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Archive for fevereiro \19\UTC 2018

Novo artigo de Lou de Olivier na Revista Psique

19 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

A Revista Psique Ciência e Vida deste mês (Fevereiro 2018) está imperdível. Diversos artigos importantes, entre os quais um de minha autoria: “Ter ou não ter filhos, eis a questão”. Vale a pena ler. Já nas bancas.

 

Jerry Lewis: hilário, terapêutico, sensual e trágico!

18 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Recentemente, ao enfrentar (mais) uma grande turbulência, decidi me dar ao luxo de ter uma overdose de bom humor. E ninguém melhor do que Jerry Lewis para me proporcionar isso. Busquei alguns DVDs de minha coleção, comprei mais alguns e baixei alguns que encontrei na Internet para download. Assim, passei nada menos do que cinco dias (durante o carnaval) assistindo aos filmes dele. Foi ai que notei diversos detalhes que antes não tinha notado e me interessei em conhecer mais sobre a vida dele, que agora passo a comentar.

Não me lembro, ao certo, quando assisti ao primeiro filme dele, mas lembro-me de ser impossível não rir. Porém, o que tenho a dizer sobre ele vai muito além de gargalhadas, detalhes que podem até ter passado despercebidos para muitos, mas para mim, são importantes. E friso que esta importância não está na minha admiração por ele, na verdade, não posso dizer que eu tenha sido fã dele. Era apenas uma excelente opção de descontração e esquecimento, ao menos, momentâneo, dos problemas e traumas que eu enfrentava diariamente. Mas, hoje, eu o admiro muito por tudo que percebi nesta recente overdose dos filmes dele…

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Nascido em 1926, com o nome de Joseph Levitch (há relatos de que seu nome tenha sido Jerome Levitch), começou a destacar-se na década de 40, especialmente quando firmou parceria com Dean Martin. Mas o que mais me chama atenção é a conturbada vida pessoal que ele (e Dean) tiveram. Como já citei, só percebi estes detalhes depois de assistir exaustivamente aos filmes, só ai é que prestei mais atenção aos detalhes pessoais que eles disfarçavam muito bem. Obviamente não poderei citar tudo que percebi, mas escrevo o essencial que comprova que o palhaço quase sempre é o mais triste do circo, transforma em piadas suas mágoas e leva todos ao riso para não perceberem suas lágrimas (lágrimas externas ou internas, que são as que mais doem).

Cena do filme “Three on a couch” – Três em um sofá (1966)

Em resumo, Jerry Lewis não só enfrentou um grave acidente (fraturou a coluna numa queda), diversas enfermidades e até a dependência de analgésicos (Percodan) para controlar suas insuportáveis dores físicas como suportou calado suas inúmeras dores psicológicas. Seus conflitos internos foram compensados com amantes e sua reputação passou a ser de um “mulherengo” egocêntrico quando, na verdade, era apenas amor que ele procurava sem, no entanto, ter de fato encontrado, ou melhor, sem ter conseguido viver o amor em plenitude. Começando com a ausência constante dos pais que atuavam em shows, tendo sido criado pela avó, sofrendo em algumas ocasiões, a discriminação por ser judeu, Lewis sonhava com uma família grande e unida e foi com esta intenção que, aos 18 anos, casou-se com Patti Palmer, cantora, seis anos mais velha, portanto, com 24 anos na ocasião. Esta foi a mulher que o acompanhou por 36 anos, esteve com ele nos momentos em que ele mais se destacou na carreira e foi a mulher que, tornando-se amiga da esposa de Dean, impulsionou Lewis. Com o segundo casamento de Dean, as relações entre os amigos começaram a esfriar e, com o tempo, outras questões bem mais sérias afastaram os parceiros. Ambos seguiram em carreiras solo, mas, na minha opinião, foi Lewis quem mais se destacou. Mostrou-se um artista completo cantando, dançando, interpretando e arrancando gargalhadas com suas performances. Na sequência, passou a dirigir e produzir seus próprios filmes.  No meu entendimento, a separação trouxe a Lewis a oportunidade de se mostrar por completo.

