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Veganismo, entre críticas e falências, tenta sobreviver…

18 de maio de 2018 Deixe um comentário

Há tempos não escrevo nada sobre veganismo, ou melhor, sobre uma consciência que nos faz perceber a dor dos animais, a necessidade de preservar o planeta como um todo e também maior preocupação com o que ingerimos e resgate às origens. Aliás, nem poderia classificar como veganismo o que eu divulgo, pois o foco principal do veganismo são os Direitos dos animais e eu penso que há necessidade de entender e preservar os Direitos dos animais, mas também os Direitos da Terra, do Planeta, dos humanos e um resgate às origens da Criação. Tudo isso com apenas algumas mudanças nos hábitos alimentares e de vida…

Mas deixando as definições e classificações de lado, o que eu quero frisar é o fato do veganismo estar sempre criticando fatos, empresas e pessoas que não se enquadram no “padrão” vegano. Uma coisa é divulgar o veganismo, ensinar outros meios de se alimentar e viver, outra coisa é criticar sem aceitar que cada um tem um entendimento, um aprendizado e um tempo para entender qualquer assunto, isso inclui o entendimento do Veganismo.

Foto do site Dreamstime

A crítica atual gira em torno dos lançamentos de congelados da empresa brasileira Superbom, bem conhecida do público vegano. Das onze opções de congelados, apenas três são veganas. Os outros oito produtos contêm ovos e leite em sua composição. Embora os comentários sejam de espanto e os mais radicais estejam promovendo um “boicote” aos produtos da empresa, é preciso lembrar que é uma empresa Adventista, pertence à denominação (Igreja) Adventista e seu foco NÃO é o veganismo. Os Adventistas seguem o raciocínio do início da Criação, quando Deus estipulou um cardápio composto basicamente de frutas e produtos da Terra. Este também é o raciocínio de alguns segmentos do Judaísmo e do Cristianismo. Em comum, estes segmentos se alimentam de forma a agradar a Deus.

Em geral incluem ovos, leite e mel na alimentação por entenderem que, para ingerir estes alimentos, não promovem morte nem sofrimento. É bom lembrar que há outras religiões, em geral, orientais em que os adeptos não se alimentam de carne porque acreditam que a “alma”, dos parentes/antepassados pode ser transferida para os outros animais. Ao matar e ingerir um animal, corre-se

Foto do site Ana Vegana

o risco de matar um parente ou um antepassado. E isso, pasmem os leitores, faz sentido sim. Não entrarei em detalhes para não tornar muito longo este artigo. Quem se interessar por este tema, pode ler os links que indico no final deste artigo.

 

O resumo é que a grande maioria ou mesmo todas as religiões que pregam a alimentação vegetariana, o fazem por razões espirituais de elevação e conexão com Deus. Este é o foco. E suas respectivas empresas atuam no mesmo foco. Por isso, as críticas dos veganos não mudam nada no entendimento dos seguidores destas religiões. Eu, particularmente, sinto falta de uma empresa que produza alimentos naturais, de qualidade e sem dogmas ou rituais. Que apenas produza alimentos para serem ingeridos por veganos e não sejam apenas extensões de rituais religiosos. Temperos específicos, também se prendem a um número, no meu entendimento, restrito já que cada um tem um paladar e uma forma de sentir os gostos dos alimentos.

Finalizando, penso que não cabe a ninguém julgar o que é correto ou não em empresas que produzem alimentos ou outros itens veganos, seria bem mais útil orientar, difundir de forma pacífica como eu tenho feito com o Vampirinho Vegano que, por sinal, em duas promoções consecutivas, não vendeu NADA, em consequência, mais uma vez, tive que tirar de outras fontes para alimentar os animais que recolhemos das ruas e fiquei sem poder ajudar a outros que tanto precisam. E penso, seriamente, em parar de divulgar o projeto, afinal, o dinheiro gasto nas divulgações pode ser empregado no auxílio aos animais. A Lush, empresa de cosméticos praticamente vegana (80% da linha é vegana e 20% é vegetariana) está deixando o Brasil, pela segunda vez. E, desta vez, parece ser definitiva a saída, fechando suas quatro lojas e a fábrica, desempregando inúmeras pessoas e deixando de produzir cosméticos de qualidade no país. Assim, de parada em parada, vamos deixando de produzir o que é vegano, desanimados e cansados enquanto os Veganos estão preocupadíssimos em criticar empresas que nem sequer se intitulam (nem pretendem ser) veganas. Se os veganos apoiassem projetos como o Vampirinho Vegano ou empresas que produzem algo vegano de fato, talvez os resultados fossem bem melhores, não haveria tantos fechamentos ou falências. E as empresas (e pessoas) veganas por questões religiosas poderiam também viver em paz. Afinal, o motivo principal do veganismo é secundário, o que vale é o resultado. Ao se deixar de ingerir produtos de origem animal, salva-se os animais, o planeta e a própria saúde. Quem não entende isso e segue discutindo apenas pela ética, pelos direitos, não está defendendo nenhum animal, está apenas inflando seu ego numa discussão que nunca terá fim. Direitos, todos tem, de fazer tudo o que bem querem, direito é questão de argumentos, veganismo deve ser questão de salvar vidas de animais, de humanos e do planeta como um todo!

