Enquanto muitas perguntas sobre crimes no Brasil seguem sem respostas, uma indagação tomou conta dos teleguiados. Bolsonaro, apontado como o “rei do crime” teria ligação com a morte de Marielle? Na sequência, a pergunta é “Quem foi Marielle?” E que interesse teria Bolsonaro e sua família em eliminá-la?  E, afinal, em que ponto o STF e a ALESP tem relação com isso?Neste artigo eu analiso os principais pontos. Leia e tire suas próprias conclusões.

Em primeiro lugar, há muito tempo a “grande mídia” se porta como locutor de quadrilha de festa junina.

– Olha a chuva!

– É mentira!

-Olha a cobra!

-É mentira!

– Olha a Imprensa!

– É fake News!

A cada nova manchete sensacionalista, acumulam-se artigos que buscam mostrar a realidade e desmentir boatos. Isso não só desgasta a reputação do Presidente e do país como despenca a “grande mídia” que, atualmente, só convence os tolos e os corruptos que insistem em distorcer a realidade dos fatos.

Marielle Franco
Foto Internet

Quem foi Marielle Franco?

Segundo o Wikipédia, ela nasceu e cresceu em uma favela do Complexo da Maré, começou a trabalhar junto aos pais, aos 11 anos de idade, na função de camelô. Dos 14 aos 17, foi dançarina da equipe de funk “Furacão 2000”. Aos 18 anos começou exercer a função de educadora infantil em uma creche, onde ficou por dois anos. Na sequência ganhou uma bolsa de estudos (Programa Universidade para todos) e cursou Ciências Sociais (PUC Rio). Seguiu por um Mestrado em Administração Pública (Universidade Federal Fluminense), defendendo o tema: A redução da favela a três letras: uma análise da política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Atenção esta tese é citada no Wikipédia, no site pessoal e em forma impressa, mas não consta oficialmente em sites de pesquisa científica. Não foram localizados os registros, portanto, não podemos afirmar que integre o quadro de teses da referida Universidade ou da Comunidade Científica. Se algum leitor tiver esta informação, favor nos enviar registro de páginas e publicações oficiais que incluiremos aqui.

Em 2006, Marielle integrou equipe que elegeu Marcelo Freixo à ALERJ e este a nomeou assessora parlamentar, trabalhando com ela nesta cargo por dez anos. Ela assumiu a coordenação da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e, nesta posição, prestou auxílio jurídico e psicológico a familiares de vítimas de homicídios ou policiais vitimados. Em 2016, na sua primeira disputa eleitoral, foi eleita vereadora na capital fluminense pela coligação Mudar é possível, formada pelo PSOL e pelo PCB. Na Câmara Municipal, presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e integrou uma comissão composta por quatro pessoas, cujo objetivo era monitorar a intervenção federal no Rio de Janeiro, sendo escolhida como sua relatora em 28 de fevereiro de 2018. Segundo Freixo, em entrevista ao El País, ela mantinha bom relacionamento com policiais e até orientava seus parentes em caso de falecimento do policial. Portanto a informação que ela criticava e denunciava constantemente abusos policiais e violações aos direitos humanos parece ser equivocada. Teve aprovado 1 (um) dos 8 (oito) projetos redigidos (constam do site oficial). O projeto aprovado tornou a Lei das Casas de Parto, visando a construção desses espaços como objetivo de realizar partos normais. Buscava garantir apoio aos direitos das mulheres, a população LGBT, aos negros e moradores de favelas. Em agosto de 2017, os vereadores cariocas rejeitaram, por 19 a 17, sua proposta para incluir o Dia da Visibilidade Lésbica no calendário municipal. Outro projeto similar é o que inclui dia da luta contra homofobia, lesbofobia, bifobia e transforma no calendário oficial da cidade.

Marielle era assumidamente bissexual. Morou, em 1998, com seu primeiro namorado, provavelmente Glauco dos Santos, com quem teve uma filha, Luyara. Atualmente ela morava com Mônica Benício, com quem se casaria oficialmente no final de 2018. No dia 14 de março de 2018, Marielle foi morta com três tiros na cabeça e um no pescoço, o motorista do veículo, Anderson Pedro Mathias Gomes, também foi assassinado. A partir desta data a pergunta ficou: Quem matou Marielle?

