A nova previdência, em síntese, reduz fraudes, reduz privilégios, reduz desigualdades, inclui todos os brasileiros, inclusive políticos que também terão as mesmas regras estipuladas para o povo. Mesmo assim, a mídia continua divulgando distorções e isso faz com que os leigos (e os que ganhavam muito no sistema anterior) se revoltem. Em vista disso, este artigo busca esclarecer os principais pontos e mostrar a verdade sobre a Reforma da Previdência.

Antes de qualquer análise, é preciso entender que, durante muitos anos, o sistema de contribuições e pensões ocorreu de forma desordenada, houve uma série de desvios do dinheiro público e isso acabou por condenar o INSS ao fracasso. Há quem afirme que poderia haver superavit no INSS, eu mesma noticiei em outro artigo, já que sempre mostro os dois lados e os vários ângulos das questões. Porém, analisando mais a fundo, nota-se que a versão mais fundamentada é mesmo a de grandes desvios de verba aliados ao sistema desordenado tendo gerado um deficit que colocava em risco as pensões atuais e praticamente anulava as aposentadorias futuras. Portanto, a Reforma da Previdência ocorreria com qualquer Presidente em exercício. A diferença seria apenas em alguns detalhes, mas qualquer um que quisesse equilibrar o país teria que começar por esta reforma. Nada disso se divulgou pela Imprensa, aliás, o que é que a Imprensa divulga que não seja equívocos e distorções?).

O que o novo Governo fez?

(Brasília – DF, 20/02/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante entrega da PEC da nova Previdência Social. Foto: Marcos Corrêa/PR

Em se tratando da idade mínima e da fórmula de cálculo para a aposentadoria, o governo cumpriu o prometido igualando as regras entre funcionários públicos e iniciativa privada. Inclusive, na proposta de 2016 (governo anterior) homens e mulheres se aposentariam com 65 anos. O Governo Bolsonaro reduziu a idade das mulheres para 62 anos. A transição proposta também é adequada e dará tempo para adaptações que se fizerem necessárias. Todos, sem nenhuma exceção, obedecerão às mesmas regras (militares também terão sua contribuição, embora já tenham acumuladas muitas perdas desde 2000, passarão por reforma em sua previdência que é independente do INSS). Além disso, o corte de privilégios incluindo os servidores federais, estaduais e municipais não só foi mais uma promessa cumprida como tranquilizou os trabalhadores mais atentos. Ainda assim há quem afirme que os R$ 173,5 bilhões que poderão ser economizados em 10 anos ao mexer nas regras do funcionalismo não justificam as mudanças propostas. 

Segundo análise feita pelo professor Rodrigo Feitosa, do curso de administração da Fundação Álvares Penteado (Fecap). “A maior parte dos servidores não precisará contribuir com as taxas mais altas. Mas aqueles como os ministros, os procuradores e a elite do funcionalismo vão ser convocados para participar do ajuste, com aumento substancial do recolhimento”. Como exemplo, quem recebe mais de R$ 39,3 mil, poderá pagar até 22% de contribuição. Quem recebe um salário-mínimo terá que contribuir com 7,5 %. Ou seja, na prática, quem recebe 40 mil, para arredondar, contribuirá com 8 mil e 800 reais e quem recebe salário-mínimo de 998 reais, contribuirá com 74,85. Isso é bem justo, não só porque cobra menos (em porcentagem e em valores) de quem recebe menos e mais de quem recebe mais mas porque estipula que altos salários deverão contribuir. Isso atinge ministros, procuradores e elite do funcionarismo, não atinge o povo, o trabalhador comum.

Mas se não atinge o trabalhador, por quê tantas reclamações?

Primeiro porque, como já relatado, a Imprensa faz questão de divulgar só o lado ruim e as distorções causando impacto nos leigos que parecem incapazes de pesquisar, avaliar e tirar suas próprias conclusões. Estão sempre dependendo das notícias “mastigadas”, em geral, mescladas com os devaneios de quem torce para dar tudo errado no novo Governo porque perdeu a exorbitante verba que recebia para desinformar a população e alguns que, antes já nada recebiam, engrossam o coro só para dizer “eu avisei”. No entanto, toda esta desinformação gera desconforto mas não chega a balançar o novo Governo, visto que está demonstrando boa vontade, trabalho e dignidade. E isso, a maioria do povo de bem, percebe e apoia.

Aqui esbarramos em outra questão, as pessoas que tem salários normais, não são “elite” e não terão que descontar mais do que antes já descontavam, nem trabalhar tão mais do que antes trabalhavam, parecem tão insatisfeitas não pela reforma, mas porque devem trabalhar apenas para seu sustento, visando só o lado material. E isso é um erro.

Por quê e como trabalhar? E para quê se aposentar?

Exceto alguns casos de pessoas que necessitaram trabalhar muito cedo, a maioria das pessoas tem um tempo para estudar e escolher sua profissão. Este tempo deve ser aproveitado para pesquisar as diversas aptidões, verificar os campos de trabalho e o grau de satisfação em todos os sentidos, que cada profissão proporciona. Assim, ao decidir-se por determinada profissão, terá prazer em exercê-la. E quem tem prazer em exercer uma profissão, não fica desesperado aguardando a aposentadoria. Como exemplo, conheço diversos professores de Artes que lecionam mesmo após a aposentadoria, porque sentem prazer no seu trabalho. Isso ocorre muito com bailarinos que tem uma carreira curta nos palcos, em geral, param de se apresentar aos 35 anos e seguem lecionando. Há diversos professores de dança/balé que, mesmo andando com auxílio de bengala, já com idade avançada, ainda lecionam. Há casos de músicos e professores de música que também lecionam até idade avançada.