Saiba mais sobre questões religiosas e espirituais: Clique aqui.

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Mais dois artigos de Lou de Olivier na Revista Psique/Two articles by Lou de Olivier in Psique Magazine

30 de abril de 2018 Deixe um comentário

Já nas bancas a edição número 146 da Revista Psique Ciência e Vida que traz dois artigos de Lou de Olivier. Um sobre casamento “Por que casar?” e outro sobre a evolução da Dislexia. Vale a pena ler. Confira!

Already in the newsstand the 146 edition of the “Psique Ciência e Vida” Magazine that has published two articles by Lou de Olivier (in Portuguese). One About Marriage “Why Get Married?” and another on the evolution of the Dyslexia. It’s worth reading. Check!

 

Dois artigos de Lou de Olivier na Psique deste mês

21 de março de 2018 Deixe um comentário

A Revista Psique Ciência e Vida edição 145 (já nas bancas) está imperdível! Com temas atuais e muito interessantes. Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) assina dois temas nesta edição. O Dossiê “Dor na alma” que aborda, de forma ampla e profunda, a violência doméstica, paginas 35 a 50 e o artigo “A Ciência investiga novo transtorno”, abordando empatia, telepatia, narcisismo e psicopatia, páginas 72 a 79. E, na página 34 meu livro recentemente relançado “Distúrbios de Aprendizagem e de comportamento” é citado nas dicas de leitura.

Vale a pena ler esta super edição que traz também temas como autismo e Ética profissional em Terapia. Já nas bancas.

Só um detalhe, no meu mini currículo foi publicado que sou autora dos livros “Dicionário de Mulheres” e “Enciclopédia de Literatura Brasileira”.Na verdade, estes são livros biográficos oficiais do Brasil e minha biografia consta neles. Vou pedir que publiquem uma errata na próxima edição. Mas já adianto aqui. No mais, leia que vale muito a pena. Esta edição está histórica. Peça ao seu Jornaleiro.

Sem noção e sem memória… Direito Autoral no Brasil!

8 de março de 2018 Deixe um comentário

Calor do Sol em Manhattan – Musical escrito, coreografado e dirigido por Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) – em cartaz de 1983 a 1987

Por ocasião da inauguração do Centro Cultural Jabaquara, em São Paulo- Brasil (por sinal, fizemos uma apresentação de dança na inauguração) eu participei de uma aula de dramatização com uma professora chamada Joana Lopes. Com ela eu aprendi um exercício da pulga. Eu gostei tanto dele que acabei o integrando em meus workshops. E, sempre que eu o ministrava, eu explicava antes como funcionava e a primeira observação que eu fazia é que o aprendi com a Joana Lopes. E, se alguém do meu workshop resolvesse repassar este exercício que, por gentileza, citasse que aprendeu comigo.

A Joana não era famosa e já tinha uma certa idade, por isso, nem sei se ainda vive. Mas eu a eternizei em cada vez que citei o nome dela antes do exercício da pulga. E se ainda ministrar este exercício em algum workshop certamente eu citarei quem me ensinou. Acho isso essencial, valorizar quem nos ensina e citar pioneiros e precursores. Aliás, na maioria dos meus livros impressos, eu começo citando os precursores das áreas em que discorrerei.

Por isso, para mim, é difícil entender como pessoas que se dizem acadêmicas, pesquisadoras e publicadoras possam se apoderar de um tema e até publicar artigos e livros sem citar a fonte, de onde retiraram a informação. Pior ainda quando um autor chega a publicar um livro inteiro com conteúdo alheio, muitas vezes apenas alterando uma ou outra palavra. Já vivenciei uma situação em que, durante um simpósio, encontrei a representante de uma associação do tema que eu palestrava. Ingênua, eu ofereci para palestrar na associação e expliquei meu ponto de vista. A pessoa em questão pareceu interessada, até foi assistir minha palestra. Porém, ao final, disse-me que minha linha de raciocínio não coadunava com a atuação da associação. Recentemente, pesquisando o tema, percebi que esta mesma associação implantou meu tema em suas palestras alguns meses depois do simpósio que citei.

