mas, senhor, eu nem tenho bolsos!

E ele, pasmem, respondeu:

Desculpe!

A revista é inibidora, apesar de passarmos por uma revista eletrônica, há um policial segurando um cassetete bem à frente e eu me intimidei, até parei na porta e ele disse: — Não pare, continue andando!

Nestas alturas eu já estava estressada e só pensava em sumir dali, mas ainda fui estupidamente direcionada a seguir até uma outra mesa, de lá, fui para outra fila. Depois de alguns minutos, recebi indicação de que deveria ir até um dos guichês, aguardei mais um pouco. Imaginei que a entrevista seria com o Cônsul, sentado em frente a uma imensa mesa, aquelas cadeiras acolchoadas, essas salas em que, costumeiramente, acontecem reuniões. Não é assim! São vários guichês, com um vidro bem espesso e o cônsul atende do outro lado, os entrevistados ficam de pé do lado de fora. Na minha frente uma universitária toda feliz que iria para a Disney. Nem percebeu toda a humilhação que passava… Ao lado, pude ouvir o “interrogatório”, uma senhora que disse ser empresária, teve que responder inúmeras perguntas, sempre de forma ríspida, é um interrogatório mesmo!

Fiquei imaginando quantas perguntas me fariam, mas ao chegar minha vez, o Cônsul apenas perguntou porque quero ir aos Estados Unidos. Respondi que recebi convite para duas palestras não remuneradas num Congresso em Harvard, ele pediu para ver a prova. Eu mostrei as duas cartas/convites para abordar os dois temas, uma captura de tela do site com meu nome entre os palestrantes e o comprovante de minha inscrição. Ele leu com atenção e disse que era suficiente. Eu insisti em mostrar toda a documentação que xeroquei, biografias em livros oficiais, artigos publicados, comprovantes de residência, rendas etc. Ele não quis ver nada disso… Gastei tempo e dinheiro para xerocar algo que nem interessou ao Cônsul…E, no final, ele disse que meu visto foi aprovado e me desejou “boa sorte” em minhas apresentações.

Depois de tantos coices dos funcionários, foi bom ouvir isso… Mas não apaga a péssima impressão que guardei de tudo isso. Não é um presídio como me disseram, (inclusive uma pessoa me disse que ficou seis horas sendo interrogada neste consulado porque desconfiaram que ela teria alguma ligação com a máfia. Notei que algumas pessoas eram direcionadas para outra fila depois de passarem pelo guichê, não posso afirmar que seja esta a fila da “tortura” porque não vi o que acontece com quem entra nesta fila), mas, de qualquer forma, no geral, requerer um visto americano é intimidante, dispendioso, estressante e os funcionários, na maioria, são estúpidos sem nenhuma necessidade. E o caos continua porque, ainda há uma terceira entrevista para retirada do passaporte, alguns dias depois, já com o visto…

Diante de tudo isso, a conclusão que cheguei é a seguinte:

Nós, brasileiros, precisamos ter um pouco mais de amor-próprio e amor pelo nosso país. O Brasil tem tudo, clima tropical, alimentos diversos, recursos hídricos, já teve muitas riquezas em pedras e outras, mas, apesar de muito roubado, ainda tem riquezas que não se encontra em outros países. São muitos os brasileiros que se dizem arrependidos de terem ido morar nos Estados Unidos, são muitos os americanos que se esforçam para aprender português e sonham vir morar no Brasil. Porque nós somos tão bobos? Porque renegamos nosso país para procurar algo que não se encontra no externo? Afinal, estar bem conosco mesmo faz com que nos sintamos bem em qualquer lugar, quem tem necessidade de procurar novos ares deve pensar se quer novos ares ou se necessita se conhecer melhor. E quem não se acha no seu próprio país, não vai se achar em lugar nenhum do mundo.