Dean Martin e Jerry Lewis – foto divulgação de Internet

Não é essa a opinião de alguns críticos. Na descrição do livro Dean and Me: (A Love Story) autoria de Lewis e James Kaplan, encontrei uma citação de Dean como “Crooner bonito” e de Lewis como “macaco magro”, ambos seguindo em carreiras medíocres até que se encontraram em meados da década de 1940 e, em pouco tempo, tornaram-se uma mania nacional, ao ponto de causar histeria por onde passavam, dominando o mercado do entretenimento em rádio, televisão, filmes, palcos e discotecas. Os milhões fluíram, aparentemente sem fim, porém, em 24 de julho de 1956, dez anos depois de tudo começar, a parceria terminou de repente. Esta separação deixou um buraco na psique nacional, bem como no coração de cada um (Martin e Lewis). Por vinte anos eles não se falaram, seguindo separados ambos em carreiras brilhantes, sendo Martin uma estrela de cinema e televisão, entre outras atividades, membro fundador do Grupo musical Rat Pack; Lewis como o revolucionário escritor, produtor, diretor e estrela de uma série de comédias de filmes bem-sucedidas. (tradução livre da descrição do livro Dean And Me A Love Story, disponível em Amazon.com)

Friso que este comentário é baseado em uma das biografias que li. Na minha opinião, foi Lewis quem se destacou muito depois da separação, pois antes ele apenas fazia as “palhaçadas” enquanto Martin fazia o galã. Ao se separarem, Lewis pode assumir tanto seu lado cômico quanto sério, sua versão pateta e sua versão galã. Tornou-se muito mais popular ao mostrar sua voz esganiçada, em seguida, sua voz melodiosa, sua versão física feia e desajeitada, em seguida, sua versão bonita e elegante. Mas esta é minha opinião e isso, eu friso, só me ocorreu recentemente. Até eu assistir exaustivamente seus filmes, eu nem imaginava esta riqueza de detalhes.

Quanto ao Martin e a fundação do Rat Pack, segundo o site Vital Vegas, a formação original do Rat Pack: era Errol Flynn, Nat King Cole, Mickey Rooney, Jerry Lewis e Cesar Romero, eram um grupo de amigos, centrado em torno do líder do grupo, Humphrey Bogart. Ou seja, não deve ter sido fundado por Dean Martin que só entrou para o grupo em sua segunda formação, ai sim com Frank Sintra e Samy Davis Jr. Eles também contavam umas piadas e faziam humor, mas o forte do grupo era a música, em especial Jazz/blues. Por isso, no meu entender, ficaram mais restritos já que nem todos gostam deste tipo de música. Quando nasci, a época de ouro deste grupo (Rat Pack) já havia passado, por isso não tenho nenhuma lembrança. Além disso, Martin se destacou unindo-se a Frank Sinatra, Peter Lawford e Sammy Davis Jr, enquanto Lewis passou a se destacar sozinho como grande showman. Mas, enfim, minha intenção não é diminuir Dean Martin e, sim, citar detalhes fascinantes que descobri sobre Lewis.

Cena do filme “Boeing Boeing” – com Tony Curtis (1965)

Um dos detalhes que penso ser importante são os anéis que Lewis usava. A princípio, um único anel no dedo anelar da mão esquerda e, na sequência, também um anel no dedo mindinho da mão direita. Mais recentemente, passou a usar três anéis, sendo os dois anteriores e mais um no dedo mindinho da mão esquerda. Em praticamente todos os filmes ele aparece com estes anéis. Se os anéis ficavam perfeitos em um galã, não combinavam muito com um homem desengonçado fazendo palhaçadas. Muito além de um erro de continuidade, penso que deveriam ter grande valor sentimental ou serviriam como espécie de amuletos, por isso, nunca serem tirados dos dedos. Em alguns momentos, Dean Martin também aparece usando anel no dedo mindinho, mas Jerry usa-os em todas as cenas, em todas as personagens e na vida real.