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Pode-se comentar que estas profissões são prazerosas e fáceis de exercer. Engano, calce uma sapatilha de ponta e tente andar com ela, conseguirá entender como dói até se adaptar aos passos na ponta dos pés. Experimente passar o dia todo tocando piano ou violão e verá que não é tão prazeroso. O prazer está no amor pelo que se faz. Indo mais longe, conheci um pedreiro que trabalhava cantando. Era um desafinado, quando tentava cantar em Inglês, era hilário, mas o importante é que ele trabalhava feliz. O serviço dele era o que mais rendia na obra, estava sempre bem-humorado. E, certa vez, ele me contou que tinha orgulho em ser pedreiro, aprendeu com o pai e ficava feliz em saber que ele ajudava a construir casas para as pessoas morarem. Em compensação, certa vez assisti uma entrevista com um adolescente com, aproximadamente, 13 anos. Perguntaram em qual profissão ele pensava em atuar. Ele respondeu que estava em dúvida entre Direito e Medicina e optaria pelo que tivesse melhor salário porque ele “queria ficar rico”. Aqui está o típico “trabalhador” que busca apenas o lado material do trabalho. Em dúvida entre duas profissões tão diferentes, em que no Direito, deveria ter o objetivo de “fazer justiça” e na Medicina de “salvar vidas”. O salário deveria ser consequência de um bom trabalho e não apenas o único objetivo.

Um relato pessoal sobre trabalho e aposentadoria: 

Quem lê este meu artigo pode estar pensando: “É fácil escrever tudo isso, está com a vida ganha”. Não é assim. Eu atuo em diversas áreas, durmo apenas 5 horas por dia, luto muito e, para completar, não tenho nenhum apoio aqui no Brasil. Com frequência, sou chamada para palestrar gratuitamente em troca de divulgar minhas pesquisas e levar meus livros para vender. E nem sempre a plateia tem verba para comprá-los. Só aceito quando é em São Paulo e os gastos são poucos. Neste momento, tenho mais de cinquenta convites para palestrar no exterior, todos em congressos autofinanciados, ou seja, eles convidam os pesquisadores, enviam convite oficial e os pesquisadores conseguem patrocínio em seus países. Afinal, estão levando suas descobertas para o exterior, só eu não consigo, por dizer e mostrar verdades que não são comerciais e contradizem esta baboseira que os “experts” estão ensinando há anos, nem a mídia nem as empresas me apoiam. Apoiar-me significa contradizer o sisteminha básico. Ainda assim, eu amo o que eu faço. Se puder, pretendo trabalhar até o último dia de vida e nunca me aposentarei. E, se eu conseguir ser bem remunerada por todo este trabalho que desenvolvo, ai sim, serei eternamente feliz.

Conclusão: 

Mas voltando ao tema principal, esta reforma é necessária, está prevista (e sendo anunciada) desde 2016. O que o novo Governo fez foi amenizar os recolhimentos beneficiando os salários mais baixos, reajustar alguns itens e incluir a classe política e a elite que, de fato, serão as mais “prejudicadas”. O povo deveria estar vibrando não só por todos serem incluídos mas porque esta mudança agora salvará a aposentadoria de quem já está inativo e de quem ainda se aposentará, isso é bom para a nossa e para gerações futuras. Quanto a  idade mínima para aposentar-se está estipulado 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com algumas exceções, como  professores (60 anos para ambos os sexos), policiais (55 para ambos os sexos), e o segurado especial (55 para mulheres e 60 para homens). A ideia é colocar o Brasil na rota dos países desenvolvidos, com as contas em equilíbrio e margem suficiente para fazer os investimentos necessários para melhorar os serviços de Saúde, Educação e Segurança Pública. Exemplos, Dinamarca e Japão,  idade mínima de 65 anos e expectativa de vida de 84 anos. Estados Unidos e Portugal, idade mínima 66 anos. E, segundo relatório divulgado, hoje, dia 22/02 pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Economia e citado pela Agência Brasil EBC, a reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023, enquanto a renda per capta do brasileiro subirá para R$5.772. Então, vamos acreditar, apoiar e aguardar que, sendo aprovada, esta reforma seja boa para todos os brasileiros e coloque o Brasil como economia forte que é o principal para todos nós.

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Baixe o texto sobre Reforma da Previdência diretamente no site:

https://previdenciasimples.com/reforma-da-previdencia-baixe-aqui-o-texto-download/ 

http://www.brasil.gov.br/noticias/emprego-e-previdencia/2018/02/confira-a-idade-para-se-aposentar-em-outros-paises

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/02/22/internas_economia,739132/aliquota-progressiva-e-o-ponto-que-mais-incomoda-o-funcionalismo.shtml?utm_source=onesignal&utm_medium=push

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2019-02/reforma-da-previdencia-podera-criar-8-milhoes-de-empregos-ate-2023