E quanto a Harvard e o status de palestrar, apresentar dois temas lá, tenho pensado muito. Lembrei-me de um fato que já estava esquecido. Há exatos 41 anos, após perder a memória e a capacidade de leitura num afogamento, passei por 25 renomados profissionais, dois deles, exibiam diplomas de Harvard. Nenhum deles soube me diagnosticar, menos ainda, me tratar. Depois de tanto sofrer, estudar, pesquisar e passar por tudo que passei (e paguei caro por isso), eu iria ensinar de graça o que Harvard não me ofereceu quando precisei… Neste ponto, foi bom ser tratada como lixo, me fez acordar e valorizar meu conhecimento. Além disso, a conclusão que chego é que tudo passa. Participar deste Congresso em Harvard pode ser o máximo, posso me recordar por anos, mas quando eu morrer, quem irá se importar? O que significa Harvard para alguém que passe por um acidente ou uma anoxia, por exemplo? Cinco minutos sem respirar, já não se é nada. Uma lesão, dependendo do local do cérebro, te torna um vegetal…. E ai, de que vale o dinheiro, o poder ou apresentar-se em Harvard? Nada paga o bem-estar. O sentir-se em casa. O estar entre amigos. E isso, em definitivo, não sinto nos americanos. Amizade, amor… só nos filmes de Hollywood…

Em tempos difíceis, a união faz a força no mercado de Eventos

1 de junho de 2018 2 comentários

O mercado de eventos encontra-se em um momento que podemos considerar delicado. De um lado, anuncia-se mudanças que, em futuro próximo, levarão os eventos e palestras a um nível virtual, inclusive com projeções holográficas, transmitindo imagens em três dimensões sem a necessidade de telões ou óculos simuladores. Aliás, este tipo de evento já está acontecendo em alguns locais mais sofisticados e a tendência é que se torne comum a todos os eventos. A característica básica é que a imagem do palestrante surge no ar de forma realista e os participantes podem assistir a palestra sem a presença física do palestrante e sem necessidade de óculos nem equipamentos especiais. Outra opção, que acontece com frequência, é a apresentação de vídeos em que o palestrante profere a palestra por Internet, seja ao vivo por apps ou gravado e exibido durante o evento. Eu mesma tenho participado de alguns Congressos dessa forma.

Por outro lado, eventos presenciais ocorrem com muita frequência, são eventos corporativos, esportivos, acadêmicos, artísticos, entre outros. O volume de eventos produzidos é tão grande que, segundo a ABEOC Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) desde o ano de 2002, existe a Lei de nº 11.265 que obriga (promotores de eventos artísticos, desportivos, culturais e recreativos) a contratação de seguro de acidentes pessoais em todos os eventos que tenham cobrança de ingressos e sejam realizados no Estado de São Paulo. Isso proporciona mais segurança a todos que participam desses eventos sejam trabalhadores sejam público em geral.

Em meio a todas estas notícias promissoras, algo parece não se encaixar bem, ao menos em São Paulo, SP, Brasil. Aqui nos defrontamos com uma realidade um pouco diferente das notícias. Verificamos que, das muitas empresas produtoras e/ou fornecedoras de equipamentos e pessoal para eventos, ativas até 2015, a maioria fechou suas portas. Quem não fechou, está procurando alternativas para continuar no mercado. O mesmo se pode afirmar em relação aos profissionais que, por algum motivo, se distanciaram do mercado e agora tem bastante dificuldade de recolocação.

Erasmo de Oliveira – Jornalista, Mestre de Cerimônias, Locutor e organizador do grupo.

Um desses profissionais é o Erasmo de Oliveira, poliglota, experiente Jornalista, Guia de Turismo, Locutor e Mestre de Cerimônias. Ele se afastou um pouco dos eventos para engajar-se numa ótima causa, a dos animais abandonados. Por algum tempo, ele se empenhou tanto nesta causa que não se importou com os convites que cessaram para ele no mercado de eventos. Agora, necessitando voltar ao mercado com urgência, diante das dificuldades de recolocação, ele não se deixou vencer. Está organizando um grupo de profissionais para divulgação e inclusão nos eventos.

Funciona assim: Os empresários que fornecem casting, som, iluminação, estandes, cenografia, fotografia entre outros são divulgados gratuitamente na página do site. Isso agiliza a contratação, facilitando o orçamento por parte dos clientes e proporciona encontrar tudo que se precisa numa única página. Vale lembrar que o Erasmo também precisa se recolocar e pretende que a página seja visitada pelos interessados em contratar um Mestre de Cerimônias ou Locutor para seus eventos.

Uma ótima iniciativa que merece muitas visitas, muitos likes e, acima de tudo, muitas contratações e bons negócios, concorda?

Acesse a página de divulgação de profissionais, clicando aqui e/ou clique no banner para acessar o site todo.