Marielle Franco
Foto wikipedia

Os pontos obscuros:

A pergunta “quem matou Marielle” se une a diversas outras perguntas que se espalham pelas redes sociais e está na boca da maioria da população: Quem matou Celso Daniel? Eduardo Campos, realmente foi acidente? Quem mandou matar Bolsonaro? Quem paga os advogados do Adélio? Como ficar rico sendo monitor de zoológico?

Estas e outras perguntas também continuam sem resposta.

O site UOL, conhecido por suas fake news, portanto não muito confiável, na tentativa de elucidar o caso publicou o seguinte: “Não fica claro o que significa ser “eleita pelo Comando Vermelho”. O Complexo da Maré, onde Marielle se criou, é dominado por duas facções criminosas rivais: o Comando Vermelho, que detém o poder de regiões como Nova Holanda e Parque Maré, e o Terceiro Comando Puro — que se concentra em regiões maiores, como a Baixa do Sapateiro, a Vila do Pinheiro, a Vila do João. Há também regiões dominadas por milícia, mas são minoritárias….Marielle mantinha fortes laços sobretudo na Baixa do Sapateiro, no Morro do Timbau e no Conjunto Esperança, onde passou sua infância, juventude e vida adulta — e onde o domínio sequer é do Comando Vermelho. Trata-se de uma comunidade que, com a ausência de policiamento e de políticas do Estado, está conflagrada. As duas facções criminosas disputam o local — e o TCP parece estar em situação mais favorável”….

Na tentativa de explicar, o UOL complicou. E só conseguiu frisar que, seja qual for o lado, ela tinha sim envolvimento com facções criminosas. Provou que não era o Comando Vermelho e frisou que teria mais lógica ela ter envolvimento com o TCP que é mais forte na disputa pelo local. Parabéns ao UOL por uma investigação e dedução tão precisa. Decifrou qual facção era mais simpática à Marielle, ainda que a intenção fosse desmentir sua ligação com o crime.

A revista Época, na versão eletrônica, publicou algo interessante: “As desavenças entre familiares de Marielle e a viúva Mônica são mais antigas do que este desfile de carnaval. Por causa das diferenças, Mônica passou por pelo menos três situações delicadas. A primeira foi quando alguém da família achou pequena a quantia encontrada na conta bancária de Marielle. Depois, no dia em que parentes da vereadora levaram de casa a maioria dos pertences pessoais da parlamentar, sem pedir licença. Por fim, quando foi cobrada pela devolução do carro de Marielle, cuja entrega só havia atrasado por falta de tempo e por uma cisma da arquiteta de que teria de entregar o veículo limpo e revisado. Fora isso, só restou a Mônica o direito a uma parte da pensão previdenciária. Parlamentares do PSOL intermediaram o pagamento de bolsa da Open Society para a família, assegurando benefícios de R$ 300 mil por oito anos, numa tentativa de atenuar conflitos pela herança da vereadora.”

Marielle, Monica e Willis
Foto Internet

Aqui outro detalhe estranho. Sempre frisaram a condição de mulher, negra, pobre, vivendo em favela, lutando muito para sobreviver, estudar, vencer… Em tão pouco tempo na política, conseguiu uma herança que justifique o recebimento de uma bolsa de trezentos mil reais para tentar “atenuar” conflitos? De quanto é esta herança??? E quanto é esta “parte” da pensão previdenciária? E este carro que por uma cisma da arquiteta teria de ser entregue limpo e revisado. Por que o carro precisaria ser limpo e revisado para ser entregue? O tal carro não deveria passar por perícia, mesmo não sendo o veículo atingido pelas balas? Não deveria ter ficado em poder da polícia até final das investigações? Se ela possuía um carro por que andava de Uber? Aliás, um outro detalhe curioso, O motorista Anderson, que também foi atingido e morto, estava cobrindo a licença de saúde de seu amigo, que era o verdadeiro motorista de Marielle. Ele sofreu um acidente e estava afastado de sua função. Este rapaz que se acidentou seria motorista do carro de Marielle ou seria motorista de Uber e foi substituído pelo amigo que também dirigia Uber? Tudo isso precisa ser verificado, pois são detalhes que mudam o enredo desta história.

