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Foi por volta de 1999, eu participava de um grupo de poetas cibernéticos. Ficávamos conversando e poetando pela madrugada. Bem, nem todos estavam no mesmo horário, já que alguns estavam na Europa, outros nos Estados Unidos, alguns no Brasil, enfim, para mim era madrugada… Saudades daquela doce época em que a poesia nos elevava e nos fazia acreditar naquele sistema que usávamos: a Internet que, ainda em seu início, ainda discada, caía bastante, mas nos proporcionava horas de amizade em muitos versos e rimas.

 

Foi numa dessas conversas que eu comentei que deveríamos cuidar do que escrevíamos pois estávamos sendo “monitorados”. Um poeta/amigo que estava nos Estados Unidos logo concordou e teceu comentários, frisando sua opinião. Ele foi o único a concordar comigo. Logo havia um amontoado de críticas e sátiras. Nos chamaram até de lunáticos. Sim, naquela época, parecia uma grande alucinação alguém espionar e-mails, fóruns e outras reuniões entre amigos ou profissionais.

 

O tempo passou, os fóruns de poetas e os chats foram substituídos pelas redes sociais. Tornou-se comum o fato das pessoas publicarem seus dados e até seu atos cotidianos nas redes sociais. Na vida real, ninguém fotografa seu prato (almoço ou jantar) e sai mostrando para os vizinhos, mas na rede social tornou-se comum postar seu prato, o que está comendo. Mas isso é o de menos, afinal, ninguém vai ser punido pelo que comeu, apesar de poder enfrentar a ira de ativistas ou algo assim…

 

A questão vai muito além. A maioria das pessoas passou a postar detalhes de suas vidas que não informaria a ninguém ou então informaria a um grupo restrito de amigos. Um dos casos famosos ocorreu em Hamburgo, Alemanha. A adolescente Thessa postou no seu Facebook que comemoraria seu aniversário em determinada data, Apareceram milhares de pessoas querendo participar da festa, houve tumulto e até a polícia precisou intervir. Já houve casos de pessoas que foram despedidas ou perderam seus benefícios por postarem fotos ou mensagens que as denunciaram/incriminaram. Inclusive, este é o lado bom, alguns criminosos foram presos por postarem seus “feitos” em redes sociais. Na tentativa de zombar da polícia e/ou de suas vítimas, acabaram pegos e presos…

 

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Em meio a tudo isso, em março deste ano (2017), o site WikiLeaks anunciou que “espiões americanos conseguiram interceptar mensagens de celular e até TVs conectadas à internet no mundo inteiro”. Segundo artigo G1, Edição do dia 07/03/2017, citando reportagem do Jornal Nacional, havia cerca de sete mil páginas, mostrando, em sua maioria, códigos de computador que, caso fossem verídicos, esses documentos revelariam a forma como os espiões americanos agem na internet. A reportagem citava, inclusive, uma triste “descoberta”, não só a CIA teria um departamento especializado na criação de vírus (mais de 500 projetos para infectar dispositivos eletrônicos no mundo todo), mas o principal é que as mensagens enviadas por aplicativos no celular podem ser interceptadas. Antes desta reportagem mostrada pelo WikiLeaks, acreditava-se que a mensagem sairia criptografada e só se tornaria legível ao chegar no celular do destinatário. A notícia decepcionante é que os documentos revelavam que já havia um vírus desenvolvido pelos americanos para interceptar a mensagem antes de ser codificada.

 

Mas, sejamos conscientes, isso nós já sabíamos desde o início da Internet. Ao menos eu e este amigo poeta dos Estados Unidos, apesar de sermos desacreditados, já tínhamos percebido. O que a grande maioria não percebeu e alguns não perceberão nunca, é que nunca houve segurança alguma. Especialmente em serviços “grátis”, tudo é espionado sim. Se você utiliza serviços como gmail, hotmail (outlook.com) e outros sistemas gratuitos de e-mails, facebook e outras redes sociais grátis, todos os seus dados, postagens, mensagens e atividades estão sendo monitorados. E isso não é (ou não deveria ser) novidade para ninguém.