Greve de caminhoneiros reflete a real importância das profissões

24 de maio de 2018 2 comentários

Foto do site Dreamstime retratando um congestionamento (não é da greve de caminhoneiros)

Enquanto a greve dos Caminhoneiros de todo o Brasil chega ao quarto dia, anunciam-se que combustível já falta em alguns postos, alguns hospitais suspendem procedimentos; ônibus operam com frota reduzida; excesso de carros nas ruas gera intermináveis congestionamentos (enquanto houver combustível para isso), há desabastecimento de supermercados e comércio em geral; já se cita a possibilidade de racionamento de energia em RO e de falta de água no RJ, o que pode se estender a todo o Brasil. Segundo a ABPA, animais transportados como “carga” também passam fome em bloqueios rodoviários há mais de 50 horas.

A greve acontece em protesto contra a alta no preço dos combustíveis, o diesel, por exemplo, teve aumento de 50% a partir de julho de 2017. Esta greve, que começou na segunda-feira, 21 de maio, causa bloqueios em rodovias de 22 Estados e no Distrito Federal. Apesar de algumas medidas da Petrobras para negociação de descontos no diesel, os caminhoneiros continuam a greve por não aceitarem os termos da negociação.

Esta greve e suas consequências nos leva a uma reflexão sobre a real importância das profissões. Há tempos, as profissões mais valorizadas têm sido Médicos, Advogados, Engenheiros e outras profissões ligadas ao ensino Universitário, mais ênfase se dá ainda a quem tem um título de Mestre ou Doutor, mas, na prática, a grande verdade é que todos são importantes e uns dependem de outros, queiram ou não admitir isso.

Os caminhoneiros param e, em consequência, param uma série de serviços, os meios de transporte que levam Médicos, Advogados, Engenheiros aos seus locais de trabalho, param de funcionar, se há falta de energia elétrica, os equipamentos caríssimos e sofisticados (em hospitais e empresas) não funcionam e, assim por diante. Da mesma forma, se os agricultores param, desabastecem as casas e hospitais. Os professores que ensinam as diversas matérias e as profissões também dependem de todo este sistema. A Costureira é importante e também depende do tecelão, a tricoteira e/ou crocheteira precisa de quem produz a lã. E assim por diante, e todos precisam de todos. Em meio a tudo isso, animais que são tratados como apenas “carne” sofrem sem alimento e sem nenhuma condição de sobrevivência…

Eu abordo este tema, entre outros temas importantíssimos, no meu novo romance “Armagedom Har Meggido (Ana e o Apocalipse). O título parece religioso, mas é um enredo que aborda teorias de conspiração, teletransporte, sonho lúcido, entre outras teorias e é fundamentando em meus estudos de Física Quântica (Universos Paralelos), Parapsicologia, Paranormalidade e Teologia. E mostra diversas situações de extrema reflexão, além de um divertido e polêmico romance entre uma androide e um humano. Tem tudo para ser um Best Seller, mas até agora foi lido por pouquíssimas pessoas porque, apesar de muita divulgação, nesta Internet monitorada, poucos tem acesso à real informação e livros como este meu, (apesar de ser considerado ficção científica) são relegados e até criticados pelos desavisados. Convido-te a ler este meu livro/e-book, acesse-o clicando aqui.

No mais, finalizando este pequeno artigo, só friso que, a menos que uma pessoa consiga produzir seu próprio alimento, suas próprias roupas, gere sua própria energia elétrica, sua própria água e saiba desenvolver diversas habilidades e profissões, é bom repensar quais são as profissões essenciais, as realmente importantes e o quanto todos dependem de todos neste planeta…

Utilidade publica – Incêndio Largo Paissandu – Não julgue, ajude!


Diante de muitas críticas ao procedimento do Facebook, em que usuários se auto marcaram, como seguros, foram poucos os que perceberam a necessidade de ajuda aos sobreviventes do incêndio que provocou o desabamento de um prédio no Largo do Paissandu – São Paulo – SP – Brasil, destruiu quase toda a Igreja Luterana e comprometeu diversos edifícios vizinhos. Sendo assim, divulgo aqui uma lista de locais e links para quem quiser ajudar, lembrando que são aproximadamente 320 pessoas necessitadas:

Segundo Maria Adelaide, coordenadora na Cruz Vermelha, a maior necessidade é de artigos de crianças e bebês, como fraldas, mamadeiras, roupas infantis. Também estão sendo recolhidos alimentos não perecíveis. O posto de arrecadação fica na Avenida Moreira Guimarães, número 699, próximo ao aeroporto de Congonhas.