Os suspeitos:

Cinquenta e cinco dias após o assassinato de Marielle e Anderson, o Jornal O Globo, publicou dados importantes, Segundo uma testemunha (Ferreirinha), o vereador carioca Marcello Moraes Siciliano, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), seria o mandante, tendo tramado tudo, aproximadamente nove meses antes do ocorrido, em parceria com o ex-policial militar e miliciano Orlando de Oliveira de Araújo. Siciliano, também prestou depoimento como testemunha, sendo que, dois dias depois, um de seus assessores parlamentares foi brutalmente executado dentro de seu carro, algo que foi interpretado como uma tentativa de queima de arquivo. O outro acusado, Orlando, estaria preso por envolvimento com a milícia, desde outubro de 2017.

A testemunha em questão prestou três depoimentos, em que afirmou que o grupo de Orlando, dono da comunidade Vila Sapê, travava uma guerra contra traficantes da Cidade de Deus. Para defender seus moradores, Marielle “peitava o vereador e o miliciano“. Uma briga teria inclusive ocorrido por meio das associações de moradores de ambas as comunidades. Daí vinha o grande ódio dos dois por ela. A testemunha relatou ainda ter presenciado quatro reuniões entre ele e Siciliano. Uma delas, ocorrida em um restaurante no Recreio, relatou que estava a pouco mais de um metro dos dois suspeitos, que estavam sentados na mesa ao lado. O vereador Siciliano falou alto: “Tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando”. E, batendo forte a mão na mesa e gritou: “Marielle, piranha do Freixo”. Depois, olhando para o ex-PM, disse: “Precisamos resolver isso logo”.

Ronnie Lessa
Foto Internet

Em 12 de março de 2019, prestes a completar um ano da morte de Marielle e Anderson, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos de seu assassinato. Ronnie Lessa, Policial Militar reformado teria atirado contra a vereadora e seu motorista enquanto o ex-militar (expulso da corporação) Élcio Vieira de Queiroz dirigia o veículo Chevrolet Cobalt que perseguia Marielle. As investigações mostraram que este carro foi clonado.

Reportagem do Estadão afirma que Ronnie Lessa, de 48 anos, foi vítima de um atentado a granada, em outubro de 2009, em consequência, teve uma das pernas amputadas e passou a usar uma prótese. O jornal afirma que ele mora no mesmo condomínio de luxo, na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa. Aqui começam as questões: Como um ex militar poderia ter renda para morar em um condomínio de luxo? Aqui se deve levantar outra questão: O que é um condomínio de luxo? Não conheço o referido condomínio, mas, pelas fotos, parece um condomínio de classe média, não há nada de muito luxuoso, a menos que não tenham fotografado alguma mansão do local… Além disso, a questão principal é: Seria coincidência os dois serem vizinhos ou teria, mesmo, alguma ligação entre os dois e o assassinato?

Outro detalhe curioso, alguns veículos afirmam que Lessa atirou enquanto o outro, Élcio Queiroz (outro Queiroz?) dirigia, já alguns veículos afirmam que foi o contrário, quem atirou foi Queiroz e era Lessa quem dirigia. Esta versão parece ser a mais equivocada, já que Lessa, por ter uma prótese, necessitaria de um carro especial. Outra pergunta Seria este Élcio Queiroz, parente do outro Queiroz, que já complicou a vida do Flávio? Jair Renan, o quarto filho de Jair Bolsonaro, por sua vez, é acusado de ter namorado a filha de Lessa. Quanto a isso a resposta fornecida por Jair Bolsonaro parece convincente: “Meu filho Jair Renan disse naquele linguajar: papai, namorei todo mundo no condomínio, não lembro dessa menina”. Bem, isso só prova que o garoto está aproveitando bem sua juventude. E, se não se lembra da menina, não deve ter sido sério ao ponto de contratar o pai dela para exterminar alguém. Aliás, quem em sã consciência, contrataria um vizinho para matar alguém? O interessado em se livrar de um desafeto, de certo, procuraria alguém bem longe e que nunca mais encontraria depois de “fazer o serviço”, concordam? E afinal, que motivos teriam para matar Marielle?

Elcio Queiroz
Foto Internet

Motivos:

São muitos os motivos apontados. O principal motivo que, por motivos desconhecidos, foi deixado de lado, foi a grande desavença entre Marielle e o vereador carioca Marcello Moraes Siciliano, já relatado anteriormente. Ele parecia ter muitos motivos para eliminar Marielle e isso foi testemunhado. por três vezes. Porém, estranhamente esta hipótese foi arquivada para dar lugar a outra suspeita surgida agora.

