Outro ponto extremamente polêmico é sobre a declaração de Carlos Bolsonaro sobre um possível novo atentado ao seu pai. Tema muito sério que, coligado ao tema anterior (minorias e movimentos sociais), em algum momento, podem convergir. E mostrarei porque podem convergir. Por isso, eu convido-os a refletirem comigo sobre estes dois temas que discorrerei um em sequência do outro.

A defesa dos ideais e interesses da maioria foi um dos argumentos de campanha de Jair Bolsonaro que mais me chamou a atenção, porque eu também penso assim. Penso que a união de todos é que faz uma nação. E foi a primeira vez que um candidato se prontificou a lutar por todos e unir o Brasil, invés de lutar por algumas minorias e/ou desunir mais ainda o país. Por estes e outros motivos, eu me engajei na campanha. E até hoje ainda publico algumas notas ou artigos importantes sobre ele.

Porém, há uma, entre outras questões preocupantes, que está deixando a todos inseguros. A declaração de um dos filhos de Bolsonaro, Carlos, que diz o seguinte:

Esta declaração tem provocado muitas discussões, muitos escrevem e opinam, muitos se desesperam querendo saber detalhes. E isso tudo reflete o que as minorias causam. É justo esta disputa que incomoda alguns de tal forma ao ponto de pensar em tirar a vida de alguém que “atrapalha” a “luta”, que vai contra os que defendem as minorias e busca unir a todos, o que, se ocorresse, terminaria com as disputas e com as guerras. Olha que ameaça?

Porém, o que mais intriga nesta declaração de Carlos Bolsonaro é a forma como ele sugestiona que alguém se beneficie com a morte de Jair Bolsonaro, após sua posse. Esta é uma grave acusação e é isso que está intrigando muita gente, inclusive esta que vos escreve aqui. E por quê??? Primeiro porque, numa eventual morte de Jair Bolsonaro após a posse, praticamente o único beneficiado seria o general Mourão. Segundo, e mais importante, esta declaração de Carlos me fez relembrar algo que eu já tinha esquecido.

General Mourão (retirada da Internet)

Ano passado (2017) o povo pedia muito pela intervenção militar e era o Mourão que o povo chamava. Nem entendi bem quando vi o povo chamando pelo Jair Bolsonaro, se antes era o Mourão. Eu fiz um vídeo ano passado sobre isso, sobre invasões e outros temas que a imprensa não divulgou na época. Ao final, colocarei este vídeo para que assistam e opinem. Enfim, confesso que fiquei surpresa com a multidão que chamava por Bolsonaro, já que eu havia acompanhado os pedidos de intervenção militar que exigiam que Mourão fosse o interventor. Na ocasião, eu assisti parte de uma palestra que ele proferiu e fiquei impressionada com o conhecimento e equilíbrio dele. Achei mesmo que fosse o ideal para o Brasil, caso ele pudesse comandar uma intervenção. Acontece que, como eu relatei melhor no vídeo que fiz na época, havia diversos impedimentos e ele foi, inclusive, afastado (foi para a reserva) em virtude disso.

Continuei minhas atividades, ou melhor, tentativas de atividades, já que até hoje não consegui implantar minha técnica oficialmente no Brasil, Já a divulguei e registrei em diversos artigos internacionais, já consta até nos anais de congresso médico em Harvard Medical School, mas aqui no Brasil, eu continuo só “tentando” explicar e implantar minha técnica. Mas, enfim, continuei tentando levar minhas atividades adiante e, quando me dei conta, o povo já estava chamando por Bolsonaro e ele já tinha até sido esfaqueado. Na hora eu só pensei em arregaçar as mangas e lutar, era só o que tinha a fazer, vencer este sistema podre e levar este homem à Presidência, de qualquer forma. Era o que tínhamos. Era ele ou ninguém mais naquele momento. Até achei bacana a atitude do Mourão, abrindo mão da sua popularidade de “interventor” e pedindo votos para o Bolsonaro. Achei que a escolha foi perfeita, Bolsonaro, que já tem mais experiência na política disputando a Presidência e Mourão que tem muito preparo, mas nunca se candidatou, como vice. E os apoiadores de Mourão, óbvio, passaram a apoiar Bolsonaro. Tudo em paz.

Bolsonaro é esfaqueado (retirada da Internet)

Agora, esta declaração de Carlos Bolsonaro põe à prova a lealdade de Mourão. Ou a quem mais interessaria a morte de Jair Bolsonaro após sua posse? Mas por que Mourão aceitaria ser vice, até pedir aos seus apoiadores que votassem em Bolsonaro para, depois, armar um atentado e pegar o lugar dele? Mas se o lugar, a princípio, era do Mourão, qual a lógica disso? Raciocinemos, uma pessoa já tem bastante popularidade, já é cotada para ser representante do povo em uma intervenção militar, a troco de quê, ela abriria mão disso para eleger outra pessoa (por voto popular) e depois lhe puxar o tapete e pegar o lugar que já era seu? Agora se não é o Mourão quem Carlos, veladamente, acusou, quem é o(a) interessado(a) na morte de Jair Bolsonaro após sua posse?

Como Terapeuta, a frase que mais me chama atenção é: “Sempre fiz minha parte exaustivamente”. Pode-se ter duas leituras a partir daí. Carlos pode estar se sentindo magoado ou até desprezado e comentou isso como uma espécie de desabafo. Nota-se que ele é o filho que mais acompanha o pai, está presente constantemente, embora os outros filhos também sejam unidos e presentes, Carlos parece ser o mais dedicado, no entanto, ele tem bem menos seguidores e popularidade do que o pai e os dois irmãos também políticos. Então ele pode ter comentado como um desabafo. Por outro lado, esta frase também pode ser entendida como uma forma de se esquivar. De “jogar” uma suspeita no ar e se livrar de uma suposta culpa num suposto novo atentado, já que ele sempre fez a parte dele exaustivamente. Isso é muito sério e necessita ser bem explicado.

Estranho que ele não tenha declarado mais nada depois deste polêmico tweet. Mas deveria, afinal, as pessoas estão preocupadas, o povo merece saber a verdade. Se há, de fato, um(a) suspeito(a) dentro do círculo de Jair Bolsonaro, é preciso afastá-lo(a) e investigá-lo(a), mas se é mais sério e parte do próprio filho, ai o caso é terapêutico. De qualquer forma, não se joga uma suspeita dessas no ar e depois não se fala mais nada.

Aproveito para comentar que eu não os conheço pessoalmente, meus comentários são apenas sobre o que postam e divulgam publicamente. E pela minha experiência como Terapeuta e como Jornalista Investigativa (que sou, mas não exerço oficialmente). O que me parece é que, de fato, gente próxima interfere, trai e pode até ferir Jair Bolsonaro. Eu ofereci assessoria gratuita e até um superprojeto pra revolucionar a educação e cultura do Brasil. Achei estranho porque todas as mensagens que enviei em redes e e-mails apareceram para mim como bloqueadas. Sei que o Sistema costuma fazer isso, mas pode ser também alguém muito próximo que tenha acesso às senhas e possa interferir nas correspondências eletrônicas e posts nas redes. Enfim, tudo isso é bem sério, preocupante e necessita ser esclarecido com urgência.

Este é o vídeo que eu fiz em novembro de 2017. Nele eu relato invasões, exercício dos Estados Unidos na Amazônia, pedido do povo pela intervenção Militar e outros temas que não foram noticiados pela “grande mídia” na época.

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