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Cinderela que não era Bela porque era Branca demais!!!

Lou de Olivier o lado do cartaz de estreia de Cinderela que não era Bela porque era Branca demais (Cia Estrela D’arte) no Teatro Juca Chaves 2010

Esta é uma de minhas peças mais famosas e, por isso, muito copiada e até plagiada. Por isso volto a abordar este tema e citar esta peça até porque ela está em fase de ensaios e, em breve, reestreará. Eu a escrevi por volta de 1982, com linguagem da época e com o título “Três contos que eu vou te contar!”. Nós fizemos uma montagem simples em 1985 e entramos em cartaz. Na sequência, eu escrevi outras peças, musicais e deixei-a de lado até que, em 1988, mostrei o texto para um diretor de teatro infantil e ele se encantou com o enredo. Pediu para montá-la e eu permiti. Ele pediu que eu colocasse um subtítulo mais “chamativo”, mais “a cara da peça” e, depois de muito pensar e discutir com este diretor, encontrei o título ideal: “A Cinderela que não era bela porque era Branca demais”, Este título incluía as três princesas da peça Cinderela (na peça seu nome é Guimirela), Bela (na peça, a Bela enlouquecida) e Branca de Neve (na peça é Bronca de Neve)… Pronto! Estava criada a receita do sucesso. A partir desta montagem, esta peça virou “febre”, as crianças amavam e queriam assistir mais e mais. Ficou anos em cartaz, viajando por todo o Brasil.

Cinderela que não era Bela porque era Branca demais, montagem da Cia Adote Mato Grosso Sul

Em 1996, quando entrei na Internet, empolgada com o novo meio de comunicação, eu coloquei, no meu portal, algumas de minhas peças disponíveis para leitura. E esta peça estava entre elas. Logo recebi pedidos de autorização de montagem de todo o Brasil, alguns grupos amadores, algumas cias profissionais e muitos professores de Artes pediam para montar esta peça. Pensei, por que não autorizar a todos e fazer uma mega-apresentação simultânea?

Não chegou a ser simultânea, mas foi em sequência. Durante dois anos, esta peça foi montada e apresentada em diversos festivais, diversos teatros e até por um grupo de teatro de rua. Eu não cobrava Direitos Autorais dos amadores e das escolas, apenas dos grupos profissionais. E ainda ajudava na divulgação, então era sucesso na certa!

Em 1998 eu escrevi “Os Alienados” que também virou febre, foi inúmeras vezes montada e apresentada por todo o Brasil e Portugal, onde recebeu o título “Os alucinados”. A partir dai os elencos revezavam as duas montagens. Ambas receberam muitos prêmios em festivais e fizeram muito sucesso.

Lou e elenco – apresentação no teatro Municipal de São Sebastião – SP – Brasil em 2011

Os anos passavam, tudo mudava, mas estas duas peças teatrais continuavam sendo montadas e aplaudidas por onde passavam. Em 2009/2010, fui contatada pela Cia Estrela D’arte e me surpreendi quando a diretora disse que há muitos meses tentava contato comigo sem êxito. Admirei a força de vontade dela em insistir até conseguir contato. E não só autorizei a montagem, como me ofereci para assessoria e divulgação da peça. Praticamente todo o material de divulgação que tenho é desta cia, pois foi uma das melhores montagens e agradou muito a todos que assistiram. Ficou em temporada nos Teatros Juca Chaves, Sílvio Romero e viajou algumas cidades de São Paulo – Brasil entre 2010 e 2012. Em paralelo, a Cia Adote do Mato Grosso do Sul fez diversas e boas montagens deste texto. E, com isso, a peça continua tão atual como se tivesse sido escrita hoje.

O enredo é interessante e divertido. Começa que a Cinderela é mãe da Bela e esta é mãe de Branca, ou seja, Cinderela é avó da Branca e as famílias se entrelaçam… Detalhe que a Cinderela se chama Guimirela, a Branca se chama Bronca e a Bela é enlouquecida por causa de um tombo que leva aos 15 anos… Nesta divertida comédia não tem golpe do baú (aquele famoso casou com o príncipe bonito e rico e viveu feliz para sempre), ao contrário, as princesas casam, tem filhos, cuidam da casa, os príncipes ajudam nos afazeres domésticos e na educação dos filhos e ainda ensinam conceitos para uma boa alimentação e para uma melhor convivência familiar. As cenas são engraçadíssimas, o público ri muito enquanto aprende e a maior recompensa foi ouvir de uma criança, ao final de uma das apresentações: – Mãe, quando nós vamos assistir de novo?”

Por ai, já dá para perceber que é imperdível. E logo anunciarei a reestreia. Quando? Onde? Quem? Será mais uma mega-apresentação? Tudo isso é surpresa. Aguardem! Só lembro a todos que, apesar de existirem muitos vídeos espalhados com estes dois títulos, NENHUM é autorizado a encenar ou divulgar, inclusive algumas montagens ficaram bem sofridas e até denigrem o texto. Mas aguardem que logo virá mais uma superprodução autorizada e devidamente divulgada por mim.

Por enquanto, assistam este vídeo com entrevista e trechos da peça apresentada na estreia (Teatro Juca Chaves). A entrevista foi concedida ao Programa Giro Brasil, de Yasmin Amaral. E foi ao ar em Agosto/setembro de 2010:

Saiba mais, clique aqui e aqui

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  1. 15 de março de 2018 às 23:45

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