Há afirmações de que Marielle deveria se candidatar ao Senado e Flávio Bolsonaro teria se sentido incomodado. Diversos sites, incluindo o e-farsas, desmentiram esta hipótese. Aliás, basta raciocinar um pouco para perceber que não tem lógica. Primeiro porque Marielle não tinha tanta popularidade para disputar o Senado. Segundo porque já estava anunciado que ela seria indicada como vice-governadora pelo PSOL. Portanto, não haveria nenhuma concorrência entre ela e Flávio Bolsonaro.

Outros detalhes:

Circulam fotos nas redes sociais em que um dos suspeitos de assassinar a vereadora Marielle Franco supostamente aparece com o presidente Jair Bolsonaro, ao fundo, tendo ao lado, seu filho Eduardo, e em primeiro plano o homem que seria Élcio Vieira de Queiroz, um dos supostos assassinos de Marielle e Anderson. Porém, o homem que está nesta foto é, na realidade, Wladimir Menezes, vice-presidente da Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo (APMDFESP).

Alguns veículos de comunicação noticiaram sobre a boa relação que tinha Marielle e Carlos Bolsonaro. Inclusive ela o trataria por “lindão” e até “gostosão”. E, por ocasião da sua morte, o irmão de Carlos, Flávio Bolsonaro escreveu uma mensagem de condolências à família, mas a apagou dias depois com receio de ser mal interpretado, como aliás, ele sempre é, especialmente pela mídia.

E se for só mais uma manobra?

O povo brasileiro já deveria estar acostumado com o “esquema do sistema”. Sempre que alguma votação importante está em andamento ou está ocorrendo desvio de verba ou está acontecendo qualquer fato que poderia ser bloqueado pela opinião popular, a mídia corrompida e os amigos do alheio se unem para divulgar qualquer notícia que cause comoção popular e desvie o foco. Pode ser o esporte do momento (Fórmula Um, Copa do Mundo, etc.), pode ser uma investigação de morte seja de quem for, como é este caso agora, pode ser qualquer notícia que desvie totalmente a atenção do público até que o ato maligno esteja concluído, ocasião em que é apenas comunicado como caso já encerrado. A bola da vez é o STF que se julga acima da Lei e está fazendo de tudo para desativar a operação LavaJato. Então levantou-se a “cortina de fumaça”, o caso Marielle para que, enquanto muitos se empenham em decifrar o enigma, o STF corra solto decidindo em benefício próprio e de seus apadrinhados. Porém, eles não contavam com nossa astúcia, já que a grande maioria permanece acordada e, independente de gostar ou não de Bolsonaro, todos os cidadãos de bem querem a continuação da LavaJato e agora exigem também a LavaToga, para uma total limpeza e varredura da corrupção em nosso país. Porém, há um outro acontecimento que passou despercebido e, este sim, pode ser muito prejudicial para todos, especialmente, para os militares de São Paulo.

Na votação para a Presidência da ALESP, concorreram Janaína Paschoal (partido de Bolsonaro) e Cauê Macris (PSDB) e na 1ª Secretaria concorreram Major Mecca (Partido de Bolsonaro) e Enio Tatto (PT). Os votos de quem deveria estar apoiando Bolsonaro, ou seja, votando em candidatos de seu partido, foi surpreendente. Adriana Borgo, Coronel Telhada, Delegado Olim, Major Mauro, Sargento Nery e Conte Lopes votaram em Cauê Macris e Enio Tatto. Aliados a bancadas evangélica e católica, deram vitória aos concorrentes do Presidente. Para completar o pastelão, na sua inocência e no intuito de cumprir com seu dever de militar, Major Mecca, votou no Coronel Telhada. Foi a falha trágica do dia, já que o único leal foi Mecca. Lembrando que apenas o PSOL e o PSL ficaram sem NENHUM representante. O PSOL dispensa explicações, mas deixar de fora o PSL, indo mais a fundo, deixando partido de lado, deixar TODOS os apoiadores declarados do Presidente de fora, é algo desanimador. Porém, como sempre cito, perder uma batalha não significa perder a guerra toda. Estas ações contra o país, servem como estopim para se levantar a vitória dos que são, de fato, do bem.

E se tudo for um jogo?