Cena do filme “The nutty Professor – O Professor aloprado” (1963)

Outro detalhe que muito me chamou atenção tem relação com os dentes. Encontrei só uma foto da infância de Lewis, por isso, não posso afirmar com certeza, mas nesta única foto, é possível notar uma pequena saliência em seus dentes. Ele não chegava a ser “dentuço”, mas não tinha dentes perfeitos, na infância e adolescência. Aliás, em seus primeiros filmes, é possível notar pequena falha em seu sorriso que foi consertada quando a fama se instalou. Talvez este tenha também sido um motivo para ser desprezado na escola. Além de ser discriminado por ser judeu, é provável que tenha também sofrido algum tipo de discriminação por causa dos dentes. Ainda sobre dentes, em sua biografia consta o dia em que ele deu um murro no rosto do diretor da escola e este (diretor) perdeu um dente. O motivo da briga foi uma explosão que Jerry teria causado no laboratório de química. Ao ser levado à Diretoria, o Diretor o chamou de “Judeu burro” e ele o esmurrou. Talvez, por estes motivos, na maioria de seus filmes, ele criava personagens com dentes tortos ou sem dentes. Mas, friso, é uma análise minha do que assisti e encontrei em biografias e fotos antigas. Não posso afirmar com convicção que tenha sido isso.

Cena do filme “The nutty Professor – O Professor aloprado”

Era um homem inteligente e entendia de terapia, ao menos o básico. Colocou alguns temas terapêuticos em alguns de seus filmes, como “Three on a couch” – Três em um sofá (1966). Ele contracena com Janet Leigh. O seu único filme “pesado”. Apesar de descontraído, até engraçado em alguns momentos e de ter dado um show de interpretação vivendo cinco personagens, quatro homens e uma mulher, o clima do filme é tenso e deixa transparecer que a vida pessoal dele não estava nada bem. Outro filme em que ele colocou um tema terapêutico foi “The nutty professor” – O Professor Aloprado (1963). Uma sátira de “O médico e o monstro”, (depois de causar uma explosão no laboratório de química (seria lembrança da adolescência?), para deixar de ser ridicularizado por todos e para conquistar a bela Stela, ele cria “Buddy Love”: um homem bonito, audacioso, arrogante, sensual que canta e dança muito bem, o oposto do professor franzino e dentuço que o criou. Refletindo sobre sua criação, ele deduz que sua personalidade se deve ao fato de seu pai ser submisso e sua mãe autoritária e ele ter assistido a esta cena quando bebê. Neste filme, ele, novamente, deu um show de interpretação, usou muito bem o recurso do mostrar-se feio para depois se mostrar bonitão, de usar a voz esganiçada e, em seguida, cantar com voz bem colocada. A questão é que a crítica o acusou de estar querendo se passar por Dean Martin, e sua família (esposa e filhos) declararam que ele incorporou tanto Buddy Love que ia para casa maquiado e agindo como ele. Isso fazia seus filhos terem medo dele e se esconderem…

Não penso que ele tenha desejado se passar por Martin, nem tenha agido de forma autoritária em família de propósito, penso que ele encontrou nele mesmo o homem poderoso que tanto buscava e, de alguma forma, se apaixonou por ele mesmo. E, como todo apaixonado, queria conviver o tempo todo com sua paixão. De fato, Buddy Love foi marcante e apaixonante e, aliado a grande beleza de Stela Purdy (Stella Stevens), tornou o filme um clássico. Eddy Murphy fez uma nova versão deste roteiro em 1996, o que, financeiramente, foi ótimo para Lewis. Mas Eddie Murphy, apesar de também ter dado um show de interpretação, atuando em diversos papéis masculinos e femininos, criou um professor obeso e um Buddy Love mais escrachado, contando piadas, zombando de diversas situações. E retirou justo a cena que justificava a criação de Buddy Love. Na minha opinião, perdeu o sentido do roteiro original. Há um outro filme em que Lewis usou um tema terapêutico, mas não citarei porque criei um artigo em que abordo este tema e citei o filme nele. Em breve estará publicado e deixarei a surpresa para a publicação do artigo.