Ai fica a pergunta: Se implantaram meu tema e minha abordagem ao quadro de palestras da associação, porque não me chamaram também? Só pelo gosto de furtar um tema? Ou pela necessidade de se mostrar como idealizador de algo que furtou? Em outra ocasião, eu soube que uma das pessoas que eu muito ajudei (de outra associação) não só espalhou boatos ao meu respeito como “queimou” uma palestra que eu faria, tudo isso apenas por “não gostar do meu jeito”. A pessoa gostava dos meus temas, das minhas doações, mas “não sabia porque não gostava de mim”, achava que “eu mentia” talvez por que numa época de “focados” seja difícil aceitar alguém multifacetado como eu… E ainda há o caso de uma denominação religiosa que, ao tomar contato com meu projeto “Vampirinho vegano”, por intermédio de um amigo meu que lá frequentava, ficou horrorizada: “onde já se viu um vampiro ensinar veganismo e citar a Bíblia?” Recentemente assisti a um vídeo em que um dos membros desta denominação simplesmente ensina TODOS os conceitos do meu texto, só que, invés de dizer que aprendeu com meu vampirinho vegano, ele coloca “em nome de Jesus”. OBS: Nada contra religiões, cada um siga a sua, mas pegar o enredo do meu romance infanto-juvenil e citá-lo como autoria da denominação, não dá!

A grande verdade é que o Brasil despreza seus frutos, valoriza quem vem de fora, valoriza quem vende uma imagem de bonzinho 24 horas por dia, 7 dias por semana, esquecendo que ninguém é bonzinho o tempo todo. E eu que tenho a coragem de assumir meus erros e tropeços fico como vilã… E, por falar/escrever verdades que ninguém mais publica, corro o risco de ser excluída do clubinho e ter outro palestrante abordando meu tema com mais “discrição”. Mas feliz ou infelizmente, não sou a única. Enquanto no exterior há uma grande preocupação em lembrar os pioneiros, os precursores, aqui no Brasil as pessoas sequer lembram em quem votaram na recente eleição, como lembrarão de quem pesquisou ou descobriu algo relevante?

É por isso que todos sabem quem foi Freud, quem foi Jung, quem foi Lacan mas poucos quase ninguém sabe quem foi Gaiarsa… Todos eles fizeram grandes contribuições à Psicanálise/Psicologia. A diferença é que Gaiarsa nasceu no Brasil… Coitado dele!

Como eu também nasci no Brasil e passei grande parte da minha vida insistindo em publicar em Português, corro o risco de não ser lembrada daqui a alguns anos, mesmo com toda a contribuição que tenho registrada em diversas áreas. Então só me resta lembrar que o maior reconhecimento vem do Universo que já registrou todas as minhas boas ações e toda a contribuição que tenho feito. É o que ainda me move, saber que o Eterno me reconhece e valoriza. Por que se eu dependesse de reconhecimento humano…

Saiba mais sobre Direitos Autorais, clique aqui

Novo artigo de Lou de Olivier na Revista Psique

19 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

A Revista Psique Ciência e Vida deste mês (Fevereiro 2018) está imperdível. Diversos artigos importantes, entre os quais um de minha autoria: “Ter ou não ter filhos, eis a questão”. Vale a pena ler. Já nas bancas.

 

Jerry Lewis: hilário, terapêutico, sensual e trágico!

18 de fevereiro de 2018 5 comentários

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Recentemente, ao enfrentar (mais) uma grande turbulência, decidi me dar ao luxo de ter uma overdose de bom humor. E ninguém melhor do que Jerry Lewis para me proporcionar isso. Busquei alguns DVDs de minha coleção, comprei mais alguns e baixei alguns que encontrei na Internet para download. Assim, passei nada menos do que cinco dias (durante o carnaval) assistindo aos filmes dele. Foi ai que notei diversos detalhes que antes não tinha notado e me interessei em conhecer mais sobre a vida dele, que agora passo a comentar.

Não me lembro, ao certo, quando assisti ao primeiro filme dele, mas lembro-me de ser impossível não rir. Porém, o que tenho a dizer sobre ele vai muito além de gargalhadas, detalhes que podem até ter passado despercebidos para muitos, mas para mim, são importantes. E friso que esta importância não está na minha admiração por ele, na verdade, não posso dizer que eu tenha sido fã dele. Era apenas uma excelente opção de descontração e esquecimento, ao menos, momentâneo, dos problemas e traumas que eu enfrentava diariamente. Mas, hoje, eu o admiro muito por tudo que percebi nesta recente overdose dos filmes dele…

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Nascido em 1926, com o nome de Joseph Levitch (há relatos de que seu nome tenha sido Jerome Levitch), começou a destacar-se na década de 40, especialmente quando firmou parceria com Dean Martin. Mas o que mais me chama atenção é a conturbada vida pessoal que ele (e Dean) tiveram. Como já citei, só percebi estes detalhes depois de assistir exaustivamente aos filmes, só ai é que prestei mais atenção aos detalhes pessoais que eles disfarçavam muito bem. Obviamente não poderei citar tudo que percebi, mas escrevo o essencial que comprova que o palhaço quase sempre é o mais triste do circo, transforma em piadas suas mágoas e leva todos ao riso para não perceberem suas lágrimas (lágrimas externas ou internas, que são as que mais doem).