Voltando ao STF, desde que este se posicionou abertamente contra o Brasil e contra a interrupção da corrupção, iniciou-se uma verdadeira corrida pela posição de defensor da Pátria e exterminador do STF. Major Olímpio (Senador) foi o primeiro a se manifestar, entrou com Projeto de Lei para continuação da LavaJato. O referido projeto REVERTE a decisão do STF. Em paralelo, o Jurista Modesto Carvalhosa, ao completar 87 anos, deslocou-se à Brasília para protocolar pedido de Impeachment do Ministro Gilmar Mendes. Este é o primeiro passo para coibir as ações malignas do STF. Mas é só o começo. Na sequência, foi a vez de Kim Kataguiri anunciar que entraria com Projeto de Lei para continuação da LavaJato e julgamento dos crimes pela justiça comum. Na sequência, Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, agora eleito Deputado Federal, apareceu em vídeo citando o pacote Anti Crime do Ministro Sérgio Moro que deve reverter o poder do STF e restabelecer as investigações da LavaJato, consequentemente, a extinção da corrupção no país. Eduardo pede, no vídeo, que todos apoiem o Pacote Anti Crime. Depois foi a vez de Joyce Hasselmann se manifestar em vídeo, se ninguém tomar uma providência, ela pedirá o artigo 142 nas ruas com o povo. Este artigo trata da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas e tem sido usado como uma espécie de código para pedir “Intervenção Militar”. Até Regina Duarte apareceu em manifestação popular pedindo a extinção do STF. Diante de todas estas manifestações, a conclusão a que se chega tem dois ângulos a se analisar:

Primeiro: A Direita continua tão ou mais desorganizada do que no período de campanha. Se todos estes manifestantes se unissem, conversassem e concluíssem qual a melhor medida a se tomar, todos se uniriam numa só voz e a vitória seria certa e rápida, mas, como cada um luta por um ideal, divide-se entre a reversão da decisão do STF, extinção do STF, intervenção militar e apoio ao projeto Anti Crime. Cada qual se anunciando comandante da ação. Mais inteligente e produtivo seria todos apoiarem o Projeto Anti Crime já que partiu do Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil. Porém, levando-se em conta que a campanha toda foi feita com esta desorganização e “concorrência interna” e, ainda assim, Jair Bolsonaro venceu, pode-se ter esperança de vencermos a corrupção, apesar da concorrência interna que, muitas vezes, é bem mais forte do que a concorrência externa dos considerados rivais e/ou inimigos.

Segundo: É preciso perceber que tudo pode ser, e geralmente é, um jogo. Alguém toma uma atitude contrária ao país e logo se percebe quem se levanta a favor ou contra esta ação. Isso não só mostra quem está, de fato, lutando por um país melhor mas também quem só quer aparecer e quem é do tipo “quinta coluna”. Ainda há os raros iluminados que percebem, em meio à escuridão, a LUZ que precisa ser descoberta. Diante de tudo isso, só nos resta refletir muito antes de julgar e/ou antes de compartilhar seja lá que mensagem for. Afinal, só quem está vivendo a questão de perto pode saber, de fato, qual a melhor decisão a tomar.

OBS: Na tentativa de justificar seus votos na ALESP, Coronel Telhada fez um vídeo explicando que fizeram uma “composição” entre eles e que os novatos do PSL não participaram, segundo ele, isto justificaria seus votos. Porém, devemos pensar que, justo, por serem novatos não devem ter percebido que deveriam participar de uma “composição” e esta explicação do Cel Telhada convence os leigos mas quem tem experiência em política sabe bem o que foi feito. “Composição”, não precisa dizer mais nada. Quem tem vergonha na cara nunca mais votará em Telhada nem para síndico de prédio. E podem ter certeza, o Brasil vai vencer esta politicagem toda, apesar de tudo isso que estão fazendo contra o país.

E atenção! Um dia após este artigo ser publicado, o SBT anunciou uma entrevista exclusiva de Roberto Cabrini para o Conexão Repórter. O Entrevistado foi o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha que confirmou a versão inicial sobre Siciliano ter sido mandante do crime. Assim que o vídeo estiver disponível será incluído aqui nesta página.Por enquanto está disponível apenas a versão resumida por escrito. O link está entre os links a seguir.

Assista ao vídeo que mostra a votação na ALESP

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Roberto Cabrini entrevista Ferreirinha, testemunha chave, para o Conexão Repórter SBT, clique aqui