Desde que me engajei na campanha do Bolsonaro para Presidente, perdi muitos contatos e leitores, atrai alguns outros interessados só no que eu escrevo sobre política e, acima de tudo, percebi quem, de fato, é meu admirador. Pessoas que seguem comigo até hoje, continuam curtindo, comentando, compartilhando tudo o que publico (em diversas áreas) porque entendem que busco sempre a verdade, confiam nas minhas pesquisas e publicações. Então, antes de continuar este artigo, quero agradecer, de coração, a estes verdadeiros amigos. Vocês são a razão de eu continuar pesquisando e trazendo a público, verdades que ninguém mais publicou.

Posto isso, devo citar dois pontos que tem sido polêmicos e necessitam de maior reflexão. Um deles se refere às minorias quase sempre vitimizadas. O outro ponto, abordarei em outro artigo para não confundir os temas.

Para as pessoas que hoje tem menos de quarenta anos, é muito provável, a total incompreensão do quanto pode ser prejudicial o verdadeiro culto às minorias que se instalou, em nível mundial. Afinal, quem nasceu a partir da década de 1980 e, se além disso, foi educado como Paulo Freire citou (em seu livro Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1981, p.79) “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” hoje deve estar engrossando as passeatas que buscam o respeito pelas minorias, sem saber que nosso povo, em sua maioria, já foi muito mais unido e que são as minorias que separam as famílias e amigos, diluem os conceitos amplos e causam, cada vez mais as guerras e a destruição. E tudo isso ocorre hoje porque o Sistema passou a educar as crianças que deveriam ser (e antes eram) educadas por suas famílias. O conceito de minorias passou a ser mais importante do que o coletivo que reúne a todas as raças, credos, níveis culturais, sociais, econômicos, etc.

Ca para nós, Freire pode ter citado um conceito até cabalístico, mas foi infeliz na elaboração da frase. E mais infeliz quem seguiu à risca este conceito porque um recém-nascido necessita tudo de seus pais, inclusive a educação, uma criança necessita de total atenção e de ser educada. E até mesmo na fase adulta, embora possamos aprender uns com os outros, é a autoeducação e a educação que trazemos de berço que nos diferencia e nos direciona; Sendo assim, fica impossível aceitar que educação seja adquirida apenas uns entre outros. Aprendizagem, sim; conhecimento, sim; mas educação não se consegue apenas uns esbarrando em outros.

Enfim, a discussão aqui não é Paulo Freire e sim, o abismo que se criou entre os humanos com o ideal das minorias. Se uma pessoa se engaja na luta pelo maior respeito à mulher negra e pobre, esta pessoa exclui todas as outras mulheres, inclusive as negras ricas e bem-sucedidas. Se alguém luta pelos direitos das crianças pobres da periferia de São Paulo – SP – Brasil, este alguém exclui todas as outras crianças pobres espalhadas pelo mundo. Agora imagine se a luta não fosse apenas por estas crianças, fosse por todas as crianças pobres do mundo todo e todos os engajados se unissem nesta luta. Como seria muito mais produtivo. E se a luta não fosse só pela mulher negra e pobre, fosse por todas as negras, as mulatas {filha de negro(a) com branca(o)}, as pardas {filha de mulato(a) com branca(o)}, já uniria muito mais pessoas, não é? E, se fossem incluídos também os homens negros, mulatos e pardos nesta “luta”? Pode-se dizer que incluiria, aproximadamente, 80% da população brasileira que tem, em sua maioria, algum parentesco negro. Seria um povo muito mais forte e unido, concorda? E assim por diante. Fica fácil entender porque lutar pela maioria tendo apoio da maioria deve ser o ideal, pois traz vitória a todos e não a uma minoria que “vence”, excluindo todos os outros. Como reflexão a este tema deixo esta minha frase já antiga, mas que reflete bem este tema.

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