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Em resumo, Jerry Lewis não só enfrentou um grave acidente (fraturou a coluna numa queda), diversas enfermidades e até a dependência de analgésicos (Percodan) para controlar suas insuportáveis dores físicas como suportou calado suas inúmeras dores psicológicas. Seus conflitos internos foram compensados com amantes e sua reputação passou a ser de um “mulherengo” egocêntrico quando, na verdade, era apenas amor que ele procurava sem, no entanto, ter de fato encontrado, ou melhor, sem ter conseguido viver o amor em plenitude. Começando com a ausência constante dos pais que atuavam em shows, tendo sido criado pela avó, sofrendo em algumas ocasiões, a discriminação por ser judeu, Lewis sonhava com uma família grande e unida e foi com esta intenção que, aos 18 anos, casou-se com Patti Palmer, cantora, seis anos mais velha, portanto, com 24 anos na ocasião. Esta foi a mulher que o acompanhou por 36 anos, esteve com ele nos momentos em que ele mais se destacou na carreira e foi a mulher que, tornando-se amiga da esposa de Dean, impulsionou Lewis. Com o segundo casamento de Dean, as relações entre os amigos começaram a esfriar e, com o tempo, outras questões bem mais sérias afastaram os parceiros. Ambos seguiram em carreiras solo, mas, na minha opinião, foi Lewis quem mais se destacou. Mostrou-se um artista completo cantando, dançando, interpretando e arrancando gargalhadas com suas performances. Na sequência, passou a dirigir e produzir seus próprios filmes.  No meu entendimento, a separação trouxe a Lewis a oportunidade de se mostrar por completo.

Dean Martin e Jerry Lewis – foto divulgação de Internet

Não é essa a opinião de alguns críticos. Na descrição do livro Dean and Me: (A Love Story) autoria de Lewis e James Kaplan, encontrei uma citação de Dean como “Crooner bonito” e de Lewis como “macaco magro”, ambos seguindo em carreiras medíocres até que se encontraram em meados da década de 1940 e, em pouco tempo, tornaram-se uma mania nacional, ao ponto de causar histeria por onde passavam, dominando o mercado do entretenimento em rádio, televisão, filmes, palcos e discotecas. Os milhões fluíram, aparentemente sem fim, porém, em 24 de julho de 1956, dez anos depois de tudo começar, a parceria terminou de repente. Esta separação deixou um buraco na psique nacional, bem como no coração de cada um (Martin e Lewis). Por vinte anos eles não se falaram, seguindo separados ambos em carreiras brilhantes, sendo Martin uma estrela de cinema e televisão, entre outras atividades, membro fundador do Grupo musical Rat Pack; Lewis como o revolucionário escritor, produtor, diretor e estrela de uma série de comédias de filmes bem-sucedidas. (tradução livre da descrição do livro Dean And Me A Love Story, disponível em Amazon.com)

Friso que este comentário é baseado em uma das biografias que li. Na minha opinião, foi Lewis quem se destacou muito depois da separação, pois antes ele apenas fazia as “palhaçadas” enquanto Martin fazia o galã. Ao se separarem, Lewis pode assumir tanto seu lado cômico quanto sério, sua versão pateta e sua versão galã. Tornou-se muito mais popular ao mostrar sua voz esganiçada, em seguida, sua voz melodiosa, sua versão física feia e desajeitada, em seguida, sua versão bonita e elegante. Mas esta é minha opinião e isso, eu friso, só me ocorreu recentemente. Até eu assistir exaustivamente seus filmes, eu nem imaginava esta riqueza de detalhes.

Quanto ao Martin e a fundação do Rat Pack, segundo o site Vital Vegas, a formação original do Rat Pack: era Errol Flynn, Nat King Cole, Mickey Rooney, Jerry Lewis e Cesar Romero, eram um grupo de amigos, centrado em torno do líder do grupo, Humphrey Bogart. Ou seja, não deve ter sido fundado por Dean Martin que só entrou para o grupo em sua segunda formação, ai sim com Frank Sintra e Samy Davis Jr. Eles também contavam umas piadas e faziam humor, mas o forte do grupo era a música, em especial Jazz/blues. Por isso, no meu entender, ficaram mais restritos já que nem todos gostam deste tipo de música. Quando nasci, a época de ouro deste grupo (Rat Pack) já havia passado, por isso não tenho nenhuma lembrança. Além disso, Martin se destacou unindo-se a Frank Sinatra, Peter Lawford e Sammy Davis Jr, enquanto Lewis passou a se destacar sozinho como grande showman. Mas, enfim, minha intenção não é diminuir Dean Martin e, sim, citar detalhes fascinantes que descobri sobre Lewis.