Segundo o site BBC – Brasil, o Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran SP) divulgou que a partir desta quarta-feira receberá doações em sua sede para entregar às vítimas do incêndio. Roupas, sapatos, cobertores, itens de higiene, água e alimentos não perecíveis estão entre os artigos que estimula as pessoas a levarem. O órgão está localizado na Rua João Brícola, 32, ao lado da estação de metrô São Bento. E as doações poderão ser entregues das 8h às 18h.

No Facebook também há uma página em que, além do tão criticado recurso de marcação de segurança, é possível acompanhar notícias sobre o incêndio e, o mais importante, pode- se postar pedidos  e oferecimentos de ajuda.  No meu entender esta é uma ótima iniciativa, não só por tranquilizar parentes e amigos que moram longe, (já que o incêndio teve grandes proporções e foi bem noticiado, alguns parentes e amigos que moram no exterior ou no Brasil em regiões afastadas, se apavoraram e este recurso evita ter que telefonar ou se estressar em busca de notícias), mas por proporcionar um intercâmbio entre necessitados, ajudadores e intermediadores. Acesse o link, clicando aqui ou, se preferir levar doação pessoalmente, há outros postos de arrecadação citados a seguir.

Segundo a reportagem da Veja São Paulo, há outros postos de arrecadação, que são:

  • Evangélica – Universal do Reino de Deus – Está aceitando água, alimentos não perecíveis, fraldas infantis e roupas. Endereço: igreja do Brás – Avenida Celso Garcia, 499.
  • Organização Católica – Comunidade Sant’Egídio – Há dois  pontos para coleta. Um na Rua José Antônio Coelho, nº 661, apto 24. Outro na Rua José Bonifácio, número 325.
  • Ocupação Mauá – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) recebe doações nessa ocupação, o endereço é Rua Mauá, 340.
  • Mkt Mix – A agência aceita cobertores, roupas e produtos de higiene,que podem ser entregues até sexta (dia 4/5/2018) na Rua Lisboa, 224.
  •  Igreja Nossa Senhora do Rosário  também está aberta a contribuições  e está localizada bem próxima dos escombros, no Largo do Paissandu.

A propósito, o nome do edifício que desabou é: “Edifício Wilton Paes de Almeida”

E, finalizando, a polêmica sobre a marcação de segurança no Facebook, é simples: Se você costuma transitar pela região ou tem parentes que moram no exterior ou em locais muito afastados, é bom se auto marcar para tranquilizá-los. Mas, para quem não tem parentes nem amigos no exterior e não tem costume de transitar pela região, não se aplica. É só ignorar ou clicar em não se aplica. Simples, assim!

 

Portal Lou de Olivier, 21 anos no ar!

28 de março de 2018 Deixe um comentário

Banner Portal Lou de Olivier – desenvolvido por Mauro 2005 a 2010

O Portal Lou de Olivier está no ar desde 1997, ou seja, há 21 anos.

Começou com uma única página que trazia um artigo apenas. E era atualizado a cada mês. Na primeira semana de cada mês, eu criava outro artigo e substituía o já existente. Em geral, os artigos que iam para o site eram os que já estavam publicados nas minhas colunas em jornais de bairro, como Socorro News e Intersul.

Naquela época, a Internet ainda era discada e muito cara. Por isso eu era obrigada a manter apenas uma página, até que, em 1999, eu lancei o livro “A Escola Produtiva” e resolvi divulgá-lo no site colocando uma parte de um capítulo deste livro. Como o espaço era muito pequeno, eu não consegui colocar o artigo todo. Tive que interrompê-lo no melhor do conteúdo e ficou assim: “pesquisas indicam que… você lerá este artigo na íntegra no livro A Escola Produtiva”… Pronto, acabou o espaço da página mas me surpreendeu a grande quantidade de pessoas que se interessaram em comprar o livro.