Cena do filme “The Gueisha boy” – O rei dos mágicos (1958)

Outros filmes de Lewis como “The Patsy” – O otário (1964) em que se ri do começo ao fim e Boeing Boeing (1965) com um enredo incrível, explorando recursos teatrais como o abre e fecha de portas simultâneas, encontros e desencontros cênicos, em que Lewis disputa com ninguém menos do que Tony Curtis, a atenção de três belas aeromoças. Em apenas dois dias, Robert (Lewis) conquista a simpatia de duas das três “noivas” de Curtis, inclusive a mais bela, interpretada por Suzanna Leigh, torna-se noiva de Robert (Lewis)… O clássico “Scared Stiff – Morrendo de medo,em 1953 com Jerry, Dean e Carmem Miranda. E ainda Geisha Boy, uma comédia romântica em que não se ri muito, mas é impossível não se apaixonar pelo garotinho oriental órfão que vê em Lewis seu novo pai. É mais uma vez o adulto Lewis chamando pelo seu pai em um de seus roteiros… São filmes que vale a pena assistir.

De suas boas ideias e ações, ficaram seu pioneirismo no uso de monitores de fita de vídeo e circuito fechado em filme, (ele adaptou uma câmera de vídeo à câmera 35mm, podendo assistir imediatamente cada tomada), uma técnica que, atualmente, é usada como padrão em Hollywood, chamada de assistência de vídeo (videotape). E sua criação do Telethon, desde 1952, que ajudou a angariar fundos para a distrofia muscular. Ele foi tão bem-sucedido e tão dedicado à causa, que as crianças afetadas pela doença se tornaram conhecidas como “crianças de Jerry”. O telethon, passou a ser conhecido como “The Jerry Lewis MDA Telethon”, começou a ser exibido em TV no final de semana do Dia do Trabalho em 1966, e Lewis serviu como anfitrião até 2011. E um filme inédito, feito em 1972, um drama sobre o Holocausto: “The day the clown cried – O Dia em que o Palhaço” Chorou, contando a história fictícia do palhaço Helmut Doork, que, ao ser preso por soldados nazistas, em troca de manter-se vivo, é obrigado a entreter crianças enquanto as conduzia até câmaras de gás.

Em evento de premiação, Marilyn Monroe diz ao microfone, com sua vozinha infantil: “I love you, Jerry”

De sua vida pessoal, ficaram dois casamentos (Patti Palmer de 1944 a 1980 e SanDee Pitnick de 1983 a 2017). Com Patty, ele teve cinco filhos e um adotado. Gary Lewis em 1946, Ronald Steven ‘Ronnie’ Lewis em 1949, Scott Anthony Lewis em 1956, Christopher Lewis, em 1957, Anthony Lewis em 1959 e Joseph Lewis em 1964. Ronnie foi adotado. Durante este casamento, teve diversos casos, incluindo Marilyn Monroe e um caso de três anos com a modelo Lynn Dixon (Lynn Uchitel), que deu à luz a Suzan Minoret em 1952. Mas, apesar de a menina se parecer muito com ele, inclusive a covinha no queixo, Lewis não assumiu a paternidade, relatou Philadelphia Weekly. Em seu livro lançado em 1971 “The Total Film-maker”, ele começa com uma dedicatória emocionante: “Para Patti, cujo amor, paciência e sabedoria nunca diminuíram enquanto me esperava crescer “. Mas em 80, Patti Lewis, cansou de esperar, pediu o divórcio e exigiu US $ 450.000 por ano e royalties de suas produções enquanto estiveram casados para se sustentar e ao menor de seus seis filhos, Joseph Christopher, na época com 16 anos. Patti desabafou publicamente dizendo que Lewis mostrou um desprezo aberto pelo casamento, e ela (Patti) era apenas um “fantoche financeiro” à mercê de seu escritório, sem dinheiro próprio dela “. O motivo da explosão e separação foi a bailarina SanDee, com quem Lewis se casou em 1983, logo após seu divórcio ser concluído. Com SanDee, ele adotou uma filha. Danielle Sara Lewis em 1992. O nome Danielle foi uma homenagem ao seu pai (Daniel Levitch, falecido em 1980).

