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A celebridade que o mundo não conheceu

Hoje, 28/02/2018, seria aniversário do meu pai. Pioneiro da TV Brasileira. Poliglota, falava oito idiomas além do Português. Foi um grande empreendedor, fundador e mantenedor de três bairros em São Paulo e um em Santos-SP – Brasil. Filantropo, sustentou inúmeras famílias carentes e recolheu inúmeros animais abandonados durante sua existência. Estudou Medicina (completo) e Direito (incompleto), mas não exerceu comercialmente, atendia gratuitamente. Dançava tango e bolero com perfeição e estava sempre bem-humorado, não importavam os acontecimentos, ele sempre tinha uma observação altruísta e incentivadora. Por todos os seus atos, virou nome de praça em um dos bairros que fundou, Jardim Jabaquara- SP – Brasil.

Tudo o que fez foi com recursos próprios, ele nunca pediu donativos, ele nunca se candidatou a nenhum cargo político, ele nunca abriu uma ONG e nunca divulgou nenhum dos seus feitos, alguns heroicos por sinal. Nem em família ele comentava. Nós ficávamos sabendo por outras pessoas, especialmente por meu tio Oliveiros que apelidamos, carinhosamente, de Ademar. Ele sempre nos contava sobre a infância, adolescência e sobre muitos atos de meu pai que poderiam ser condecorados, se divulgados, mas meu pai não se importava em ser condecorado, ele buscava ser amado e isso, infelizmente, não conseguiu. Por isso me identifiquei tanto com a história de Jerry Lewis, por ser parecida com a de meu pai, ao menos nos sentimentos, não nos atos pois, apesar de tudo que enfrentou, meu pai manteve-se fiel a um único casamento a vida toda…

Uma das poucas fotos que registram o pioneirismo na TV brasileira, Lou de Olivier recebe seu primeiro troféu com apenas quatro anos de idade .Nesta foto, Nardino estava atrás das câmeras. O troféu foi entregue por Canarinho.

Infelizmente, não guardei nenhuma foto dele (nem da minha família, dos bairros fundados e nem dos nossos tempos de TV em que atuamos juntos), todos os documentos e fotos foram perdidos em diversas turbulências que enfrentei em tempos de nômade, mas guardo na memória e no coração todo o bom exemplo que ele nos deu, tudo de bom que nos proporcionou. E o Universo guarda seus feitos em prol de todos. Eu te convido a ler crônicas, decreto oficial da praça em nome dele e início de romance que escrevi sobre ele.

Decreto e fotos da Praça Nardino Francisco de Oliveira, clique aqui

A dramática, mas empreendedora infância de meu pai, clique aqui

Pequena biografia e a crônica “Pai Herói” podem ser lidas aqui, clique aqui

Leia mais sobre pioneirismo na TV e sobre troféus e relíquias que Lou de Olivier doou ao Museu PróTV,  clique aqui

Ouça uma das faixas do meu primeiro vinil, gravado aos dois anos e nove meses e lançado quando completei 3 anos de idade:

 

  1. Vera Regina Oliveira
    1 de março de 2018 às 4:38

    Ana, muito lindo conhecer fatos do tio Nardino,da família
    Que o Universo continue a lhe dar oportunidades para divulgar cada vez mais esse trabalho tão lindo realizado pelo pai. PARABÉNS!

    Curtir

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