Em primeiro lugar, quero frisar que a intenção deste artigo, assim como todos os artigos deste blog, é trazer VERDADES que a mídia omite. Não há nenhuma intenção de denegrir a imagem dos Estados Unidos ou do Brasil, apenas, é necessário se divulgar fatos que ocorrem e são ignorados pela mídia, desta forma, o grande público segue leigo em relação a estes fatos e descobertas.

Foto Dreamstime

Os Estados Unidos tem fama de oferecer tudo de melhor ao mundo. Tudo que acontece de bom, todas as maiores descobertas, as maiores produções, tudo vem dos Estados Unidos. Porém, nos bastidores sabemos que não é bem assim.  Eu já relatei em outros artigos as fábulas de Hollywood e, inclusive a perseguição que crianças artistas talentosas sofreram no mundo todo para que Shirley Temple fosse considerada a única criança prodígio de todos os tempos.

Agora trago um tema bem mais complexo que mostra os bastidores da Ciência e das descobertas científicas. Não sou só eu que relato sobre estes bastidores. Há anos, o famoso Físico Teórico Estadunidense Michio Kaku surpreendeu a todos com suas revelações sobre os bastidores das descobertas científicas nos Estados Unidos. Michio ficou popular por ser co-criador da teoria de campos de corda, defender universos paralelos e por transformar temas extremamente técnicos de forma que possam ser compreendidos com maior facilidade. Neste ponto, até me identifico com ele pois eu também me popularizei por transformar termos médicos em palavras populares e de fácil entendimento ao público, mesmo leigo.

Palestra de Michio Kaku – 11/02/2012 – Foto: Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com

Mas voltando ao que Michio revelou: Estados Unidos tem o pior sistema de ensino conhecido para a Ciência, os universitários competem ao nível de terceiro mundo. Ele chega a dizer que estão produzindo gerações de idiotas. E a idiotice dos americanos aumenta a cada ano. As fundações científicas só não desmoronam porque tem uma arma secreta,  H-1B. Ele se referiu ao Visto para Gênios. Michio citou que 50% dos candidatos a PHD são estrangeiros. E no sistema dele, um dos maiores dos Estados Unidos, 100% dos PHD são estrangeiros.  Os Estados Unidos são um ímã atraindo cérebros de todo o mundo… A explanação dele continuou e afirmou que, se acabassem com o H-1B, a economia americana acabaria também…

Aqui eu devo afirmar que não é apenas o visto para Gênios. Senti na pele o que ocorre. Mas devo admitir que, se o meu país, Brasil, tivesse me valorizado, eu agora poderia estar contando uma outra história. Porém, nunca me valorizaram em meu próprio país, por isso, eu sempre  divulguei minhas descobertas mais no exterior do que no Brasil. No período entre 1999 e 2002 fui convidada a palestrar na Universidade de Beira-Interior em Portugal e recebi dois troféus na Inglaterra. Aqui no Brasil, eu continuei desconhecida e ignorada. Em 2016, eu recebi um convite para palestrar na Malásia. E aceitei. Desde então, recebo inúmeros convites para ensinar minha técnica de Multiterapia em Congressos no exterior. Como são autofinanciados e eu não tenho patrocínio nem apoio aqui no Brasil, só consegui palestrar em quatro congressos até agora. Um deles foi em Harvard Medical School. Lá notei que eles estão começando a implantar técnicas que eu já implantei há  40 anos. Foi quando me lembrei do polêmico desabafo de Michio Kaku. De fato, a imagem que se tem de Harvard não é a Harvard real. Mas, indo além, é pior do que a citação de Michio Kaku ao comparar os estudantes universitários americanos com  os de terceiro mundo. E friso porque: Minha dificuldade em me expressar em Inglês, (por causa do meu afogamento, já expliquei que até hoje tenho sequelas) não me proporcionou debater muito durante o congresso. Eu me limitei a repetir o que tinha decorado sobre minha técnica e a responder algumas perguntas que me faziam. Mas pude notar que eles agora começam a unir dança e medicina. E muitos se encantaram com minha Multiterapia que, desde a década de 1980 já engloba diversas artes, musicoterapia e, entre outras técnicas, uso de brinquedos para estimular aprendizagem. Só em 2018, Harvard iniciou a mesclagem de dança e medicina. Certo que esta é uma característica minha, estar sempre no futuro e/ou trazendo técnicas futurísticas. Porém, mesmo não sendo uma média brasileira, é preciso perceber que minha técnica está mesmo muito além do que se conhece no presente momento. E a tão citada Harvard ainda está iniciando rumo à minha técnica. E, como o Brasil é considerado terceiro mundo, talvez o sr. Michio se espante ao saber que uma tupiniquim como eu atua há quarenta anos em algo que Harvard começa a desenvolver agora… 