Cena do filme “Boeing Boeing” – com Tony Curtis (1965)

Um dos detalhes que penso ser importante são os anéis que Lewis usava. A princípio, um único anel no dedo anelar da mão esquerda e, na sequência, também um anel no dedo mindinho da mão direita. Mais recentemente, passou a usar três anéis, sendo os dois anteriores e mais um no dedo mindinho da mão esquerda. Em praticamente todos os filmes ele aparece com estes anéis. Se os anéis ficavam perfeitos em um galã, não combinavam muito com um homem desengonçado fazendo palhaçadas. Muito além de um erro de continuidade, penso que deveriam ter grande valor sentimental ou serviriam como espécie de amuletos, por isso, nunca serem tirados dos dedos. Em alguns momentos, Dean Martin também aparece usando anel no dedo mindinho, mas Jerry usa-os em todas as cenas, em todas as personagens e na vida real.

Cena do filme “The nutty Professor – O Professor aloprado” (1963)

Outro detalhe que muito me chamou atenção tem relação com os dentes. Encontrei só uma foto da infância de Lewis, por isso, não posso afirmar com certeza, mas nesta única foto, é possível notar uma pequena saliência em seus dentes. Ele não chegava a ser “dentuço”, mas não tinha dentes perfeitos, na infância e adolescência. Aliás, em seus primeiros filmes, é possível notar pequena falha em seu sorriso que foi consertada quando a fama se instalou. Talvez este tenha também sido um motivo para ser desprezado na escola. Além de ser discriminado por ser judeu, é provável que tenha também sofrido algum tipo de discriminação por causa dos dentes. Ainda sobre dentes, em sua biografia consta o dia em que ele deu um murro no rosto do diretor da escola e este (diretor) perdeu um dente. O motivo da briga foi uma explosão que Jerry teria causado no laboratório de química. Ao ser levado à Diretoria, o Diretor o chamou de “Judeu burro” e ele o esmurrou. Talvez, por estes motivos, na maioria de seus filmes, ele criava personagens com dentes tortos ou sem dentes. Mas, friso, é uma análise minha do que assisti e encontrei em biografias e fotos antigas. Não posso afirmar com convicção que tenha sido isso.

Cena do filme “The nutty Professor – O Professor aloprado”

Era um homem inteligente e entendia de terapia, ao menos o básico. Colocou alguns temas terapêuticos em alguns de seus filmes, como “Three on a couch” – Três em um sofá (1966). Ele contracena com Janet Leigh. O seu único filme “pesado”. Apesar de descontraído, até engraçado em alguns momentos e de ter dado um show de interpretação vivendo cinco personagens, quatro homens e uma mulher, o clima do filme é tenso e deixa transparecer que a vida pessoal dele não estava nada bem. Outro filme em que ele colocou um tema terapêutico foi “The nutty professor” – O Professor Aloprado (1963). Uma sátira de “O médico e o monstro”, (depois de causar uma explosão no laboratório de química (seria lembrança da adolescência?), para deixar de ser ridicularizado por todos e para conquistar a bela Stela, ele cria “Buddy Love”: um homem bonito, audacioso, arrogante, sensual que canta e dança muito bem, o oposto do professor franzino e dentuço que o criou. Refletindo sobre sua criação, ele deduz que sua personalidade se deve ao fato de seu pai ser submisso e sua mãe autoritária e ele ter assistido a esta cena quando bebê. Neste filme, ele, novamente, deu um show de interpretação, usou muito bem o recurso do mostrar-se feio para depois se mostrar bonitão, de usar a voz esganiçada e, em seguida, cantar com voz bem colocada. A questão é que a crítica o acusou de estar querendo se passar por Dean Martin, e sua família (esposa e filhos) declararam que ele incorporou tanto Buddy Love que ia para casa maquiado e agindo como ele. Isso fazia seus filhos terem medo dele e se esconderem…

Não penso que ele tenha desejado se passar por Martin, nem tenha agido de forma autoritária em família de propósito, penso que ele encontrou nele mesmo o homem poderoso que tanto buscava e, de alguma forma, se apaixonou por ele mesmo. E, como todo apaixonado, queria conviver o tempo todo com sua paixão. De fato, Buddy Love foi marcante e apaixonante e, aliado a grande beleza de Stela Purdy (Stella Stevens), tornou o filme um clássico. Eddy Murphy fez uma nova versão deste roteiro em 1996, o que, financeiramente, foi ótimo para Lewis. Mas Eddie Murphy, apesar de também ter dado um show de interpretação, atuando em diversos papéis masculinos e femininos, criou um professor obeso e um Buddy Love mais escrachado, contando piadas, zombando de diversas situações. E retirou justo a cena que justificava a criação de Buddy Love. Na minha opinião, perdeu o sentido do roteiro original. Há um outro filme em que Lewis usou um tema terapêutico, mas não citarei porque criei um artigo em que abordo este tema e citei o filme nele. Em breve estará publicado e deixarei a surpresa para a publicação do artigo.