Em 1995, Lewis sofreu com a morte de Dean. Eles haviam se reencontrado, por intermédio de Frank Sinatra, em 1976, durante o Telethon. Mas, após o encontro, parece que não mais se falaram pessoalmente, até 87 quando, novamente, Sinatra promoveu um encontro, no aniversário de Jerry. Mas esse encontro duraria pouco, pois, na sequência, em 21 de março, um dos filhos de Dean Martin, (Dean Paul Martin) faleceu num acidente aéreo, seu pai, abalado, afastou-se da carreira e entregou-se ao alcoolismo até sua morte em 1995.

Detalhe que notei, o filho de Martin também usava os anéis da mesma forma que Lewis…

Em 2009, o filho mais novo de Lewis (Joseph Lewis), aos 45 anos, cometeu suicídio depois de se tornar viciado em drogas. O filho mais velho, Gary Lewis, conhecido por sua banda Gary Lewis e os Playboys, nos anos 60, culpou seu pai pela morte. Ele informou a Contact Music: “Jerry Lewis é uma pessoa má. Ele nunca amou e se importou comigo ou com meus irmãos.

“Não sei se a morte de Joe é relacionada à droga, mas acredito que poderia ter sido evitada se ele e meu pai estivessem em melhores condições. Eu acredito que ele morreu em parte de um coração partido”…

Cena do documentário sobre Jerry Lewis – “Biography” ancorado por Jack Perkins

Neste ponto, um comentário meu. Embora a ex esposa e filhos tenham afirmado que ele não os amava e só se preocupava com trabalho, entendo que ele amava a família acima de tudo, se percebe pelas fotos iniciais, sua expressão de alegria, abraçado aos filhos e esposa. Mas ele era um menino de 18 anos, imaturo e inexperiente, tinha crescido, quase sem contato com seus pais, casar-se era um passo importante para o qual ele precisava de mais tempo e maturidade para assumir. Além disso, ele era um judeu que se afastou da sua cultura para abraçar a esposa católica, esta, por sua vez, abandonou a carreira de cantora para cuidar da família. As duas famílias foram contra o casamento. Só por isso, já se deveria supor, que cobranças e atritos viriam. Isso aliado a tantos fatores já descritos, em especial, a dependência em analgésicos (e a grande dor que deveria sentir), o assédio constante e as desavenças que vieram, transformaram sua estada em família tão triste que ele se jogou no trabalho como válvula de escape. Já passei por situação semelhante, entendo como ele se sentiu. Quando a família se transforma num fardo, só resta mergulhar em trabalho e ganhar muito dinheiro… É visível que não foi ele quem abandonou a família, ele próprio se sentiu abandonado e perdido diante da fama. Ele próprio declarou, ao ser questionado sobre seus romances, que na época ele era rei em Hollywood e não conseguia resistir ao excessivo assédio que sofria…

Acompanhando as fotos de família nota-se seu entusiasmo, sorridente, abraçando esposa e filhos, na sequência, seu sorriso vai diminuindo, passa a ser fotografado sempre de braços cruzados e com a esposa abraçando-o. Ele foi se distanciando, a esposa não percebeu ou disfarçou bem. O término foi inevitável.

Continuando, a filha de Lynn Dixon (Suzan) que Lewis nunca assumiu, terminou por ser uma moradora de rua. Exibe ainda uma foto em que aparece metade de seu rosto e metade do rosto de Lewis, acusando a grande semelhança entre os dois.