Minha técnica ficou registrada nos anais do congresso em Harvard. Fui entrevistada pela Nossa Rádio de Boston. Sou grata por isso. Voltando ao Brasil, nenhuma nota foi publicada pela imprensa brasileira e não tive nenhum reconhecimento pelo que fiz. Daqui uns anos, algum americano pode aparecer dizendo que a técnica é dele, como já ocorreu com a Musicoterapia que era usada desde a escola pitagórica e também por egípcios e hebreus antigos, mas na história, foi registrada como uma série de estudos e aplicação “oficial” por uma enfermeira americana. Os Estados Unidos também detém o primeiro curso oficial de Musicoterapia. Inúmeras síndromes foram identificadas por profissionais do mundo todo, no entanto, ao longo do tempo foram “assimiladas” e passaram para a história como sendo americanas, outras foram diluídas como é o caso da Síndrome de Asperger (SA). Identificada pelo Austríaco Hans Asperger, esta síndrome foi amplamente estudada, registrada e diagnosticada em inúmeros pacientes. Até que, na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), da Associação Americana de Psiquiatria, publicado em maio de 2013, a síndrome de Asperger, deixou de ter um diagnóstico separado, foi eliminada e encaixada dentro do espectro do autismo. Embora continue sendo citada no Catálogo Internacional de Doenças (CID-10). Mais alguns anos, se for retirada também do CID-10, corre o risco de ser assimilada apenas como Autismo. Ai entramos no circulo,  Eugen Bleuler, psiquiatra suíço usou pela primeira vez o termo “autismo” para descrever um grupo de sintomas relacionados à esquizofrenia. Isso foi em 1908. Porém, foi em 1943 que Leo Kanner, psiquiatra austríaco, radicado nos Estados Unidos e diretor de psiquiatria infantil do Johns Hopkins Hospital, publicou a obra “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” relatando onze casos de autismo e sendo considerado o detector desta disfunção. Se Autismo englobar, de forma definitiva, Asperger, será mais uma ‘conquista” americana…

 

Estes são só alguns exemplos. Diante destes fatos eu sempre penso. Se até Hans Asperger que teve seu nome associado à Síndrome e foi reconhecido no mundo todo como detector da SA está prestes a perder todo o seu trabalho, como fico eu que até hoje não tive reconhecimento em meu próprio país nem como detectora da Dislexia Adquirida nem como criadora da Multiterapia? Ainda espero que imprensa brasileira tome vergonha na cara e divulgue meu trabalho, pioneirismo e descobertas como BRASILEIRA que sou antes que também este se perca e a história registre como sendo dos Estados Unidos.

 

A pergunta que eu deixo no ar é baseada no meu histórico: Diversos acidentes, incluindo uma anoxia por afogamento e um AVC, a superação de todas as sequelas, mais de40 anos de estudos, tendo detectado a Dislexia Adquirida e criado a Multiterapia, palestrando em diversos congressos médicos internacionais, incluindo Harvard Medical School. Com todo este histórico, a imprensa brasileira não encontrou um “gancho” para me entrevistar e divulgar uma técnica terapêutica inovadora que pode salvar muitas pessoas hoje tratadas como incuráveis. Esta é a pergunta:  Se eu for vender água na praia e depois palestrar sobre empreendedorismo, esta mesma imprensa me entrevistará? Mas eu já tenho a resposta: Não importa o quanto invistam em cursos e palestras sobre empreendedorismo, empoderamento, como ficar rico e todas as artimanhas para subir na vida. Alguns minutos sem respirar podem fazer um grande empreendedor não ser mais nada e precisar desesperadamente da minha técnica que a mídia não encontrou “gancho” para divulgar…

Michio Kaku avalia o sistema de ensino americano como deficiente e afirma que o H-1B (visto para gênios) mantém a Ciência nos Estados Unidos.  Assista esta parte (com legenda em português)

 

Assista ao vídeo na íntegra em Inglês sem legendas.

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