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Sem noção e sem memória… Direito Autoral no Brasil!

Calor do Sol em Manhattan – Musical escrito, coreografado e dirigido por Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) – em cartaz de 1983 a 1987

Por ocasião da inauguração do Centro Cultural Jabaquara, em São Paulo- Brasil (por sinal, fizemos uma apresentação de dança na inauguração) eu participei de uma aula de dramatização com uma professora chamada Joana Lopes. Com ela eu aprendi um exercício da pulga. Eu gostei tanto dele que acabei o integrando em meus workshops. E, sempre que eu o ministrava, eu explicava antes como funcionava e a primeira observação que eu fazia é que o aprendi com a Joana Lopes. E, se alguém do meu workshop resolvesse repassar este exercício que, por gentileza, citasse que aprendeu comigo.

A Joana não era famosa e já tinha uma certa idade, por isso, nem sei se ainda vive. Mas eu a eternizei em cada vez que citei o nome dela antes do exercício da pulga. E se ainda ministrar este exercício em algum workshop certamente eu citarei quem me ensinou. Acho isso essencial, valorizar quem nos ensina e citar pioneiros e precursores. Aliás, na maioria dos meus livros impressos, eu começo citando os precursores das áreas em que discorrerei.

Por isso, para mim, é difícil entender como pessoas que se dizem acadêmicas, pesquisadoras e publicadoras possam se apoderar de um tema e até publicar artigos e livros sem citar a fonte, de onde retiraram a informação. Pior ainda quando um autor chega a publicar um livro inteiro com conteúdo alheio, muitas vezes apenas alterando uma ou outra palavra. Já vivenciei uma situação em que, durante um simpósio, encontrei a representante de uma associação do tema que eu palestrava. Ingênua, eu ofereci para palestrar na associação e expliquei meu ponto de vista. A pessoa em questão pareceu interessada, até foi assistir minha palestra. Porém, ao final, disse-me que minha linha de raciocínio não coadunava com a atuação da associação. Recentemente, pesquisando o tema, percebi que esta mesma associação implantou meu tema em suas palestras alguns meses depois do simpósio que citei.

Ai fica a pergunta: Se implantaram meu tema e minha abordagem ao quadro de palestras da associação, porque não me chamaram também? Só pelo gosto de furtar um tema? Ou pela necessidade de se mostrar como idealizador de algo que furtou? Em outra ocasião, eu soube que uma das pessoas que eu muito ajudei (de outra associação) não só espalhou boatos ao meu respeito como “queimou” uma palestra que eu faria, tudo isso apenas por “não gostar do meu jeito”. A pessoa gostava dos meus temas, das minhas doações, mas “não sabia porque não gostava de mim”, achava que “eu mentia” talvez por que numa época de “focados” seja difícil aceitar alguém multifacetado como eu… E ainda há o caso de uma denominação religiosa que, ao tomar contato com meu projeto “Vampirinho vegano”, por intermédio de um amigo meu que lá frequentava, ficou horrorizada: “onde já se viu um vampiro ensinar veganismo e citar a Bíblia?” Recentemente assisti a um vídeo em que um dos membros desta denominação simplesmente ensina TODOS os conceitos do meu texto, só que, invés de dizer que aprendeu com meu vampirinho vegano, ele coloca “em nome de Jesus”. OBS: Nada contra religiões, cada um siga a sua, mas pegar o enredo do meu romance infanto-juvenil e citá-lo como autoria da denominação, não dá!

A grande verdade é que o Brasil despreza seus frutos, valoriza quem vem de fora, valoriza quem vende uma imagem de bonzinho 24 horas por dia, 7 dias por semana, esquecendo que ninguém é bonzinho o tempo todo. E eu que tenho a coragem de assumir meus erros e tropeços fico como vilã… E, por falar/escrever verdades que ninguém mais publica, corro o risco de ser excluída do clubinho e ter outro palestrante abordando meu tema com mais “discrição”. Mas feliz ou infelizmente, não sou a única. Enquanto no exterior há uma grande preocupação em lembrar os pioneiros, os precursores, aqui no Brasil as pessoas sequer lembram em quem votaram na recente eleição, como lembrarão de quem pesquisou ou descobriu algo relevante?

É por isso que todos sabem quem foi Freud, quem foi Jung, quem foi Lacan mas poucos quase ninguém sabe quem foi Gaiarsa… Todos eles fizeram grandes contribuições à Psicanálise/Psicologia. A diferença é que Gaiarsa nasceu no Brasil… Coitado dele!

Como eu também nasci no Brasil e passei grande parte da minha vida insistindo em publicar em Português, corro o risco de não ser lembrada daqui a alguns anos, mesmo com toda a contribuição que tenho registrada em diversas áreas. Então só me resta lembrar que o maior reconhecimento vem do Universo que já registrou todas as minhas boas ações e toda a contribuição que tenho feito. É o que ainda me move, saber que o Eterno me reconhece e valoriza. Por que se eu dependesse de reconhecimento humano…

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