Ele excluiu de seu testamento todos os seus filhos do primeiro casamento e descendentes deles. Tudo foi deixado apenas para SanDee e a filha adotiva Danielle. O menino carente que tanto lutou pela atenção dos seus pais, mesmo depois de adulto, embutiu em seus filmes esta carência, terminou por também rejeitar seus filhos…

Mas será que ele decidiu isso mesmo? Notícias desencontradas apontam Patty Palmer (primeira esposa de Lewis) como já falecida, outras notícias anunciam que ela, atualmente com 96 anos, está sendo despejada de um lar para idosos, pois desde a morte de Lewis, ela parou de receber royalties de projetos em que Jerry trabalhava durante seus 36 anos de casamento. O filho Gary declarou ainda que a assinatura do testamento de Jerry, deixando a sua herança toda para sua viúva, SanDee e sua filha Danielle e excluindo os filhos verdadeiros foi declarada falsa pelo grafólogo forense Peggy Walla. Se isso se comprovar, o homem que procurou ser amado a vida toda receberá mais um golpe, agora depois de morto, por ter vivido por 34 anos com SanDee sem saber que era só dinheiro que ela queria…

E eu paro por aqui, não que não haja mais detalhes importantes, mas porque, enfim, encontrei alguém com uma vida tão ou mais conturbada do que a minha (risos). E porque, se eu continuar a relatar, deixarei a impressão de que, após rir muito com as comédias de Lewis, a sequência é só decepções, traições, choro e tragédias. Então, melhor parar e guardar dele a imagem de um homem forte, que superou muitas doenças e obstáculos e fez muita gente rir, esquecendo as mágoas e mazelas da vida…

Lamento só agora ter percebido tudo isso, se percebesse antes, gostaria de tê-lo conhecido pessoalmente. Agora, só posso dizer que, descanse em paz. E que todos guardem dele, o melhor do riso e da vida!

Ah, e da próxima vez que eu precisar de uma overdose de bom humor, farei uma miscelânea com diversos humoristas, assim não correrei o risco de embarcar tão fundo em uma única história. “Çocorro!”

Muitas das fotos e cenas que citei tem direitos autorais, por isso só inclui os registros de filmes e documentários públicos, mas pode-se digitar Jerry Lewis (associado aos nomes citados) no Google que aparecem inúmeras fotos. Saiba mais nos links: Vida pessoal e romances de Jerry, clique aqui, declarações do filho Gary Lewis sobre a morte de seu irmão e sobre seu pai Jerry em Contact Music, clique aqui, Patti Palmer em asilo e possibilidade do testamento de Lewis ser falso, clique aqui, separação de Patti e Jerry, clique aqui, últimos dias de Dean Martin, clique aqui

Assista também aos vídeos a seguir:

Jerry Lewis cantando em dois momentos, um canto satírico e um sério. Compare!

Em evento de premiação,Marilyn Monroe corre ao microfone e declara com voz infantil, porém sexy: “I love you, Jerry!”

 

Biografia de Jerry Lewis:

 

 

Filha não assumida torna-se moradora de rua:

 

Lou de Olivier em entrevista exclusiva para TV Embelezar

15 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Atendendo ao gentil pedido da equipe da TV Embelezar, Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) concedeu uma importante entrevista, abordando um pouco da sua técnica de Multiterapia, Arteterapia, Musicoterapia, Artes em Geral, o Belo na Arte e ainda comentando sobre Direitos Autorais. Vale a pena conferir.