Empolgada, eu resolvi que colocaria um portal no ar. Mas os valores pedidos pelos webmasters eram exorbitantes, em media, cem reais por página. Lembrando que, naquela época eram pouquíssimos profissionais que desenvolviam sites, cuidavam de tudo desde planejamento até colocar o site no ar e eram chamados de webmasters. Hoje há webdesigns, webmasters e Webdevelopers, cada um com sua função…

Enfim, era um preço muito alto para eu pagar, até porque eu pretendia colocar 300 páginas no ar. Então tive ideia de fazer um curso e eu mesma desenvolver o portal. Fiz um curso particular de apenas seis horas. Deveria ser de oito horas, mas o professor saiu antes da aula terminar e fiquei sem saber como colocar o site no ar, além de ter apenas vinte páginas prontas. Então fui sozinha na base de erro e acerto, terminei de criar as 300 páginas, atormentei diversos profissionais que estavam num fórum sobre sites, pedindo a eles ajuda e dicas e, dois dias depois, entrava no ar o meu primeiro portal oficial que tinha desde peças teatrais até orientação para dissertações e teses.

Com tantas informações, o meu livro parou de vender, afinal, os internautas já encontravam tudo que precisavam no portal. Mas ficou maravilhoso e isso que importava!

Em 2005 consegui ter meu primeiro domínio próprio. Naquela época só empresas podiam adquirir domínios e um colega de jornal (escrevíamos para o mesmo jornal) me “emprestou” o CNPJ dele para eu poder adquirir o domínio “loudeolivier.com.br”. Foi quando entrou no ar o meu portal reformulado, desta vez, desenvolvido por um webmaster. A quantidade de páginas diminuiu, não eram mais 300, mas em compensação, o visual era ótimo e agora em domínio próprio…

Em 2010, por questões financeiras, precisei migrar a hospedagem e tive que voltar a desenvolver o portal para economizar, pois a manutenção do site estava bem alta. Mesmo assim consegui manter o portal funcionando e sempre crescendo. Até que chegou ao que é hoje, abrigando diversos sites e subsites e eu continuo desenvolvendo tudo sozinha. Acho importante que as pessoas saibam disso porque pode parecer que eu seja uma milionária excêntrica mantendo algo tão grandioso, mas é minha perseverança e o “botar a mão na massa” sozinha que torna possível hoje completar vinte e um anos no ar.

Aproveite e acesse todo o conteúdo do portal em: https://loudeolivier.com/

Dois artigos de Lou de Olivier na Psique deste mês

21 de março de 2018 Deixe um comentário

A Revista Psique Ciência e Vida edição 145 (já nas bancas) está imperdível! Com temas atuais e muito interessantes. Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) assina dois temas nesta edição. O Dossiê “Dor na alma” que aborda, de forma ampla e profunda, a violência doméstica, paginas 35 a 50 e o artigo “A Ciência investiga novo transtorno”, abordando empatia, telepatia, narcisismo e psicopatia, páginas 72 a 79. E, na página 34 meu livro recentemente relançado “Distúrbios de Aprendizagem e de comportamento” é citado nas dicas de leitura.

Vale a pena ler esta super edição que traz também temas como autismo e Ética profissional em Terapia. Já nas bancas.

Só um detalhe, no meu mini currículo foi publicado que sou autora dos livros “Dicionário de Mulheres” e “Enciclopédia de Literatura Brasileira”.Na verdade, estes são livros biográficos oficiais do Brasil e minha biografia consta neles. Vou pedir que publiquem uma errata na próxima edição. Mas já adianto aqui. No mais, leia que vale muito a pena. Esta edição está histórica. Peça ao seu Jornaleiro.

Jerry Lewis e Marilyn Moroe, caso ou controle mental em Hollywood?

16 de março de 2018 Deixe um comentário

Jerry, Dean e Marilyn em evento. Foto domínio público

Muitos internautas têm acessado meu blog buscando informações sobre o romance de Jerry Lewis e Marilyn Monroe. Jerry foi um excelente artista polivalente, deixou uma grande contribuição artística e social, teve uma conturbada vida pessoal, com renúncias e, em alguns momentos, tristezas. No entanto, diante de tudo isso, algumas pessoas lembram-se dele apenas por um curto romance com Monroe. Convido-te a ler este texto e entender de outra forma “os mitos de Hollywood”…

Quando resolvi ter uma overdose de bom humor, no carnaval deste ano (2018), não imaginava que, ao assistir Jerry Lewis por cinco dias consecutivos, seria levada a me embrenhar tanto pela carreira e vida pessoal dele. E que eu, um mês depois, ainda estaria discorrendo sobre isso. Mas foram tantas descobertas que acabei escrevendo bem mais do que deveria. O resultado é que, ainda hoje, internautas acessam meu blog a procura do tema: “jerry lewis relação com marlym moroe É assim mesmo que aparece a grafia digitada pelos internautas…

Bem, então vamos desvendar os mistérios. Começando com a maior curiosidade: Será que Jerry teve mesmo um romance com Marilyn?