Cena do filme “The Gueisha boy” – O rei dos mágicos (1958)

Outros filmes de Lewis como “The Patsy” – O otário (1964) em que se ri do começo ao fim e Boeing Boeing (1965) com um enredo incrível, explorando recursos teatrais como o abre e fecha de portas simultâneas, encontros e desencontros cênicos, em que Lewis disputa com ninguém menos do que Tony Curtis, a atenção de três belas aeromoças. Em apenas dois dias, Robert (Lewis) conquista a simpatia de duas das três “noivas” de Curtis, inclusive a mais bela, interpretada por Suzanna Leigh, torna-se noiva de Robert (Lewis)… O clássico “Scared Stiff – Morrendo de medo,em 1953 com Jerry, Dean e Carmem Miranda. E ainda Geisha Boy, uma comédia romântica em que não se ri muito, mas é impossível não se apaixonar pelo garotinho oriental órfão que vê em Lewis seu novo pai. É mais uma vez o adulto Lewis chamando pelo seu pai em um de seus roteiros… São filmes que vale a pena assistir.

De suas boas ideias e ações, ficaram seu pioneirismo no uso de monitores de fita de vídeo e circuito fechado em filme, (ele adaptou uma câmera de vídeo à câmera 35mm, podendo assistir imediatamente cada tomada), uma técnica que, atualmente, é usada como padrão em Hollywood, chamada de assistência de vídeo (videotape). E sua criação do Telethon, desde 1952, que ajudou a angariar fundos para a distrofia muscular. Ele foi tão bem-sucedido e tão dedicado à causa, que as crianças afetadas pela doença se tornaram conhecidas como “crianças de Jerry”. O telethon, passou a ser conhecido como “The Jerry Lewis MDA Telethon”, começou a ser exibido em TV no final de semana do Dia do Trabalho em 1966, e Lewis serviu como anfitrião até 2011. E um filme inédito, feito em 1972, um drama sobre o Holocausto: “The day the clown cried – O Dia em que o Palhaço” Chorou, contando a história fictícia do palhaço Helmut Doork, que, ao ser preso por soldados nazistas, em troca de manter-se vivo, é obrigado a entreter crianças enquanto as conduzia até câmaras de gás.

Em evento de premiação, Marilyn Monroe diz ao microfone, com sua vozinha infantil: “I love you, Jerry”

De sua vida pessoal, ficaram dois casamentos (Patti Palmer de 1944 a 1980 e SanDee Pitnick de 1983 a 2017). Com Patty, ele teve cinco filhos e um adotado. Gary Lewis em 1946, Ronald Steven ‘Ronnie’ Lewis em 1949, Scott Anthony Lewis em 1956, Christopher Lewis, em 1957, Anthony Lewis em 1959 e Joseph Lewis em 1964. Ronnie foi adotado. Durante este casamento, teve diversos casos, incluindo Marilyn Monroe e um caso de três anos com a modelo Lynn Dixon (Lynn Uchitel), que deu à luz a Suzan Minoret em 1952. Mas, apesar de a menina se parecer muito com ele, inclusive a covinha no queixo, Lewis não assumiu a paternidade, relatou Philadelphia Weekly. Em seu livro lançado em 1971 “The Total Film-maker”, ele começa com uma dedicatória emocionante: “Para Patti, cujo amor, paciência e sabedoria nunca diminuíram enquanto me esperava crescer “. Mas em 80, Patti Lewis, cansou de esperar, pediu o divórcio e exigiu US $ 450.000 por ano e royalties de suas produções enquanto estiveram casados para se sustentar e ao menor de seus seis filhos, Joseph Christopher, na época com 16 anos. Uma alta quantia para Lewia que, na ocasião, enfrentava dificuldades financeiras. Patti desabafou publicamente dizendo que Lewis mostrou um desprezo aberto pelo casamento, e ela (Patti) era apenas um “fantoche financeiro” à mercê de seu escritório, sem dinheiro próprio dela “. O motivo da explosão e separação foi a bailarina SanDee, com quem Lewis se casou em 1983, logo após seu divórcio ser concluído. Com SanDee, ele adotou uma filha. Danielle Sara Lewis em 1992. O nome Danielle foi uma homenagem ao seu pai (Daniel Levitch, falecido em 1980).