Assista a entrevista em vídeo:

Acesse a edição completa, clicando aqui

 

Coração de berinjela (eggplant’s heart)

13 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Foto original Dreamstime, modificada por Anna Lou Olivier

Como já relatei algumas vezes, tive uma anoxia por afogamento aos 16 anos e isso me deixou algumas sequelas. Uma delas é ter uma grande dificuldade com idiomas estrangeiros. O Inglês, por exemplo, eu consigo ler e escrever, mas, em alguns momentos, tenho dificuldade em falar. E há momentos em que não consigo falar, ler nem escrever em Inglês…

Foi num desses momentos difíceis de me expressar em Inglês que me vi em uma discussão sobre veganismo. A questão, na verdade, iniciou-se com uma simples pergunta sobre sanduíches. Exemplos como “chicken” (frango) ou “ham” (presunto) foram citados. Sem pensar muito eu disse:

Life!

What???

E agora, como eu explicaria que tanto chicken quanto ham, para mim, são vidas, não recheio de sanduíches?

I’m vegan! Eu disse apenas isso.

O interlocutor que falava Inglês bem melhor do que eu disparou…

You mean that animals have life, but vegetables also have life, greens also have life …

Even stones have life too…

Pronto, eu tentei explicar e compliquei. Acabei citando uma frase dúbia que dizia que até as pedras têm vida… Se, por um lado, eu citei que tudo tem vida e deve ser respeitado, por outro abri mais a discussão sobre o direito de cada um comer o que bem quiser…

Mas, a partir desta cena, comecei a pensar melhor a este respeito. Como eu poderia sensibilizar alguém com argumentos em (meu limitado) Inglês… Foi ai que me ocorreu uma simples pergunta: Você pode me dizer onde está o coração de uma berinjela (ou beringela como se escreve em Portugal)?

Please tell me, where is the heart of an eggplant?

What???

You may know where is the heart of a chicken or a pig, but can you tell where is the eggplant’s heart?

Quando você corta um legume, ele não sangra, uma verdura não derrama lágrimas de dor ao ser cortada e não há um coração em nenhum vegetal… Como você pode comparar as vidas dos vegetais e dos animais?

Em Inglês, Português ou qualquer idioma, é preciso respeitar e preservar a vida…

That’ all!

Sétima edição, livro Lou de Olivier, comentário dos leitores…

7 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

Sétima edição, isso é para quem pode, seus conhecimentos são preciosos e você dividir conosco esse é o segredo.  Parabéns, continue a publicar seus livros e artigos estão fazendo cada dia mais me tornar uma mãe e profissional com mais conhecimentos reais deste mundo de distúrbios de aprendizagem, sua contribuição me torna melhor nesta jornada.

Fany Vieira – São Paulo – Brasil 26/01/2018

 

Livro de cabeceira! 

Para mim é livro de cabeceira, tenho um que comprei para fundamentar minha monografia e, na ocasião, nem precisei comprar outros livros, só este exemplar ja me deu todas as respostas e fundamentações que eu necessitava para o TCC em Psicopedagogia. Até hoje é o livro que uso diariamente e encontro nele as respostas para todas as minhas duvidas. Livro nota 1000!.

Silvia Milene, São Paulo – SP 20/11/2013

 

Sempre achei que seus estudos e toda sua experiência deveriam ser divulgadas e compartilhadas para um número maior de pessoas. Tudo seu que já pude ler, é de grande importância para educadores, pais, ti@s, enfim, todo mundo. Parabéns e sucessos. Sandra Capucci -Minas Gerais – Brasil – sem data definida.

 

São muitos os comentários que recebo sobre meus livros e artigos, como não posso publicar todos, escolhi estes que melhor definem a opinião e elogios dos leitores. Leitores que acabam tornando-se amigos e aos quais agradeço de coração o incentivo. São mensagens como estas que me fazem prosseguir em pesquisas e publicações.  Gratidão!

Saiba mais, clique aqui e/ou compre este livro, clicando aqui

Receitas veganas nutritivas e fáceis de fazer. Experimente!

4 de fevereiro de 2018 Deixe um comentário

O subsite Ana vegana está reformulado e ensina, além de muitos ângulos do veganismo, diversas receitas nutritivas e fáceis de preparar. Confira, clicando aqui

Ou, se preferir, acesse:  http://bit.ly/2EGYJbe

 

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