Sim, tudo leva a crer que sim. Primeiro porque eles se encontraram em diversos eventos no início da década de 1950, há muitas fotos de Jerry, Marilyn e Dean sempre alegres, abraçados e há até uma foto em que Jerry aparece mordendo o braço dela… Além disso, há o vídeo em que Marilyn declara ao microfone, em pleno evento: “I love you, Jerry!” (com uma estratégia dessas, nenhum homem resistiria). E há a declaração do próprio Jerry durante entrevista à escritora Amy Wallace, numa conversa que durou onze horas e foi transformada em entrevista numa edição da revista masculina GQ (Gentlemen’s Quarterly), em 2011, ele tinha então 85 anos. Abordou aspectos de sua vida, de sua carreira e se esquivou de citar nomes de seus romances, mas acabou confessando sobre Marilyn.

Entre alguns comentários, ele acrescentou que Monroe usou sexo como ele usava humor: como que para fazer uma conexão emocional. “Ela precisava desse contato para ter certeza de que era real”.

Ok, mas como foi, (pergunta da entrevistadora), fazer amor com o mais famoso e trágico símbolo sexual de todos os tempos?

“Foi …” ele diz, levando um baque, “longo”. Ele sorri com tristeza. “Fiquei aleijado por um mês”. Não explicou se ficou aleijado fisicamente pela relação bombástica ou por um motivo mais sério que relatarei na sequência…

Há quem cite como tendo ficado sem se alimentar por um mês e os comentários sobre esta entrevista são os mais bizarros, alguns até agressivos (em relação a reputação de Marilyn e uma suposta falta de inteligência de Jerry) que não transcreverei. A síntese é que poucos acreditaram que eles tiveram um caso. Eu penso que devem mesmo ter tido o tão falado caso, que parece ter sido de uma única noite. Marilyn, apesar de ter se casado por três vezes, teve alguns casos sim. Jerry Lewis era extremamente sério na vida real e era um homem bonito quando não estava fazendo palhaçadas. Então, não entendo o porquê de tanto espanto e comentários maldosos em relação a este curto caso. Aliás, se com todo o esforço da mídia para mostrar ao mundo um Jerry Lewis idiotizado, ainda assim ele foi disputado por tantas beldades, imagine se a mídia divulgasse a VERDADE, o mostrasse como um homem inteligente, bonito e artista polivalente? 

U.S. army photographer David Conover's shot<br /> This image is a work of a U.S. Army soldier or employee, taken or made as part of that person's official duties. As a work of the U.S. federal government, the image is in the public domain. Esta imagem é um trabalho de um soldado ou empregado do Exército dos EUA, tomado ou feito como parte das funções oficiais da pessoa. Como um trabalho do governo federal dos EUA, a imagem é de domínio público.

Marilyn antes do estrelato. imagem de domínio público

Mas a questão que quero levantar vai muito além disso, quero

Marilyn depois da transformação – Imagem de domínio público

comentar sobre como se criam mitos e se propagam ilusões nesta matrix em que (obrigatoriamente) vivemos. Marilyn que se chamava Norma Jeane Mortenson era uma moça comum, ruiva, de cabelos encaracolados e um corpo esguio, mas nada estonteante. Ela passou por uma grande metamorfose, após entrar para uma agência de modelos que não citarei, não vem ao caso. A partir daí tornou-se um símbolo sexual que atravessou os tempos. Sua morte súbita, no auge da sua beleza e carreira contribuíram para aumentar este “poder” de varar os tempos.

Outro detalhe que quero abordar, há muitos comentários sobre Marilyn Monroe ter sido uma das primeiras celebridades hollywoodianas submetidas ao controle mental monarca, que é citado como um ramo do programa MK-Ultra da CIA que teria transformado Marilyn numa marionete por intermédio de programação psicológica e por trauma. Sua morte teria ocorrido quando a programação perdeu efeito e ela começou a quebrar o controle, sendo assassinada num episódio que ficou registrado como suicídio. Seria isso que Lewis tentou afirmar com seu comentário “Fiquei aleijado por um mês”? Ele estaria referindo-se ao “peso” do controle mental a que Marilyn estaria submetida?