Jerry sempre sorridente em companhia de Patti

Ainda sobre este tema, é importante entender que, para Lewis, seria apenas mais um caso, uma forma de sustentar seu casamento (assunto complexo, não dá para explicar em poucas palavras, quem tiver interesse pode consultar meu site terapêutico que indico ao final), porém a explosão da esposa Patti deu força ao relacionamento com SanDee. O processo de divórcio demorou três anos, uma grande demanda que causou a Lewis enorme mágoa e, em 1982, sucessivos ataques cardíacos, quando chegou a ser declarado clinicamente morto, tendo implantadas duas pontes de safena na ocasião. Ele já havia tido um infarto durante as gravações de Ciderfella (em 1960) e estes sucessivos apontaram para um coração machucado. Um amor que ele buscava, tendo nos braços mulheres belíssimas que pareciam não lhe dedicar mais do que momentos de prazer. Em relação ao divórcio, ele declarou: “Fui casado por 36 anos com uma senhora, ela me deu 6 filhos e pensei ter uma família. De repente ela declarou que sou um peso e ela precisa ser indenizada pelo tempo que me aguentou” (tradução livre do depoimento de Lewis).

Casamento de Lewis com SanDee, pouco depois da finalização do processo de divórcio de Patti

O resumo deste episódio é que, não fosse a explosão de Patti, provavelmente o caso com SanDee durasse pouco e tudo voltasse ao “normal”. Mas, ao sentir-se rejeitado por Patti, ele passou a ver em SanDee o grande amor, tudo o que ele tinha naquele momento. Saliento que meu comentário não é pessoal, é uma análise terapêutica, apenas. Não encontrei nenhuma foto em que ele estivesse rindo em seu casamento com SanDee. Em todas as fotos, ela sorri e ele tem uma expressão séria e triste. As poucas vezes em que riu foi contando piadas em meio aos beijos que ele dava na nova esposa, para fotos. Isso reforça a tese de que, ao menos, naquele momento, era mais um apoio do que amor que ele buscava nela.

Em 1995, Lewis sofreu com a morte de Dean. Eles haviam se reencontrado, por intermédio de Frank Sinatra, em 1976, durante o Telethon. Mas, após o encontro, parece que não mais se falaram pessoalmente, até 87 quando, novamente, Sinatra promoveu um encontro, no aniversário de Jerry. Mas esse encontro duraria pouco, pois, na sequência, em 21 de março, um dos filhos de Dean Martin, (Dean Paul Martin) faleceu num acidente aéreo, seu pai, abalado, afastou-se da carreira e entregou-se ao alcoolismo até sua morte em 1995.

Detalhe que notei, o filho de Martin também usava os anéis da mesma forma que Lewis…

Em 2009, o filho mais novo de Lewis (Joseph Lewis), aos 45 anos, cometeu suicídio depois de se tornar viciado em drogas. O filho mais velho, Gary Lewis, conhecido por sua banda Gary Lewis e os Playboys, nos anos 60, culpou seu pai pela morte. Ele informou a Contact Music: “Jerry Lewis é uma pessoa má. Ele nunca amou e se importou comigo ou com meus irmãos.

“Não sei se a morte de Joe é relacionada à droga, mas acredito que poderia ter sido evitada se ele e meu pai estivessem em melhores condições. Eu acredito que ele morreu em parte de um coração partido”…

Cena do documentário sobre Jerry Lewis – “Biography” ancorado por Jack Perkins

Neste ponto, um comentário meu. Embora a ex esposa e filhos tenham afirmado que ele não os amava e só se preocupava com trabalho, entendo que ele amava a família acima de tudo, se percebe pelas fotos iniciais, sua expressão de alegria, abraçado aos filhos e esposa. Mas ele era um menino de 18 anos, imaturo e inexperiente, tinha crescido, quase sem contato com seus pais, casar-se era um passo importante para o qual ele precisava de mais tempo e maturidade para assumir. Além disso, ele era um judeu que se afastou da sua cultura para abraçar a esposa católica, esta, por sua vez, abandonou a carreira de cantora para cuidar da família. As duas famílias foram contra o casamento. Só por isso, já se deveria supor, que cobranças e atritos viriam. Isso aliado a tantos fatores já descritos, em especial, a dependência em analgésicos (e a grande dor que deveria sentir), o assédio constante e as desavenças que vieram, transformaram sua estada em família tão triste que ele se jogou no trabalho como válvula de escape. Já passei por situação semelhante, entendo como ele se sentiu. Quando a família se transforma num fardo, só resta mergulhar em trabalho e ganhar muito dinheiro… É visível que não foi ele quem abandonou a família, ele próprio se sentiu abandonado e perdido diante da fama. Ele próprio declarou, ao ser questionado sobre seus romances, que na época ele era rei em Hollywood e não conseguia resistir ao excessivo assédio que sofria…

Acompanhando as fotos de família nota-se seu entusiasmo, sorridente, abraçando esposa e filhos, na sequência, seu sorriso vai diminuindo, passa a ser fotografado sempre de braços cruzados e com a esposa abraçando-o. Ele foi se distanciando, a esposa não percebeu ou disfarçou bem. O término foi inevitável.