 

Não quero tornar este artigo longo. Impossível citar todos os detalhes, Apenas quero citar que decidi escrever este pequeno artigo por dois motivos. Primeiro, recentemente recebi um vídeo muito singelo do Facebook. Periodicamente, enviam vídeos com uma música alegre, anunciando quantas curtidas eu cliquei e quantos amigos novos eu fiz… Detalhes que eu mesma não me lembrava. Acho esta atitude tão “meiga”, alguém cuidar com tanto “carinho” de todos os meus passos. Na sequência, pedi uma cópia de meus arquivos e notei que não só o Facebook mantém todos os meus dados pessoais e os grupos dos quais eu participo, mas também mensagens (inbox), inclusive aquelas em que a pessoa só me contatou uma única vez pedindo informações sobre algum de meus livros ou algum distúrbio ou mesmo alguma “cantada” de desconhecido que eu nem respondi… E existem até mensagens de pessoas que eu nem tenho certeza se me contataram…

 

Imagino a grande (Ir) responsabilidade que deve ser armazenar e manter todos esses dados de todos os participantes do Face. E friso que estou citando o Facebook porque foi onde ocorreu o fato, mas todas as redes sociais funcionam da mesma forma. Se, por um lado, servem até para prender bandidos, por outro interferem na privacidade de seus usuários sem piedade.

 

E agora vem o segundo motivo que me levou a escrever este artigo. Diante de todo este monitoramento fica até fácil entender porque minhas notícias sofrem tantos “boicotes”. Meus vídeos no YouTube raramente chegam a cinco mil visualizações, quando chegam, misteriosamente, caem para duas mil e “estacionam”, meus posts recebem pouquíssimas visualizações, mesmo os impulsionados acabam tendo muitas curtidas e comentários, mas são raras as reais visitas aos sites ou vídeos. A impressão que tenho é que, ao pagar um impulsionamento, o que recebo são curtidas “fake” que consomem a verba investida mas, na prática, não dão retorno algum.

 

Meu lema sempre tem sido “Publicando hoje a notícia de amanhã”, trago muito antes as informações em diversas e importantes áreas e isso incomoda o sistema lento, que estipula que as descobertas devem ser rápidas, mas a informação deve ser o mais lenta possível. Afinal, informação significa poder, quem detém informação detém o poder (isso se aprende na faculdade, inclusive). Portanto, quem descobre algo deve guardar para si o quanto for possível e, só em último caso, revelar… Eu faço o contrário, eu descubro e já repasso (ao menos repassava até escrever este artigo, vou repensar se devo continuar trazendo informações antecipadas), isso interfere no sistema que se coloca como poderoso e absoluto, só ele pode “revelar” quando ele julga conveniente…

 

É por isso que um aniversário de uma adolescente desconhecida atrai milhares de pessoas e as minhas notícias* com informações de interesse mundial ficam restritas a alguns poucos contatos.  

Este assunto é complexo e extenso, não abordei nem 1/10 do que gostaria. Sendo assim, te convido a ler meu lançamento em romance “Armagedon Har Meggido (Ana e o Apocalipse). Parece religioso, mas só tem base teológica, no mais aborda teletransporte, espionagem, teorias de conspiração, Física Quântica e muitos temas polêmicos em forma de romance. Sei que, com tanto boicote aos meus artigos e anúncios, não será Best Seller, mas os poucos que conseguirem ler, perceberão que vale a pena ler!

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* Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) é Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia, desenvolvedora e introdutora da Brinquedoteca aliada à aprendizagem no Brasil e Europa e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira e da Música mundial. Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, diversos romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas. Como Acadêmica tem diversos artigos publicados e aceitos pela comunidade científica internacional, especialmente na Europa e tendo duas de suas dezoito peças teatrais já encenadas em todo o Brasil e em Portugal. Sua biografia consta em livros oficiais como “Dicionário de mulheres”, “Enciclopédia de Literatura Brasileira” entre outros. Anna Lou Olivier é vegana, Pacifista socio-ambiental/animal e segue a filantropia anônima e desvinculada de política ou religião implantada por seus pais há quase oitenta anos.

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Site pessoal (produção Acadêmica, Literária e Artística): https://acliar7.wordpress.com