Atualmente se cita Jim Carrey como um dos que estão “acordando” e saindo da programação mental, assim como outros grandes nomes já foram citados como controlados ou mortos pelos controladores. Porém, eu quero frisar algo importante sobre o tal “controle mental”…

Controle mental???
Foto do site Dreamstime

 

Desde final da década de 1970, eu estudei muito desde PNL até Medicina Comportamental. Eu aprendi diversas técnicas de hipnose e suposto controle mental (incluindo eletrochoques e medicamentos injetáveis). Eu transitei por diversas religiões e seitas em busca da minha cura, das sequelas de meus acidentes. Eu passei por diversos rituais e fui muito machucada, traumatizada e muitos fatos que nem relato. Mas eu nunca fui “comandada”. Como eu, há diversas pessoas no mundo que também passaram por toda sorte de traumas e tentativas de programação e isso não funcionou. Mas então, por que o meio político e artístico parece ser tao fácil de ser “programado” e manipulado? Penso que o “controle mental” é um alto salário e muitas mordomias. Qualquer pessoa que saia do anonimato e passe a receber salários de um, dois, três, vários milhões mensais torna-se “comandada” não porque um suposto controle mental exista, mas porque se “rende” aos encantos do dinheiro e do poder. E, quando todo o dinheiro do mundo parece insuficiente para a realização, alguns se revoltam e querem sair disso. Mas não há controle mental algum, é só muito dinheiro e poder versus paz de espírito… me fiz entender?

Eu conheço diversas pessoas que foram minhas amigas, pensavam como eu, polemizavam e, de repente, passaram a trabalhar para o Sistema… Inclusive algumas se viraram contra mim… O segredo? Muito dinheiro no bolso, muita badalação, muito tapete vermelho, às vezes até vermelho de sangue, mas vamos desfilar nossos corpos siliconados (com implante de silicone), nossas vidas controladas pelas notas verdes, vamos passear no tapete vermelho… E vamos puxar o tapete de quem não entra na nossa “tiurma”… É por ai?

Termino frisando que me sinto triste por discorrer sobre este tema, acho que um simples caso ocorrido no início da década de 50 não deveria ser motivo de curiosidade hoje, 2018, quase 70 anos depois. Isso sim é um controle de mentes. Condicionar as pessoas a terem curiosidade por algo irrelevante na vida de um homem.  Um cara que foi casado duas vezes, teve cinco filhos legítimos, dois adotados e uma filha que não pode assumir, nascida de uma mulher que ele foi impedido de amar… Com todas estas relações importantes, lembrar dele por uma única noite de amor com Marilyn é até patético… enquanto isso, seus filhos legítimos foram excluídos da sua herança, sua filha legítima mora na rua… Entendo o que os filhos dele passam, porque passei por situação parecida, não tive acesso a nada do que meu pai deixou. No meu caso específico, foram nossos advogados que nos orientaram de forma distorcida e duas construtoras que se aproveitaram da situação. Perdemos tudo com apenas duas assinaturas. No caso de Lewis, há um testamento e um adendo que já citei em outro artigo. Seja como for, lamento e entendo a situação dos filhos dele…

E depois de todo este “samba com Jerry Lewis”, desisto de assistir filmes, de qualquer gênero. No próximo carnaval, vou tomar muita vodka para começar, emendar com tequila e pular todas as noites até tombar na avenida… Deverá ser bem mais divertido e menos polêmico!

OBS: Se estivesse vivo, hoje, 16/03/2018, Lewis completaria 92 anos. Publico este artigo como presente de aniversário. Ao lê-lo, talvez as pessoas o vejam de outra forma, como um ser humano completo e grande artista polivalente que foi. E não como li em alguns artigos “um idiota que conseguiu pegar Marilyn Monroe”…

Este vídeo prova três fatos: O grande carinho que Lewis e Martin sentiam um pelo outro (Martin até serve Lewis na boca, como um pai), a declaração pública de amor de Marilyn para Jerry e a revelação mais bombástica: A música “Night on Broadway” NÃO foi uma criação dos Bee Gees na década de 70, como até eu imaginava.  Ela é tocada ao fundo deste vídeo gravado no início da década de 50 e esta versão é bem mais legal, por sinal. Confira!

Leia mais sobre Lewis neste mesmo blog, clique aqui, aqui e aqui.

Saiba mais sobre o tema abordado neste  artigo (em Inglês), clique aqui, aqui e veja fotos aqui

Saiba mais sobre o suposto controle mental de Marilyn Monroe, clique aqui

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