Continuando, a filha de Lynn Dixon (Suzan) que Lewis nunca assumiu, terminou por ser uma moradora de rua. Exibe ainda uma foto em que aparece metade de seu rosto e metade do rosto de Lewis, acusando a grande semelhança entre os dois. A pergunta que fica é: Se ele queria tanto ter uma filha que até adotou uma menina, por que não assumiu Suzan? A resposta coerente é que tenha tentado salvar seu casamento, já que seu caso ocorreu quando ele era casado com Patti. Mas depois do divórcio… Por que?

Ele excluiu de seu testamento todos os seus filhos do primeiro casamento e descendentes deles. Tudo foi deixado apenas para SanDee e a filha adotiva Danielle. O menino carente que tanto lutou pela atenção dos seus pais, mesmo depois de adulto, embutiu em seus filmes esta carência, terminou por também rejeitar seus filhos…

Mas será que ele decidiu isso mesmo? Notícias desencontradas apontam Patty Palmer (primeira esposa de Lewis) como já falecida, outras notícias anunciam que ela, atualmente com 96 anos, está sendo despejada de um lar para idosos, pois desde a morte de Lewis, ela parou de receber royalties de projetos em que Jerry trabalhava durante seus 36 anos de casamento. O filho Gary declarou ainda que a assinatura do testamento de Jerry, deixando a sua herança toda para sua viúva, SanDee e sua filha Danielle e excluindo os filhos verdadeiros foi declarada falsa pelo grafólogo forense Peggy Walla. Se isso se comprovar, o homem que procurou ser amado a vida toda receberá mais um golpe, agora depois de morto, por ter vivido por 34 anos com SanDee sem saber que era só dinheiro que ela queria…

E eu paro por aqui, não que não haja mais detalhes importantes, mas porque, enfim, encontrei alguém com uma vida tão ou mais conturbada do que a minha (risos). E porque, se eu continuar a relatar, deixarei a impressão de que, após rir muito com as comédias de Lewis, a sequência é só decepções, traições, choro e tragédias. Então, melhor parar e guardar dele a imagem de um homem forte, que superou muitas doenças e obstáculos e fez muita gente rir, esquecendo as mágoas e mazelas da vida…

Lamento só agora ter percebido tudo isso, se percebesse antes, gostaria de tê-lo conhecido pessoalmente. Agora, só posso dizer que, descanse em paz. E que todos guardem dele, o melhor do riso e da vida!

Ah, e da próxima vez que eu precisar de uma overdose de bom humor, farei uma miscelânea com diversos humoristas, assim não correrei o risco de embarcar tão fundo em uma única história. “Çocorro!”

Leia também: A Verdade sobre a filha de Jerry Lewis (Suzan Lewis), clique aqui

Muitas das fotos e cenas que citei tem direitos autorais, por isso só inclui os registros de filmes e documentários públicos, mas pode-se digitar Jerry Lewis (associado aos nomes citados) no Google que aparecem inúmeras fotos. Saiba mais nos links: Vida pessoal e romances de Jerry, clique aqui, declarações do filho Gary Lewis sobre a morte de seu irmão e sobre seu pai Jerry em Contact Music, clique aqui, Patti Palmer em asilo e possibilidade do testamento de Lewis ser falso, clique aqui, separação de Patti e Jerry, clique aqui, últimos dias de Dean Martin, clique aqui

Leia mais sobre assuntos terapêuticos, clicando aqui

Assista também aos vídeos a seguir:

Jerry Lewis cantando em dois momentos, um canto satírico e um sério. Compare!

Em evento de premiação,Marilyn Monroe corre ao microfone e declara com voz infantil, porém sexy: “I love you, Jerry!”

 

Biografia de Jerry Lewis:

 

 

Filha não assumida torna-se moradora de rua:

 

Artigo sobre Adoção na Revista Psique por Lou de Olivier

29 de dezembro de 2017 1 comentário

Já nas bancas a edição 142 da Revista Psique Ciência e Vida que traz o artigo “Adoção! Uma séria decisão que não pode ser tomada como o preenchimento de um vazio” de autoria de Anna Lou Olivier (Lou de Olivier). Abordando a adoção tanto de animais quanto de crianças num parâmetro analisando diversos ângulos desta importante decisão.  Vale a pena conferir este artigo e outros importantes temas abordados nesta edição. Peça ao seu Jornaleiro.

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